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Durante a Gamescom Latam, tivemos o prazer de conversar com Romina Whitlock, diretora de Marketing da Nintendo para a América Latina, onde conversamos sobre os planos da empresa para aumentar sua presença no Brasil.

No nosso papo, Romina mostrou que tem um grande respeito pelo povo brasileiro e nutre admiração pela paixão que a comunidade do nosso país demonstra pela marca:

“Tem sido uma baita trajetória, certo? Faz tempo que queríamos localizar jogos para o Brasil e agora, temos 10 jogos localizados em português do Brasil. A maioria deles são da franquia Mario, que não possuem tanto texto quanto um Zelda. E muito disso tem a ver com a quantidade de tempo que leva para fazer isso, mas como você pode ver, este ano todos os jogos que lançamos tem português – nem todos estão em Português do Brasil, alguns remakes estão em Português de Portugal, mas ao menos temos em português. E, acabamos de anunciar 3 jogos que chegarão em Português do Brasil ainda este ano: Mario & Luigi: Brothership, The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom e Mario Party Jamboree.

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom será o primeiro jogo da franquia em Português do Brasil, enquanto Mario & Luigi será o primeiro RPG traduzido. Como você pode ver, estamos expandindo para jogos com mais texto, jogos mais pesados e embora eu não seja parte do time de localização, eu sinto que a ideia é expandir, expandir e expandir para crescermos nossa marca no Brasil. Continuaremos a aumentar nosso catálogo de games traduzidos no Brasil.

É uma trajetória, mas como você sabe, somos uma empresa de cultura japonesa. Fazemos as coisas com muito planejamento e cuidado, mas, ao menos, você pode ver que estamos nos movendo de forma positiva desde o começo.

Echoes of Wisdom de Zelda
Reprodução/Nintendo

Também perguntei sobre a possibilidade de termos patches de tradução para jogos já lançados, como ocorreu em alguns países. E Romina me respondeu:

Até onde sei, não há planos de lançar patches para jogos já lançados. Eu penso que tem a ver com os recursos limitados para a localização e eu acredito que eles estão focando nos novos lançamentos. Não posso confirmar.

Pensando já no lançamento do sucessor do Nintendo Switch, perguntei sobre sua estratégia de preços. Romina deixa claro que a Nintendo não define isso:

Deixe-me explicaruma coisa pra você – Como funcionam os preços hoje? Na verdade, não determinamos os preços dos jogos no país, pois não somos distribuidores. Existe alguém entre a Nintendo e o consumidor, este é o distribuidor. E tem a loja – nós vendemos os produtos para os distribuidores e eles precisam pagar as taxas, impostos e revender. Cada país tem seu sistema e não podemos ditar o preço do dispositivo.

Reprodução/Nintendo

Romina também enfatiza a movimentação positiva na área de Hardware, algo que tem sido comemorado pelos fãs da Nintendo no Brasil:

Temos sido capazes de fazer lançamentos de mídia física, joy-cons e edições especiais. Nosso time comercial tem tentado trabalhar na logística, mas é algo que não depende apenas de nós. Existe a burocracia do governo, taxas e coisas que não controlamos.

Aproveitando, perguntei sobre a possível chegada oficial dos Amiibos e Romina respondeu:

Ainda não introduzimos oficialmente, mas é outro produto que está em nossos planos. Acredito que é parte natural da expansão que estamos experimentando, pois Amiibos são algo importante para os fãs e colecionadores.

Por fim, sabendo da movimentação da comunidade no Brasil, perguntei se o fato dos brasileiros trocarem de e-shop para aproveitarem preços menores e promoções mais atrativas trazem algum prejuízo para os números do mercado brasileiro. Entretanto, Romina afirma que não:

Esta é uma pergunta interessante – Deixe-me primeiro explicar porque temos preços diferentes ao redor do mundo. Como você disse, não temos um travamento de região nos consoles, então você pode escolher a loja que você quiser e nossos preços são 100% direcionados pelo câmbio.

Queremos que você compre os jogos com sua moeda, por isso também adicionamos métodos de pagamento como boleto. Então as pessoas tem mais opções para comprar além de usar cartão de crédito internacional. Então, penso que como consumidora, gosto de ter minhas escolhas. Mas as pessoas estão na internet e veem nas redes sociais que tal jogo está com determinado preço em um diferente país. Todos vão lá e compram.

Nossa missão, a missão da Nintendo, é espalhar sorrisos. Não estamos pensando em como ganhar mais dinheiro, mas como deixar nosso produto mais acessível. Então, para nós, não há problemas.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.