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Estrelado por Jason Momoa e Isabela Merced, Justiça em Família é mais uma produção da Netflix que chega dentro do plano da plataforma em conquistar ainda mais terreno na “guerra dos streamings”, especialmente agora que sofre forte concorrência de Disney+, Amazon Prime Vídeo e HBO Max.

No entanto, apesar de um início promissor, há uma impressionante perda de rumo com clichês para lá de batidos e uma tentativa de impacto no final, que só consegue tirar o pouco de credibilidade restante da história.

Ray ‎Cooper (Jason Momoa) é um marido devastado ainda se recuperando da morte de sua esposa. Ele promete trazer justiça aos responsáveis enquanto protege a única família que lhe resta: sua filha Rachel (Isabela Merced).

Começando pelo básico: O relacionamento entre pai e filha é de fato interessante, com Momoa e Merced confortáveis nos papéis. Mas, com pouco menos de 2 horas de duração, era esperado que vários elementos fossem deixados de lado para que a trama prosseguisse.

Inicialmente, por exemplo, vemos que Ray é um homem comum, que luta para pagar o tratamento da esposa (Adria Arjona), e o máximo que descobrimos é seu treinamento em uma academia de artes marciais mistas.

Acontece que, de acordo com sua luta para punir os responsáveis pela morte da esposa, Ray se coloca em situações, no mínimo, complicadas. Seus confrontos contra assassinos treinados e supostamente contratados por essa gigante farmacêutica são quase que inexplicáveis.

Vale dizer: Considerando um custo mais baixo de produção, Brian Andrew Mendoza (Perigo na Montanha) conseguiu fazer um bom trabalho na direção, e entrega cenas competentes, que podem te deixar empolgado caso ignore toda a narrativa por trás delas.

Manuel Garcia-Rulfo (Sete Homens e um Destino) é um dos assassinos que persegue Ray e Rachel, e consegue se destacar quando está em cena, ainda que, novamente, o roteiro faça todo tipo de desserviço para não aproveitá-lo melhor. Fora isso, não há qualquer tipo de desenvolvimento aos outros antagonistas.

Vamos concordar: Para um filme que envolve conspirações, não ter esse antagonista marcante chega a ser desleixo. Além disso, a incapacidade da força policial, incluindo a agência do FBI, chega a ser irritante.

Não vamos entrar no campo dos spoilers, mas… honestamente, é difícil (muito difícil) tentar entender aquilo que os roteiristas Gregg Hurwitz e Philip Eisner pretendiam na reta final do filme.

Sim, existe o famoso plot twist, e sim, podemos considerá-lo surpreendente, e ao mesmo tempo extremamente estúpido, visto que cada situação imposta até então fica em cheque, sem qualquer credibilidade.

Muitos certamente vão pensar, “Então, você realmente quer que eu acredite que TUDO ISSO aconteceu DESSE JEITO?”

‘Justiça em Família’ até pode se tornar um passatempo caso seu nível de exigência não seja tão alto, ou esteja com falta de algo mais interessante para assistir. Mas, conspirações vazias, (má) utilização de clichês e encerramento simplesmente puxam esse thriller/filme de ação para o fundo do mar.

Justiça em Família
  • Publisher: Netflix
  • Plataformas: Netflix
Nota 4


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