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Chegando hoje, 1º de maio, aos cinemas brasileiros, a comédia de ação O Dublê (inspirada na clássica série Duro na Queda) traz direção de David Leitch, conhecido justamente por ter começado sua carreira em Hollywood dentro da profissão tão arriscada, trabalhando especialmente ao lado de Keanu Reeves na franquia Matrix.

Mas, desde que assumiu a função por trás das câmeras, se tornou um nome importante na indústria, recebendo créditos por John Wick: De Volta ao Jogo, Trem-Bala, Atômica e Deadpool 2.

Bastidores de O Dublê
Reprodução/Universal Pictures

Na trama, Colt Seavers, um dublê, volta à ação quando a estrela de cinema Tom Ryder desaparece de repente. À medida que esse mistério se aprofunda, Colt se envolve em uma trama sinistra que o leva à beira de uma queda mais perigosa do que qualquer uma de suas acrobacias.

Começando pelo inevitável: Sim, prepare-se para sequências de ação realmente incríveis, com Leitch mostrando toda a sua expertise e controle de cada espaço do set, além da já conhecida criatividade.

O orçamento da produção está estimado em US$ 130 milhões, e ao contrário do que você pode imaginar, sem tanto apoio na computação gráfica. Desta vez, há um foco muito maior nos efeitos práticos. Nada mais justo considerando o conceito do filme, certo?

São cerca de 2 horas e 5 minutos de duração, e passaram voando. O trabalho de edição é digno de nota. Sem sinais de cansaço ou “tédio”, algo que pode acontecer facilmente sem uma equipe hábil.

Reprodução/Universal Pictures

Claro, tudo isso não seria possível sem Ryan Gosling. O ator recém-indicado ao Oscar por Barbie é simplesmente brilhante, e está encaixado perfeitamente no papel de Colt Seavers.

Em outras palavras, encontramos nosso herói de ação feito sob medida: visualmente, credibilidade na ação, dramático quando necessário, e um talento que ainda podia ser considerado “subestimado” por muitas pessoas, seu senso de humor.

(E fica a pergunta: será que Marvel ou DC Studios ainda vão conseguir convencê-lo a interpretar um super-herói?)

Nosso protagonista acaba sendo jogado dentro de uma conspiração enquanto tenta retomar a carreira e reconquistar seu grande amor, Jody Moreno, interpretada por Emily Blunt.

Blunt (outra recém-indicada ao Oscar, por Oppenheimer) também tem espaço para brilhar como a cineasta por trás do filme “Metal Storm”. A atriz traz muita energia e inteligência em cena, conseguindo entregar uma atuação fora dos clichês de comédias de ação.

O casal funciona muito bem, sem forçar a barra em nenhum momento, ainda que, de forma surpreendente, não tenham tantas interações. Na verdade, podemos dizer que Leitch conseguiu trazer o equilíbrio necessário para fazê-lo funcionar.

Reprodução/Universal Pictures

Winston Duke (Pantera Negra), Hannah Waddingham (Ted Lasso) e Aaron Taylor-Johnson (Tenet) são os “principais coadjuvantes” da trama, ainda que Johnson apenas do segundo ato em diante.

Não podemos dizer que são participações memoráveis, mas também estão longe de comprometer.

Sem entrar no campo dos spoilers, mas os antagonistas talvez não funcionem tão bem quanto deveriam. Mas, ei, quando você já tem um pacote tão recheado de boas notícias, é difícil dizer apenas uma negativa tenha tanto impacto no final.

Por fim, mas não menos importante, a trilha sonora. O filme traz alguns hits de sucesso de diferentes épocas, mas podemos dizer que a escolha da canção principal não poderia ter sido mais acertada: “I Was Made For Loving You”, da banda KISS.

E se não sair da sessão “cantarolando” esse clássico, sinto dizer que assistiu errado!

Reprodução/Universal Pictures

O Dublê, portanto, não é apenas entretenimento para toda a família, como também uma grande homenagem aos profissionais “duros na queda” da indústria cinematográfica. O filme serve como ápice da carreira de Leitch, cada vez mais requisitado, e prova (de novo!) que Gosling é um dos atores mais versáteis e completos da sua geração.

Esperamos que, daqui em diante, a Academia tenha uma mudança de atitude, e dê início ao reconhecimento de dublês em premiações dos próximos anos.

Afinal, sem eles, não existiriam tantas capotagens, lutas frenéticas, perseguições e outros momentos de tirar o fôlego do espectador.

Leia mais sobre O Dublê:

O Dublê
  • Publisher: Universal Pictures
Nota 9