A coordenadora de produção Kim Alsup, que trabalhou em Dahmer: Um Canibal Americano, revelou em suas redes sociais que sofreu um péssimo tratamento no set da nova série da Netflix.
Em seu perfil no Twitter, Alsup afirmou que além dela havia apenas mais uma funcionária negra no set de filmagens, e os outros membros da equipe insistiam em confundir o nome das duas.
“Eles ficavam me chamando pelo nome dela. Nós duas tínhamos tranças, ela era de pele escura e tinha 1,77m. Eu tenho 1,65m.”, escreveu Alsup no Twitter. “Trabalhar nisso levou tudo o que eu tinha, pois fui tratada horrivelmente. Eu olho para a protagonista negra de forma diferente agora também.” Depois da repercussão dos tweets Alsup trancou sua conta na rede social.
Os tweets foram postados em 18 de setembro, dois dias antes da série estrear na Netflix. Em entrevista ao Los Angeles Times, Alsup explicou que não imaginava que seus tweets teriam tanta repercursão, mas que simplesmente não conseguiu assistir à série por todas as lembranças ruins que trazia da produção.
“Sinto que isso vai trazer de volta muitas lembranças de trabalhar na série. Não quero ter esses tipos de situações de Estresse pós-traumático”, disse Alsup. “O próprio trailer me deu Estresse pós-traumático, e é por isso que acabei escrevendo aquele tweet e não achei que alguém fosse ler.”
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Dahmer: Um Canibal Americano já está disponível na Netflix.
A série baseada em fatos reais conta a assustadora história do serial killer Jeffrey Dahmer, que matou 17 jovens entre os anos de 1978 e 1991.
Dahmer: Um Canibal Americano tem um elemento diferente em relação às outras séries do gênero true crime, recontando a história não a partir da ótica do assassino, mas sim contando a história de suas vítimas. A série detalha também os problemas relacionados ao racismo estrutural da polícia de Wisconsin, demonstrando as falhas da polícia durante a investigação dos crimes de Dahmer.
Entre 1978 e 1991, Jeffrey Dahmer tirou a vida de dezessete vítimas inocentes. A série expõe esses crimes inescrupulosos, centrados em vítimas carentes e suas comunidades impactadas pelo racismo sistêmico e falhas institucionais da polícia que permitiram que um dos assassinos em série mais notórios da América continuasse sua sequência de assassinatos por mais de uma década.