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Cofundador da Warhorse Studios e diretor da franquia Kingdom Come: Deliverance, Daniel Vávra saiu em defesa da inteligência artificial, e não vê sentindo em lutar contra a tecnologia.

Embora não seja fã de arte gerada por IA, Vávra acredita que a indústria precisa aceitar a realidade de que é algo que veio para ficar.

Não sou fã de arte gerada por inteligência artificial, mas, de qualquer forma, é hora de encarar a realidade”, escreveu em publicação nas redes sociais. “É algo que veio para ficar conosco. Por mais assustador que possa ser, é assim que as coisas são. Pessoalmente, o que mais me assusta é a música, porque você nem consegue mais reconhecer quando é IA.”

O diretor destacou que ferramentas baseadas em IA generativa podem ser extremamente úteis para eliminar partes cansativas e repetitivas do desenvolvimento de jogos, especialmente aquelas que não têm grande impacto criativo no resultado final.

Sabe o que mais odeio em fazer jogos? O fato de que leva sete anos, 300 pessoas e dezenas de milhões de dólares para completá-lo. E o fato de que o Tom teve que passar 500 horas no estúdio gravando provocações completamente genéricas e diálogos genéricos”, acrescentou.

Na visão dele, a IA poderia permitir a criação de jogos ambiciosos em menos tempo e com equipes menores, sem eliminar os profissionais criativos.

Se a IA puder me ajudar a fazer um jogo épico em um ano, com uma equipe menor como nos velhos tempos, sou totalmente a favor. Esse jogo ainda vai ter diretor de arte, roteiristas, programadores, designers gráficos, mas não precisarão fazer tarefas cansativas e entediantes; poderão focar no essencial. Eu tenho ideias para muitos jogos, mas tenho 50 anos e, até agora, levei em média sete anos para fazer um jogo. Se a IA me ajudar a realizar essas ideias mais rápido, sou totalmente a favor.”

O uso na escrita de diálogos e na construção de mundo, especialmente para conteúdos que não são cruciais para a narrativa principal, também entrou em pauta.

Não seria legal se você pudesse perguntar qualquer coisa para qualquer NPC em um RPG? Para coisas que não são da história principal, é um desenvolvimento absolutamente revolucionário do ponto de vista do jogador, e você não pode gravar isso com um ator porque tem variações infinitas. O que você pode gravar são as cenas e os diálogos da história. Você não precisa de uma performance digna de Oscar para pedir uma salsicha em um pub ou perguntar como chegar ao castelo.”

Na parte final, Vávra comparou a resistência à IA a movimentos históricos contrários à adoção de novas tecnologias, como a rejeição às máquinas de costura na indústria têxtil ou a insistência em cavalos após a popularização de carros e aviões.

E concluiu reconhecendo os riscos, mas ressaltando o potencial transformador da tecnologia.

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Fonte: X