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Antes de finalmente fazer sua estreia na Netflix, a adaptação do ocidental para um Death Note em live-action já estava em andamento há vários anos. Ela passou por muitas mudanças e reescritas antes do produto final, mas aqueles que trabalharam nela ao longo dos anos ainda foram creditados com o trabalho final. Recentemente dois dos escritores da obra, Charley e Vlas Parlapanides, comentaram sobre as alterações que foram feitas ao longo dos anos.

Charley Parlapanides comentou que ele e seu irmão Vlas estavam ligado as Death Note a bastante tempo. “[A] uma coisa que eu diria é que estávamos interessados em Death Note desde 2006, lendo cópias piratas do mangá online, e nossos rascunhos originais eram mais fiéis ao original.”

Compartilhando tudo, Parlapanides revelou como eles abordaram o trabalho em primeiro lugar, “… uma coisa que sempre defendemos para Death Note é que quando você começa a ler o mangá, você acredita que Light é o herói. E você pensa assim, ‘Caramba, concordo com esse cara.’ E então a pessoa acaba descobrindo L como sendo o herói.” Mas este foi apenas o pensamento inicial.

Essa mudança de como Light é visto pelo público envolveria a namorada de Light. Segundo os escritores, “O que tínhamos em nossa versão era que a namorada dele descobria que ele estava com o livro e dizia: ‘Se você não parar, vou denunciá-lo.'”

Na versão original de Charley e Vlas Parlapanides Light mataria a namorada e seguiria em frente com seus planos, “[O espectador] pensa que o personagem vai ser heroico e tudo mais. No entanto, ele mata a namorada para silenciá-la e segue em frente. No entanto, em versões posteriores, a namorada dele ficou ainda parecendo ainda mais com uma vilã do que o protagonista, o que faz ele soar mais heroico.”

Escritor e tradutor, Renan passa o tempo lendo literatura e livros de história, quando não está quebrando a cabeça pensando em alguma nova campanha de RPG ou distraído com qualquer outra coisa. Comento sobre HQs, livros e filmes no meu canal Um Fracasso de Público.