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Se não conseguiu emplacar seus consoles na geração atual, a Microsoft contribuiu com o Xbox Game Pass, que virou uma forte referência para o mercado. Para um conceituado ex-chefe da PlayStation, no entanto, os serviços de assinatura que surgiram nos últimos anos são perigosos para a indústria.

Em uma entrevista ao Game Developer, Shuhei Yoshida disse temer que esses serviços passem a ditar que tipos de jogos os desenvolvedores serão capazes de fazer no futuro. Na ocasião, ele refletiu que grandes empresas tendem a ser avessas a financiar jogos baseados em ideias grandes e arriscadas. Se um serviço de assinatura estabelecer um padrão do que é um sucesso, toda a indústria tenderá a apenas segui-lo.

Se a única maneira de as pessoas jogarem for por meio de assinaturas, isso é realmente perigoso, porque o [tipo] de jogos que podem ser criados será ditado pelo proprietário dos serviços de assinatura“, disse Yoshida. “Isso é muito, muito arriscado porque sempre deve haver novas ideias sendo experimentadas por pequenos desenvolvedores que criam a próxima onda de desenvolvimento. Mas se as grandes empresas ditarem quais jogos podem ser criados, não acho que isso fará a indústria avançar.

Para Yoshida, o modelo mais saudável desse negócio é do PlayStation Plus, que controla o que entrega para seus assinantes. “Acredito que a maneira como a Sony abordou [as assinaturas] é mais saudável. Sabe, não prometer demais e permitir que as pessoas gastem dinheiro para comprar os jogos novos“, acrescentou o ex-executivo. “Depois de alguns anos, não haverá muitas pessoas dispostas a comprar esses jogos pelo preço de lançamento, então eles serão adicionados ao serviço de assinatura e haverá mais pessoas para experimentar [esses produtos] a tempo do lançamento do próximo jogo da franquia.

A discussão proposta por Shuhei Yoshida é interessante, e o ponto de reflexão dele é válido. Entretanto, é muito curioso o fato de que, para alguns, o incentivo para que os jogadores continuem comprando jogos pelo preço cheio seja limitar a disponibilidade, e não diminuir um pouco o preço.

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Fonte: Game Developer

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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