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A Disney não está exatamente convicta de que a grande duração de Avatar: Fogo e Cinzas possa ser um benefício para a continuação, e até tentou impedir que o filme fosse tão longo, segundo revela James Cameron.

Em reportagem para o The Hollywood Reporter, o diretor da franquia bilionária observa como “sempre há uma pressão” em torno de decisões como a duração de seu filme.

De acordo com o cineasta, o estúdio pretendia obter mais sessões em um único dia para elevar suas chances de uma grande arrecadação.

“Há sempre uma pressão do tipo, ‘Precisamos mesmo de tudo isso para Quaritch? Ele é o vilão’. Existe uma sabedoria antiga, herdada de décadas atrás, de que se conseguirmos ter mais sessões por dia, ganharemos mais dinheiro. Mas se você engajar as pessoas, a notícia se espalhará. Nós provamos isso com Titanic, que tem exatamente a mesma duração deste filme. Veja, isso não significa necessariamente que Fogo e Cinzas arrecadará tanto dinheiro quando Titanic.”

Apesar de suas convicções, James Cameron afirma que preparou Avatar: Fogo e Cinzas para ser o último da franquia, caso não consiga um desempenho comercial bom o suficiente para uma 4ª continuação.

“Este pode ser o último. Só teria uma pergunta sem resposta nesta história. Podemos descobrir que o lançamento deste filme prova o quanto a experiência cinematográfica está diminuindo hoje em dia, ou podemos descobrir que prova que ela continua tão forte como sempre foi, mas apenas com certos tipos de filmes. É uma incógnita. Só saberemos em meados de janeiro. Sinto que estou em uma encruzilhada.”

Com um orçamento avaliado em US$ 400 milhões, o terceiro filme da franquia chega aos cinemas nesta quinta-feira, 18 de dezembro, marcando mais um capítulo na extensa guerra de Pandora.

A produção, a título de curiosidade, terá 3h e 15 minutos de duração, tornando-se o mais longo de toda a saga.

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Fonte: Screen Rant.