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O ano de 2023 foi possivelmente o ano mais complicado para o gênero de super-heróis desde o seu “bum”. Mesmo a Marvel, acostumada com a certeza do sucesso pela simples exibição do seu logo no começo dos filmes, foi surpreendida com a falta de paciência dos espectadores e amargou alguns de seus maiores fracassos esse ano.
A DC enfrentou problemas ainda maiores, já que com o anúncio do promissor DCU capitaneado por James Gunn, houve um entendimento geral de que… bem, pouco importa os resquícios finais do antigo Universo Expandido DC que vocês ainda tem aí para mostrar. Ainda assim, o ano de 2023 não foi só de desastres dentro do gênero, com algumas coisas realmente interessante no cinema envolvendo super-heróis. No vídeo de hoje, elencamos as produções que tivemos esse ano, do pior para o melhor.
Aquaman e o Reino Perdido

Aquaman e o Reino Perdido marcam o fim do famigerado DCEU. Como tal, é justo que o filme incorpore muito do que condenou a franquia de super-heróis idealizada em grande parte por Zack Snyder. O foco na dinâmica de Orm e Arthur dá ao filme uma sensação de aventura entre amigos, mas sua narrativa previsível e sem brilho não consegue impressionar e nem divertir.
Os efeitos visuais de Aquaman e do Reino Perdido também foram fortemente criticados, o que é um problema recorrente em vários lançamentos do DCEU. Jason Momoa oferece uma atuação … bem, Jason Momoa, mas é facilmente ofuscado pela construção de mundo medíocre do filme. Ainda assim, Aquaman e o Reino Perdido tem gerado pelo menos alguma curiosidade, graças ao seu status como o “apagar das luzes” de um universo que não deu certo.
Shazam: Fúria dos Deuses

É muito provável que você sequer se lembre disso, mas 2023 nos apresentou também Shazam: Fúria dos Deuses. O primeiro Shazam é um filme até divertido, mas sua sequência esquece muito do que fez seu antecessor ter sucesso, apegando-se demais a tropos desgastados e esquecendo de colocar uma história por trás da ação e das piadas. O filme não faz muita coisa errada, mas não consegue fazer nada particularmente certo.
Shazam: Fúria dos Deuses apresenta uma história sobre o medo de crescer e perder a família, mas essa narrativa recebe apenas algumas linhas rápidas e fica em grande parte em segundo plano. Além disso, as vilãs Filhas de Atlas nunca vão além dos motivos clichês de dominação e vaga vingança. O resultado é um filme que preenche os requisitos clássicos do gênero de filmes de super-heróis, mas de uma forma completamente esquecível.
Flash

Apesar de ser um dos super-heróis mais populares da DC e membro fundador da Liga da Justiça, o Flash teve um caminho difícil até chegar aos cinemas em um filme solo. Anunciado inicialmente em 2014 para lançamento em 2018, o filme do Flash passou por várias mudanças criativas e e uma verdadeira dança das cadeiras na direção. O resultado é um filme fraco e confuso. A história tenta ser ambiciosa, adaptando a famosa história “Ponto de Ignição”, mas como outros projetos do DCEU, parece algo feito para encerrar a franquia de filmes de um personagem em vez de iniciá-la.
O filme do Flash pelo menos recebe grande crédito por proporcionar um retorno bem legal para o Batman de Michael Keaton, e Ezra Miller oferece um desempenho sólido como duas versões diferentes de Barry Allen. Infelizmente, isso é um tanto prejudicado pelo CGI horrível do filme, e por suas situações de humor que fazem o espectador se perguntar se alguém realmente achou que aquelas cenas seriam engraçadas.
As Marvels

As Marvels foi uma bomba para o MCU, um gigantesco fracasso de bilheteria, mas isso não é indicativo da qualidade do filme. A sequência de Capitã Marvel não faz nada de singularmente novo ou empolgante, mas tudo – da história aos efeitos especiais – é pelo menos bem realizado. O grande ponto positivo do filme é realmente a química de suas três protagonistas.
O vínculo compartilhado entre Carol Danvers, Kamala Khan e Monica Rambeau emerge como a maior qualidade do filme, e a cena dos créditos finais também tenta compensar a pouca importância do filme no panorama geral do MCU., abrindo novas possibilidades para a Fase 5. No entanto, infelizmente, chega em um momento onde a Marvel parece ter perdido o interesse do público para seja lá o que eles estão preparando.
Homem-Formiga e Vespa: Quantumania

