Conhecido por seu trabalho na direção de Ghost in the Shell, Mamoru Oshii acredita que houve um grande crescimento na indústria de animes desde que muitos estúdios apostaram “na violência e no erotismo”.
Durante entrevista ao CINRA, Oshii afirma que grandes estúdios estão “dedicando a maior parte de seus orçamentos em animações de garotas fofas, batalhas de robôs e sequências de luta chamativas.”
Além disso, a estrutura comercial exigente da indústria contribui para a supersaturação de tal conteúdo.
De acordo com Oshii, há uma diferença distinta entre anime artístico e comercial, e a última categoria é a dominante atualmente.
Os artísticos geralmente são projetos de paixão que envolvem pequenas equipes explorando ideias e temas únicos, enquanto os comerciais exigem muitos profissionais (geralmente em torno de 200, ou mais) trabalhando.
O diretor diz que se tornou uma prática comum utilizar conceitos de outras séries ou filmes de sucesso “para maximizar a audiência”.
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Originalmente criado por Masamune Shirow como um mangá, a história cyberpunk de Ghost in the Shell segue a Major Motoko Kusanagi, líder da Seção 9, uma força-tarefa que combate crimes tecnológicos e ciberterrorismo em nome da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, em um futuro cyberpunk onde quase todos os seres humanos tem uma certa quantidade de implantes cibernéticos. O próprio corpo de Kusanaki é inteiramente artificial.
Ghost in the Shell já foi adaptado para anime inúmeras vezes, incluindo o clássico filme de 1995 e a aclamada série Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, exibido de 2002 a 2003, contabilizando 52 episódios.