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A Amazon MGM parece finalmente ter encontrado o seu primeiro hit de bilheteria desde Creed III (2023). Devoradores de Estrelas (2026) se prepara para uma abertura histórica.

A projeção de abertura na América do Norte é de US$ 63 milhões a US$ 65 milhões, o que marcaria a maior abertura da história do estúdio, superando os US$ 58 milhões domésticos do filme de Michael B. Jordan.

O longa custou US$ 200 milhões para ser produzido, e a Amazon está gastando mais uma nota no marketing. Existe a chance da bilheteria não cobrir os custos, mas os executivos estão satisfeitos com o desempenho atual, principalmente pela alta aprovação da crítica.

A estratégia da Amazon MGM é focada em imagem. Digamos que Devoradores de Estrelas não alcance os US$ 500 milhões em bilheteria de que precisa para se pagar; ainda assim, sairá dos cinemas com uma publicidade positiva o suficiente para ser uma potente catapulta para o Prime Video.

Basicamente, para um estúdio comum, o filme arrecadar até US$ 400 milhões seria um fracasso financeiro. Para a Amazon, seria um sucesso estratégico, pois a maior parte do custo do projeto se pagaria na vitrine, e agora ele serviria como uma isca de luxo para atrair e manter milhões de assinantes por anos no seu serviço de streaming.

Como a Amazon MGM respeita firmemente a janela de exclusividade nos cinemas, os exibidores estão em paz com a estratégia. Eles, inclusive, torcem para que os produtores e executivos não desanimem com os grandes fracassos iniciais, pois enxergam que essa troca será saudável a longo prazo.

Dirigido por Phil Lord e Chris Miller, Devoradores de Estrelas estreia oficialmente no Brasil em 19 de março. É um filme feito para a experiência IMAX, portanto, vale a pena assistir na maior tela possível.

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Fonte: Variety