
O filme de Death Note é uma adaptação do Netflix, a partir da obra originalmente lançada em mangá. Em entrevista ao IGN, o diretor Adam Wingard explicou como alterou a história e os personagens:
No começo do desenvolvimento, eu reli todo o mangá, apenas olhando como poderia traduzir aquilo para os Estados Unidos. De toda forma, Death Note é algo muito japonês. Você não pode apenas portar aquilo. São dois mundos completamente diferentes. Quando coloco isso na América, eu preciso pensar nas principais questões que ocorrem nos Estados Unidos. Como as pessoas lidam com teorias da conspiração? Quais tipos estranhos de programas que o governo tem? Como eu faço essas coisas funcionarem no mundo de Death Note?
No mangá original, vemos Light Yagami, um estudante de Tóquio, encontrando o Death Note e usando seu poder para eliminar os criminosos. Até que L, o maior detetive do mundo, aparece e os dois começam uma verdadeira batalha intelectual. O diretor comenta que teve que fazer algumas mudanças nisso:
“É uma daquelas coisas que eu tentei me manter fiel ao mangá, mas acabou se desmanchando… Você está em um diferente país, com um diferente ambiente, você está tentando resumir tudo para entrar em 2 horas de filme. Para mim, isso se tornou uma história sobre os dias modernos da América e como isso afeta o conto. A relação de gato e rato de L e Light, os temas de bem, mal e a área cinzenta que existe no meio. Bem, essas coisas são o núcleo de Death Note e nós desenvolvemos isso
Além de um diferente país, a personalidade dos personagens também mudou. O diretor comenta que Light do mangá e do filme são pessoas bem diferentes:
Light Turner e Light Yagami são pessoas muito diferentes. No geral, estamos pegando os mesmos temas e os explorando em um novo contexto. A personalidade dos personagens acaba sofrendo mudanças. L não é o mesmo aqui. Existem algumas semelhanças: ele gosta de doces, ele tira os sapatos… Essas coisas, mas quando vemos, L é um cara bem diferente. Ele ainda é esquisito. Mas não é o mesmo personagem. Talvez, o único personagem que seja igual é Ryuk
Por fim, ele fala o que mais gostou de desenvolver:
Uma das coisas mais excitantes para mim foi desenvolver a backstory de L e colocar no contexto do filme. Aqui, temos operações americanas clandestinas, programas e coisas dessa natureza. De certa forma, eu estou pegando o mundo do meu outro filme, The Guest – e usando seus conceitos e os expandindo para este filme.