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Para ser bom, um filme tem que nascer de boas ideias, o que não é o caso de Samaritano, nova investida de Sylvester Stallone lançada pelo Prime Video.

No começo dos anos 2000, as locadoras de VHS e DVD reapresentavam alguns dos grandes centros culturas das cidades onde não se tinha cinema.

Crítica-Samaritano
Reprodução/Prime Video

Nelas, se existia um culto a grandes estrelas como Steven Seagal, Jackie Chan e Sylvester Stallone. Não importava o quanto seus filmes fossem ruins, eles seriam celebrados só por ter esses atores em suas capas.

Esse período geralmente traz lembranças afetivas boas para quem viveu sua infância ou adolescência nele. Mas é aquilo, quando você cresce muita coisa muda, desde seu jeito de se comportar, ao de apreciar as coisas.

E aí é que Samaritano entra na discussão, pois ele parece ser um filme feito na década retrasada para ser lançado diretamente em DVD.

Com um roteiro muito raso e atuações do nível de O Filho do Máskara (2005), Samaritano se perde ao tentar repetir muitas fórmulas que deram resultado nos últimos anos, e acaba entregando algo vazio.

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Seu diretor, Julius Avery, havia prometido em uma entrevista para a Total Film, que o filme iria revelar um lado de Sylvester Stallone que os fãs nunca viram, mesmo nas franquias Rocky e Rambo.

O que não acontece, já que, até pela forma como o personagem é escrito, é como se Stallone estivesse interpretando ele mesmo novamente, como em Mercenários.

Mas mesmo assim, ele ainda é o único que está se esforçando ali, já que todo resto, principalmente o vilão interpretado por Pilou Asbæk, incomodam com sua performance de baixo nível.

Reprodução/Prime Video

Além de repetir fórmulas de filmes de super-heróis recentes, Samaritano também tenta emular clássicos do seu protagonista, como Stallone Cobra, que claramente inspirou sua abertura. Mas novamente, faz isso de maneira vazia e sem graça.

O enredo ser uma colcha de retalhos nem é o maior problema do filme, e sim sua falta completa e absoluta de carisma e diversão, que tem muita ligação com o fato de sua trama ser centrada em Sam Cleary, que é interpretado por Javon Walton.

A culpa nem é do jovem ator, pois seu personagem é muito mal escrito, mas é tanto a ponto de ficar chato no nível de dar vontade de pular suas cenas.

Tanto Sam, quanto o roteiro raso cheio de coincidências forçadas, são o que de pior tem nesse filme, que já nem é bom.

Reprodução/Prime Video

Se Samaritano já não prometesse ser um filme ruim, dava para defini-lo como “decepcionante“. Mas não é caso aqui, talvez “entediante” seja um termo mais adequado.

Vale a pena assistir? Bem, se seu gosto cinematográfico ainda for o mesmo do da época das locadoras de vídeo, talvez o filme, que vai ser lançado no Prime Video amanhã (26/08), lhe entretenha.

Porém, o fato é que Samaritano é um grande deserto de ideias que tenta emular o sucesso de muitos filmes, mas investe nisso de forma básica e sem carisma.

Nota 4
Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.