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dbzfnofrenascimentocomercial-novoposterE na última quinta-feira, dia 18 de junho, estreou no circuito de cinemas do Brasil o mais novo filme de Goku e seus amigos: Dragon Ball Z: O Renascimento de F. Trazendo de volta todo o elenco de dubladores brasileiros da série original, o filme é um banho de nostalgia para todos aqueles que cresceram acompanhando as aventuras de Goku, principalmente por trazer o retorno de um dos vilões mais queridos (ou seria odiado?) de toda a série: Freeza. Sim, pois como o “F” do título já prenuncia, o grande vilão branco e lilás está de volta, com o objetivo de se vingar. Mas pera aí, branco e lilás? Ou seria lilás e… dourado?

Como os trailers e divulgação já denunciavam, o filme traz uma nova transformação para o personagem, intitulada com o simpático, simplório e óbvio nome de “Freeza Dourado” (Golden Freeza). Escrito pelo próprio Akira Toriyama, Fukkatsu no F, como é conhecido no Japão, faz parte da cronologia e do cânone oficiais de Dragon Ball (não adianta chorar), se passando alguns anos após a derrota de Majin Boo e após os eventos do filme anterior, Batalha dos Deuses. A história dos dois filmes se passam dentro do período de 10 anos em que a terra esteve em paz, e portanto se encaixam antes do último capítulo do mangá. O deus da destruição Bills e seu assistente (e mestre) Whis também estão de volta, e são deles alguns dos momentos mais cômicos do filme.

Mas antes de falar sobre o filme em si, acho importante abrir um parênteses para parabenizar a UniDub do Wendel Bezerra (nosso eterno Goku) pelo excelente trabalho de dublagem, e por ter garantido o retorno de 100% do elenco original. Então além do próprio Wendel como Goku, temos de volta Alfredo Rollo como Vegeta, Tânia Gaidarji como Bulma, Luiz Antônio Lobue como Piccolo, além do incrível Carlos Campanile retornando após tantos anos para emprestar sua poderosa e nostálgica voz para o vilão Freeza. Só esse elenco já vale o ingresso.


Na história, dois soldados remanescentes do exército de Freeza, Tagoma e Sorbet, vem para a Terra em busca das esferas do dragão para ressuscitar o seu imperador. O vilão é revivido por Shen-Long, porém em pedaços (lembram do que o Trunks do futuro havia feito com ele né? Pois é), e é colocado em uma avançada câmara regenerativa para que seu corpo seja reconstruído.
Uma coisa que me preocupava – e acredito que também à maioria dos fãs – era como Freeza teria poder atualmente para rivalizar com Goku, já que o grande objetivo do vilão após o seu renascimento é se vingar do Super Saiyajin que o humilhou outrora. A explicação porém é bem convincente – se esforçando um pouco para aceitar, é claro – e plausível dentro do roteiro e da solução apresentada. O fato é que Freeza diz ter nascido como um prodígio, alguém que já nasceu naturalmente poderoso e nunca precisou treinar. Pois é, aquele poder mostrado na saga de Namekusei era o poder natural do cara, que afirma agora que se treinar por um período de apenas 4 meses, pode superar o poder de Goku. E assim o tempo passa, Freeza treina, e vem para a Terra juntamente com o seu exército, barbarizar com tudo e ter finalmente a sua vingança.

Sim, a premissa é bem básica, e não poderia ser diferente em um filme com pouco mais de 120 minutos. No entanto, ao contrário de Batalha dos Deuses – que pecou um pouco no exagero do humor em detrimento da história – aqui tudo funciona muito bem. Desde o tempo de tela de cada um dos personagens, o perfeito equilíbrio entre as cenas de humor típicas de Akira Toriyama, até as incríveis batalhas que se tornaram marca registrada de Dragon Ball, tudo é muito bem dosado entregando um filme completamente amarradinho. E por falar em tempo de tela dos personagens, até mesmo o novato Jaco, o patrulheiro galático – personagem do último mangá de Toriyama que serve como um prequel de Dragon Ball – tem ótimos momentos no filme, ajudando na luta contra os soldados de Freeza e roubando a cena com tiradas sensacionais. Fica aí um lembrete aliás, e a esperança de que a Panini traga esse importante mangá aqui para o Brasil.

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O mais interessante do filme – obviamente – é a situação de Goku e Vegeta. Ambos aparecem sendo treinados por Whis, e durante a batalha com Freeza exibem a transformação de Super Saiyajin Deus Super Saiyajin. A questão aqui, que pode vir a ser um crítica para muitos, é que a transformação simplesmente… acontece. Não há uma explicação de como conseguiram essa transformação, e nem mesmo do que ela se trata exatamente. O que dá para entender apenas, pelo que Goku diz, é que se trata da boa e velha transformação em Super Saiyajin, porém com a aura de um Super Saiyajin Deus. Resumindo, esse cabelo azul é a forma Super Saiyajin da forma anterior, aquela do cabelo vermelho vista em Batalha dos Deuses. Daí a aura divina faz com que o cabelo fique azul. Deu pra entender? Pois é.

Porém, de acordo com tudo que foi revelado nos últimos dias a respeito de Dragon Ball Super, parece que essa nova série irá cobrir os eventos que vão de Batalha dos Deuses a Renascimento de Freeza. Então, muito provavelmente veremos como Goku e Vegeta acabam indo treinar com Whis, como conseguem essa transformação, etc.

ssgss
De uma forma geral, diria que Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza é um filme excelente, e que vale a pena sim ser visto no cinema. Não apenas pela sensação de nostalgia em reencontrar novamente esses personagens, mas principalmente para prestigiar o excelente trabalho da UniDub que nos presenteou com o elenco de dubladores oficiais, e também para mostrar que não apenas Dragon Ball, mas as animações japonesas em si, possuem público no Brasil. Só assim novos filmes serão trazidos futuramente. Portanto, considero de extrema importância que todo fã de Dragon Ball, de cultura japonesa, ou de boas animações, deva ir prestigiar esse longa no cinema mais próximo.

Agora é esperar pela estreia de Dragon Ball Super em 5 de julho (logo ali) e presenciar esse novo capítulo que está surgindo na história de Dragon Ball. Akira Toriyama está de volta. E ele mostra que ainda pode nos empolgar e surpreender.



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