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Desde que a Netflix começou seu investimento em produções originais, a Espanha vem sendo um dos principais destaques. Agora, temos a chegada de ‘Xtremo‘, filme de ação traz Téo Garcia no papel principal, que também co-escreveu o roteiro ao lado de Ivan Ledesma e Genaro Rodriguez.

Na trama, Max (Garcia) é traído por Lucero (Óscar Jaenada), seu próprio irmão, e além de ter ficado à beira da morte, perdeu seu filho de uma maneira trágica. Agora, dois anos depois, ele está pronto para se vingar. Sem nada a perder, Max inicia uma verdadeira carnificina pelas ruas de Barcelona.

Reprodução/Netflix

Bem, logo de início dá para notar que temos um enredo bem simples, que de fato não faz muita questão em ser inteligente ou qualquer coisa do tipo. A função de ‘Xtremo’ aqui é divertir especialmente aqueles que são fãs do gênero, na esteira de grandes sucessos de Hollywood como ‘John Wick‘, ‘Atômica‘ e outros.

Com isso em mente, preferi me concentrar apenas naquilo que o filme estava proposto a fazer, e talvez por conta da baixa expectativa, consegui me divertir bastante!

O diretor Daniel Benmayor consegue apresentar uma qualidade técnica excelente ao longo das quase 2 horas de duração, e honestamente, alguns dos cenários e movimentos de câmera podem dar inveja até mesmo a veteranos norte-americanos.

Você vai receber altas doses de adrenalina nesse trajeto, incluindo artes marciais, tiroteios, perseguições e até mesmo lutas de espadas, tudo sempre claro na tela e sem nenhum problema de localização, algo que afetou (e muito) o recente ‘Mortal Kombat‘ de Simon McQuiod.

Curiosamente, o próprio Garcia trabalhou na criação das coreografias, o que explica como tudo funciona perfeitamente. Mas, temos que dar os créditos aos outros atores, que convencem, incluindo Óscar Jaenada e Andrea Duro.

Reprodução/Netflix

Jaenada, aliás, consegue ser aquele típico vilão que o público “ama odiar”, e o embate final entre os irmãos é empolgante, ainda que algumas decisões sejam questionáveis, especialmente quando Maria (Andrea Duro), a irmã de Max e Lucero, se envolve.

O relacionamento entre Max e Maria é confuso, mas não na tela (os atores tem boa química, até), mas o roteiro, que novamente, não faz questão de explicar muita coisa. Apesar de irmãos de criação, fica evidente que eles compartilham um sentimento um pouco mais amoroso, e isso incomoda.

Sergio Peris-Mencheta interpreta o vilão “secundário” da trama, e enquanto sua presença é imponente e traz um desafio real ao protagonista, não dá para deixar de notar que ele poderia ter morrido várias vezes em diferentes trechos do filme. Isso só não acontece, obviamente, para criar uma situação conveniente no final.

O elo mais fraco certamente é Léo (Óscar Casas), que serve como “substituto” ao filho de Max. O rapaz está envolvido com tráfico de drogas, e ao tentar sair dessa vida, acaba roubando dos próprios chefes, o que o coloca em grande perigo.

Convenientemente, esses chefes são os mesmos que traíram Max, fazendo com que os dois trabalhem juntos.

A tentativa de construir um relacionamento de pai e filho entre Max e Léo gasta um tempo desnecessário, e a duração de quase 2 horas pode ser sentida (bastante) nesse trecho. Se o filme cortasse 20 ou 25 minutos, teria um resultado ainda mais efetivo.

Reprodução/Netflix

‘Xtremo’ pode não entrar na lista das melhores obras da Netflix, mas é uma ótima pedida aos fãs do gênero, ou para quem quiser simplesmente um bom passatempo no fim de semana. Seu grande trunfo é que não tenta se levar a sério demais, ao contrário de vários outros casos que vimos recentemente.

Positivo
  • Visuais
  • Sequências de ação
  • Qualidade técnica
  • Não se leva a sério
Negativo
  • Enredo batido
  • Duração um pouco acima do necessário
  • Envolvimento do personagem Léo
Nota 7
Redator do O Vício. Bruno Gomes é especializado em cultura pop, com mais de 10 anos de experiência cobrindo filmes, séries e franquias de sucesso. Apaixonado por filmes de ação, acompanha todas as novidades do multiverso em tempo real.


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