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As recentes declarações do co-diretor da id Software, Hugo Martin, afirmando que o estúdio não foi “desmantelado” após a onda de demissões na XBOX, estão sendo contestadas por atuais e ex-funcionários da desenvolvedora.
De acordo com Game Developer, diversos desenvolvedores que falaram sob condição de anonimato discordaram da visão apresentada pelo executivo.
“Não concordo com a declaração do Hugo. Muitas pessoas que foram demitidas ficaram chateadas com esses comentários e sentiram que suas contribuições para o sucesso dos nossos jogos foram tratadas como insignificantes. Sou gamer a vida inteira. Se você corta um atributo pela metade, todo mundo diria que ele foi nerfado. Na verdade, metade da equipe de DOOM continua aqui, e a outra metade foi descartada.”
O desenvolvedor também destacou que o fato de a equipe atual ter um tamanho semelhante ao que possuía na época de DOOM (2016) não deveria ser visto como algo positivo, e relembrou que a produção do jogo foi extremamente desgastante, passando por diversas reformulações ao longo de sete anos e exigindo um nível considerado excessivo de horas extras.
“Também vale lembrar que o desenvolvimento de DOOM (2016) foi brutal. Considerando o reboot de DOOM 4, o projeto levou cerca de sete anos e envolveu uma quantidade absurda de crunch. Para piorar, várias pessoas que trabalharam jornadas insustentáveis para tornar o jogo possível também estavam entre os demitidos.”
Outro ex-funcionário relembrou que a id Software passou por uma grande crise entre 2010 e 2011, quando sofreu uma forte saída de profissionais. Para conseguir concluir DOOM (2016), foi necessário ampliar significativamente a equipe entre 2013 e 2014, incluindo a contratação de grande parte da equipe responsável pela CryEngine, da Crytek.
“As contratações aumentaram drasticamente entre 2013 e 2014 para a reta final do desenvolvimento, ou o estúdio simplesmente deixaria de existir“, explicou. “Além da grande onda de contratações internas, que incluiu praticamente toda a equipe da engine da Crytek, também contamos com o suporte da Escalation Studios, com 21 pessoas, que depois virou a Bethesda Dallas, além da Certain Affinity, que tinha cerca de 140 desenvolvedores na época.”
Fontes da indústria apontam que aproximadamente 50% da força de trabalho foi afetada pelas demissões. Os cortes fizeram parte de uma reestruturação maior da divisão, que eliminou cerca de 1.600 postos de trabalho.
Além disso, a CEO Asha Sharma já confirmou que uma nova rodada de 1.600 demissões deverá ocorrer até o fim do atual ano fiscal.
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Supostamente, um novo jogo da franquia entrou em desenvolvimento. O próprio Martin comentou anteriormente que gostaria de concluir a história do Doom Slayer até o momento em que o personagem é selado.
Fonte: Game Developer






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