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O novo filme do Quarteto Fantástico chegou com tudo, apresentando o grupo mais icônico da Marvel de um jeito totalmente novo — e ainda preparando o terreno para algo muito maior. Mas o longa vai muito além da superfície… recheado de referências, homenagens e pistas escondidas que podem ter passado batido até pelos fãs mais atentos.

De easter-eggs visuais a conexões profundas com os quadrinhos, o filme celebra décadas de história e planta sementes para o futuro do MCU. E se você piscou, pode ter perdido detalhes incríveis. Mas fica tranquilo, que no vídeo de hoje eu reuni tudo que você precisa saber.

Trilogia Galactus

Antes de qualquer coisas, vamos estipular aqui a importância do plot. Essa trama do Surfista Prateado vir até a Terra avisando que o planeta será consumido por Galactus, o Devorador de Mundos, é simplesmente uma adaptação do primeiro grande evento da Marvel nos quadrinhos.

A “Trilogia Galactus” é um arco de história em três edições de 1966, abrangendo as edições 48,49 e 50 de Fantastic Four, pelos lendários Stan Lee e Jack Kirby. Um marco inigualável para os quadrinhos, é amplamente considerado como “o ápice indiscutível da Era de Prata”.

Excelsior!

A nave espacial/foguete do Quarteto Fantástico no filme recebe o nome de Excelsior. Para muita gente esse nome pode passar batido, mas na verdade essa se trata da maior homenagem que o filme fez a Stan Lee.

Acontece que o lendário quadrinista criou um hábito nos anos 60: terminar todos os seus textos editoriais com a palavra “Excelsior”, algo que se tornou uma espécie de marca registrada. Excelsior é uma palavra em latim que significa “Sempre para cima”. Ela é usada como lema oficial do estado de Nova York, local onde Lee nasceu e onde vivem a maioria dos heróis da Marvel.

Terra-828

Obviamente, não apenas Lee foi homenageado no filme. O co-criador do Quarteto Fantástico, Jack Kirby, também. No início do filme, descobrimos que o Quarteto Fantástico se passa em um universo alternativo na linha do tempo da Marvel conhecido como Terra-828. Quando os créditos rolam no final do filme, descobrimos que esta é uma homenagem ao criador do Quarteto Fantástico, Jack Kirby, já que seu aniversário é em 28 de agosto (28/08).

Beatles

Na sequência inicial, onde temos uma retrospectiva dos últimos quatro anos do Quarteto Fantástico desde o seu acidente, eles aparecem em um programa de auditório com um palco bem característico.

Essa é uma referência direta aos Beatles, que se apresentaram em uma palco semelhante, com setas em sua direção. Um simbolismo de que, de um ponto de vista de fenômeno midiático, os membros do Quarteto Fantástico são basicamente os Beatles daquele mundo.

A Série Animada

Tanto no início do filme quanto na segunda cena pós-créditos, vemos trechos de um desenho animado do Quarteto Fantástico, mostrando versões animadas dos quatro correndo pela cidade de Nova York capturando bandidos. Isso é uma referência ao desenho animado original do Quarteto Fantástico, de 1967, que durou apenas uma temporada.

Produzida pela Hanna-Barbera, essa animação foi a primeira adaptação televisiva do grupo criado por Stan Lee e Jack Kirby. Com apenas 20 episódios, o desenho manteve o espírito das HQs da Marvel da época, incluindo vilões clássicos como o Toupeira.

Os Vilões citados

Embora apenas o Toupeira realmente apareça no filme, outros vilões do Quarteto Fantástico são citados nominalmente. No mini-documentário exibido no programa Ted Gilbert Show, o apresentador descreve como o Quarteto derrotou o Fantasma Vermelho e seus Super Macacos, além do Pensador Louco. O Fantasma Vermelho é um vilão da Marvel que usa macacos para cumprir suas ordens, e o Pensador Louco é um gênio maligno que usa seu intelecto para planejar crimes perfeitos.

Mais adiante no filme, enquanto rastreia 27 gangues criminosas, Reed Richards lista mais alguns vilões que operam na área. Há o Mestre dos Bonecos, um vilão da Marvel que usa argila radioativa para fazer marionetes de pessoas e controlá-las; o Mago, um inventor extremamente inteligente que usa seus poderes mágicos para cometer crimes; e Diablo, um poderoso alquimista que vendeu sua alma ao demônio Mefisto.

Latvéria

No filme, em uma sequência que lembra uma reunião da ONU organizada por Sue Storm, é possível notar uma mesa com a bandeira da Latveria, mas sem ninguém sentado na cadeira – e isso chama atenção da câmera. A ausência do representante latveriano não é por acaso: trata-se de um easter egg visual que indica a presença de Victor von Doom no universo, ainda que fora da cena — e que sua nação, Latveria, está presente e reconhecida, mesmo que não apareça diretamente.

