
Quando o público terminar de assistir “Mudo”, na Netflix, eles notarão que o longa é dedicado ao pai do diretor Duncan Jones, David Bowie. A dedicação não é uma surpresa, dado que “Mudo” é a primeira obra que Jones criou desde a morte de Bowie. E de acordo com o cineasta, Bowie inspirou seu longa em um nível temático e narrativo.
“Mudo” é ambientado na Berlim futurista, uma cidade pela qual Jones se apaixonou quando visitou quando criança em meados da década de 70, durante o tempo em que Bowie morava lá. O diretor disse ao Times que, enquanto trabalhava no roteiro há anos, percebeu que o cenário precisava ser um lugar onde as culturas colidissem.
“Tive a chance de experimentar isto de uma maneira bastante original, tendo estado aqui na década de 1970 e algumas outras vezes ao longo das décadas. Muitas coisas aconteceram neste ano, o que reflete muito sobre o assunto que que ‘Mudo’ é essencialmente. Ou seja, culturas imigrantes em uma cidade estrangeira, querendo ficar ou entrar na cidade, ou querendo sair. E Berlim é a metáfora perfeita para muito disso.”
Bowie também inspirou o subtexto da história de “Mudo”. Segundo Jones, sua trama gira em torno da natureza da paternidade.
“Havia uma coisa que meu pai falava sobre alcançar o lugar mais fundo da água com seus dedos. Foi o que fiz. Foi um pouco incômodo e inesperado, mais sombrio do que as pessoas esperavam. Fiquem nervoso enquanto o fazia, mas no bom sentido.”
A estreia está marcada para 23 de fevereiro, na próxima sexta-feira. O elenco conta com Alexander Skarsgård, Paul Rudd, Justin Theroux e Sam Rockwell.