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De todas as ousadias da carreira de Denis Villeneuve, talvez nenhuma tenha sido maior do que substituir Ridley Scott em Blade Runner 2049 (2017), e o próprio diretor reconhece isso.
Falando para o The Hollywood Reporter, Villeneuve disse que olha para trás e fica assustado ao perceber como ele teve coragem de assumir a cadeira de um de seus cineastas favoritos, na sequência de um de seus filmes favoritos.
Embora seja muito grato e feliz pela oportunidade, o diretor garantiu que jamais quer ter a experiência de trabalhar na franquia de outra pessoa novamente.
“Blade Runner é um dos meus filmes favoritos, é absolutamente uma obra-prima,” disse Villeneuve. “Era impossível não [aceitar] fazer a sequência. Então, 2049 foi realmente uma carta de amor para o primeiro filme, mas foi de longe um dos projetos mais difíceis que já fiz, e acho que nunca mais vou me aproximar do universo de outra pessoa. Eu ainda acordo às vezes à noite, dizendo: ‘Por que eu fiz isso?‘ Eu tinha recusado alguns outros projetos dessa escala, mas na época, eu disse para mim mesmo: ‘É um projeto maluco, mas vale a pena correr o risco de perder tudo.’
Na entrevista, Villeneuve também destacou que foi muito importante receber a aprovação de Ridley Scott por seu trabalho, pois isso tirou bastante do peso da responsabilidade de estar tocando em algo considerado sagrado para o cinema.
“Mesmo que ele [Ridley Scott] já tivesse dado sua bênção, foi muito importante para mim ouvi-lo e ver em seus olhos que ele estava de boa comigo fazendo o filme na época,” disse Villeneuve.
Ridley Scott, vale lembrar, deixou o projeto para dar prioridade a Alien: Covenant (2017).
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No filme, um policial descobre um segredo que ameaça o que resta da sociedade, e, para solucionar o caso, parte em busca de Rick Deckard, que está desaparecido há 30 anos.
Fonte: The Hollywood Reporter