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A relação entre Donald Trump e a nova chefia da Paramount parece ter azedado. Em meio à conturbada tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery, o presidente dos Estados Unidos veio a público negar qualquer proximidade com David Ellison, chefe da Paramount Skydance, e seu pai, o bilionário Larry Ellison.

A declaração surge como resposta às especulações de que a fusão seria facilitada pela suposta amizade entre Trump e a família Ellison. O estopim para a discórdia foi a cobertura recente do programa 60 Minutes, da CBS (propriedade da Paramount), que Trump alega ter piorado significativamente sob a nova gestão.

“Para aquelas pessoas que acham que sou próximo dos novos donos da CBS, por favor, entendam que o 60 Minutes me tratou muito pior desde a chamada ‘aquisição’ do que jamais me trataram antes,” disparou Trump.

Em um tom irônico e direto, ele completou com a frase que repercutiu na Variety:

“Se esses são os meus amigos, eu odiaria ver meus inimigos!”

Essa troca de farpas adiciona uma camada de tensão política à guerra corporativa em Hollywood. A Paramount tenta avançar com uma oferta hostil de US$ 108 bilhões pela Warner Bros., enquanto a diretoria da Warner parece inclinar-se para manter seus acordos atuais, incluindo parcerias estratégicas com a Netflix.

Com Trump sinalizando que não há “favoritismo” garantido para os Ellisons, o cenário regulatório para a fusão pode se tornar mais incerto do que o mercado esperava.

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