Nos quadrinhos, a Latveria é uma pequena nação governada com mão de ferro por Victor von Doom. Apesar do regime ditatorial, o país é tecnologicamente avançado e seu povo vive em relativa segurança — o que torna o Dr. Destino um governante complexo e temido no cenário global.

Fundação Futuro

No novo filme do Quarteto Fantástico, a Fundação Futuro é mencionada como uma das criações mais importantes de Reed Richards. Trata-se de uma organização voltada para pesquisa científica avançada, que tem como missão resolver problemas que nem mesmo o presente da humanidade é capaz de compreender.

Nos quadrinhos, a Fundação Futuro surgiu durante a fase escrita por Jonathan Hickman, quando Reed percebe que não poderia salvar o mundo sozinho. Ele então reúne um grupo de crianças superdotadas e até alienígenas, com o objetivo de encontrar soluções criativas para problemas cósmicos e existenciais. A Fundação Futuro virou um símbolo do otimismo científico da Marvel, onde intelecto, curiosidade e empatia andam lado a lado — algo que o filme sugere, mesmo que de forma sutil.

Elenco original

O elenco original do filme do Quarteto Fantástico de 1994 aparece brevemente no filme. Os atores Alex Hyde-White, Rebecca Staab, Jay Underwood e Michael Bailey Smith aparecem na sequência inicial, como parte das pessoas que agradecem ao Quarteto Fantástico.

Isso é muito interessante, pois o filme de 1994 nunca chegou a ser oficialmente lançado, e seu elenco foi mantido no escuro sobre os verdadeiros planos da produção. Durante anos, circulou a história – mais tarde confirmada – de que o longa havia sido produzido apenas para que a Constantin Film mantivesse os direitos sobre a franquia, sem qualquer intenção real de exibi-lo ao público.

A Ponte

No filme, como uma forma de lidar com a ameaça de Galactus, Reed Richards desenvolve a “ponte”, basicamente um dispositivo de teletransporte. No entanto, levando em consideração que o próprio Reed também cita realidades alternativas ao longo do filme, fica claro que a ponte será… algo mais.

Isso porque, a Ponte é algo que nos remete diretamente aos quadrinhos. Nas páginas, a Ponte foi criada por Reed Richards para observar mundos paralelos, onde seria capaz de ver como outras realidades resolveram seus problemas, de forma a se preparar quando esses mesmos problemas chegassem na sua Terra. No entanto, a Ponte logo também passou a ser usada para viajar para essas outras realidades.

Giganto

Entre os muitos vilões do Quarteto Fantástico mencionados no filme, vemos o Quarteto Fantástico derrotar uma espécie de monstro durante a sequência inicial. Este monstro verde é o Giganto nos quadrinhos da Marvel, um dos Mutantes Deviantes da Ilha dos Monstros. Nos quadrinhos, o Toupeira fez de Giganto seu servo, o que pode explicar por que ele aparece em Nova York no filme.

Mas o mais interessante mesmo dessa aparição, é que a cena de batalha é uma recriação da icônica capa da primeira edição do Quarteto Fantástico, lá de 1961, que traz os quatro justamente enfrentando essa criatura.

Zenn-La

Quando Johnny Storm relembra a Surfista Prateada de seu passado, descobrimos que seu nome verdadeiro é Shalla-Bal, e que ela se tornou a arauto de Galactus ao se oferecer a ele para proteger seu planeta natal, Zenn-La. Essa é a exata história de origem do Surfista Prateado nos quadrinhos, mas com algumas diferenças.

Nas páginas, quem se sacrifica e se torna arauto de Galactus é Norrin Radd, o amado de Shalla-Bal. Ela é apenas o interesse amoroso do Surfista, que fica no planeta quando ele vai embora. No entanto, na história alternativa Terra X, tanto Norrin quanto Shalla-Bal se tornam Surfistas.

Galactus e Franklin

O interesse de Galactus por Franklin Richards não é exatamente explicado no filme, exceto por algumas linhas de diálogo, como o devorador dizendo que o garoto vai “acabar com sua fome”, e com o Quarteto citando que ele quer um “sucessor”. Bem, essa relação vem diretamente dos quadrinhos.

Acontece que o multiverso da Marvel funciona com um ciclo de morte e renascimento. Galactus surge do Big Bang anterior, que destruiu o sexto cosmos e deu origem ao sétimo, que é o atual multiverso da Marvel.

A função de Galactus como uma força de manutenção da ordem multiversal é devorar planetas e estocar sua energia para, no fim, ocasionar um novo big bang e dar fim ao sétimo cosmos, gerando o oitavo cosmos. E quando ele fizer isso, Franklin Richards está destinado a ser o Galactus do multiverso seguinte.

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