Pelo menos ninguém pode dizer Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania não é ambicioso. Evitando as apostas baixs dos filmes anteriores do Homem-Formiga, Quantumania cresce ao se tornar pequeno. O Reino Quântico pode ser microscópico, mas dá a sensação de uma aventura espacial de ficção científica, cheia de criaturas alienígenas e tecnologia incrível. Infelizmente, o filme perde um pouco do charme na transição.
Quantumania apresentou Kang, o Conquistador, e o vilão é até convincente. O público é informado de sua conquista e poder, mas isso simplesmente não é mostrado na tela, e sua aparente morte ocorre antes que o vilão se estabeleça como uma ameaça. Além disso, o final de Quantumania parece ter sido vítima de refilmagens de última hora, partindo do que parece ser um final muito mais sombrio em favor de algo que não parece realmente mudar o status quo em absolutamente nada.
Besouro Azul

Os super-heróis muitas vezes são sobrecarregados com a necessidade de esconder sua identidade de suas famílias, mas isso não vale para Jamie Reyes, o Besouro Azul. Essa nova abordagem é exatamente o que faz o Besouro Azul se destacar dos demais filmes de super-heróis de 2023.
O enredo de Besouro Azul é familiar e seu vilão é completamente esquecível, mas Xolo Maridueña infunde muito coração no heróico Jaime Reyes, e toda a família Reyes é maravilhosamente escalada e tem uma química notável na tela.
As cenas de ação e efeitos especiais também são bem realizadas, superando filmes da DC com orçamentos significativamente maiores. Embora Besouro Azul não tenha conseguido impressionar nas bilheterias, James Gunn confirmou que o personagem continuará no DCU, então parece que ele ainda tem mais histórias para contar.
Tartarugas Ninja

Tartarugas Ninja: Caos Mutante coloca Rafael, Leonardo, Michelangelo e Donatello de de volta ao centro das atenções de uma maneira que beneficia toda a indústria da animação. Em primeiro lugar, esta reinicialização faz mais justiça às Tartarugas Ninja do que seus antecessores, fazendo-as parecer e se comportar como adolescentes de verdade. O filme também prioriza o vínculo fraterno da equipe.
A maior força de Tartarugas Ninja: Caos Mutante, de longe, é sua animação única. O filme é um deleite visual por meio de cores vibrantes e um estilo animado que mantém a empolgação mesmo nos momentos em que história se torna genérica. O filme agrada fãs antigos e recruta novos através de seu talento artístico. “Caos Mutante” traz uma nova onda de esperança tanto para a franquia quanto para os filmes de super-heróis muito além de 2023.
Homem-Aranha Através do Aranhaverso

Muitos estavam céticos de que a Sony seria capaz de superar seu filme incrivelmente animado e aclamado pela crítica, Homem-Aranha: No Aranhaverso. Porém, Homem-Aranha: Através do Anhaverso de alguma forma supera probabilidades e é uma sequência incrível. O filme contém a mesma cinematografia magistral de seu antecessor, mas também se conecta melhor com o público por meio de temas mais profundos de família, moralidade e identidade.
“Através do Aranhaverso” presta igual atenção a todos os seus aspectos cinematográficos, sejam as batidas musicais perfeitas, os esquemas de cores simbólicos ou como lentamente coloca seu simples vilão da semana dentro de um arco extremamente ameaçador.
Claro, o incrível estilo de animação do filme é novamente o destaque, mas a sequência prova ter tanta beleza e foco em sua narrativa quanto em sua estética. A mudança de perspectivas (especialmente entre Miles, Gwen e Miguel) potencializa os pontos fortes da série e complica o que significa ser um herói em oposição a um vilão.
Guardiões da Galáxia Vol.3

Guardiões da Galáxia Vol. 3 traz o capítulo final da franquia de James Gunn, enquanto esse bando de desajustados tenta desesperadamente salvar Rocket Raccoon e derrotar o Alto Evolucionário no processo. O filme equilibra perfeitamente emoção com entretenimento, o que se mantém alinhado com o tom comovente, porém hilário, da franquia.
Tudo – desde a trilha sonora impecável, aos diálogos comoventes de Lylla e dos antigosamigos de Rocket – é extremamente bem encaixao. É uma comovente homenagem que celebra o legado dos Guardiões. O filme foi amplamente elogiado pela crítica por ser um dos melhores e mais consistentes episódios do MCU. E isso justamente em um momento onde o MCU parece estar em baixa.
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