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Há alguns anos, Richard Linklater demonstrava frustração com a Netflix, especialmente em relação à distribuição e à visibilidade de Apollo 10½.

Na época, acreditava que esse filme “não chegou ao público” como poderia ter acontecido em um lançamento tradicional nos cinemas, limitando seu alcance e reconhecimento.

O cenário mudou drasticamente desde então.

Com três de seus últimos quatro filmes distribuídos pela plataforma de streaming, Linklater parece bem mais confortável — inclusive diante da aquisição da Warner Bros. Discovery.

Em entrevista ao site da Vulture, adotou um tom positivo.

É realmente fascinante como o negócio muda, se transforma e se consolida tão rápido”, afirmou.

Ted (Sarandos) é um cara bom. Eu confio nele em relação a essa possível aquisição da Warner Bros., de certa forma,” acrescentou.

O cineasta apontou que suas experiências recentes foram positivas, e tanto Assassino por Acaso quanto Nouvelle Vague tiveram processos tranquilos.

A relação com a empresa foi elogiada abertamente, descrevendo como “ótima para trabalhar”.

Para muitos, ver a Netflix controlando um estúdio histórico simboliza o golpe final contra o cinema das salas tradicionais.

Linklater não parece disposto a travar essa batalha.

A indústria tem que ir para onde a própria indústria vai. Eles amam filmes, e vão entregá-los onde o público quer”.

Ou seja, está preparado para encarar esse movimento como mais um passo natural da evolução do setor. “Eu não fico tão exaltado quanto algumas pessoas”, completou.

Vale dizer que outros nomes importantes também estreitaram laços com a plataforma, como David Fincher (O Assassino) e Guillermo del Toro (Frankenstein).

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Fonte: Vulture

Redator do O Vício. Bruno Gomes é especializado em cultura pop, com mais de 10 anos de experiência cobrindo filmes, séries e franquias de sucesso. Apaixonado por filmes de ação, acompanha todas as novidades do multiverso em tempo real.


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