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Toshio Suzuki, co-fundador e atual presidente do Studio Ghibli, afirmou em entrevista recente que, apesar do filho de Hayao Miyazaki ter seguido os passos do pai como diretor de filmes animados, ele não era o nome certo para assumir o controle do estúdio.

Ao ser questionado sobre o futuro do Studio Ghibli, Suzuki falou um pouco sobre a venda para a Nippon TV, e destacou o real motivo para que Goro Miyazaki não assumisse a empresa.

Confira o que Toshio Suzuki declarou abaixo:

“Se Goro tivesse se tornado o chefe, a Ghibli seria uma empresa da família Miyazaki. Foi a decisão certa para evitar esta situação, porque Ghibli é mais amplo do que isso, tem um escopo maior do que Miyazaki e eu pensávamos. Ter a empresa nas mãos de uma pessoa teria sido muito complicado. É melhor que uma estrutura sólida nos suceda.”

O mais recente filme do Studio Ghibli é The Boy and the Heron (O Menino e a Garça), dirigido por Hayao Miyazaki.

Leia mais sobre The Boy and the Heron e o Studio Ghibli:

Anteriormente, o filme estava sendo provisoriamente chamado de How Do You Live?, que é a tradução literal do título original em japonês (Kimi-tachi wa Dō Ikiru ka) e o nome do livro que inspirou a trama.

Mas ao anunciar o lançamento nos cinemas norte-americanos para 2023, a distribuidora GKIDS revelou o título oficial em inglês.

O ator Soma Santoki, de 18 anos, dá voz ao protagonista Mahito Maki na dublagem original. Takeshi Honda (Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar, Rebuild of Evangelion) é o diretor de animação.

Joe Hisaishi (A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro) compôs a trilha musical, enquanto Kenshi Yonezu, conhecido pelos temas de abertura de Chainsaw Man e My Hero Academia, interpretou a música-tema intitulada “Chikyūgi” (Globo).

Do que se trata a história?

Um jovem garoto chamado Mahito, em luto por sua mãe, se aventura em um mundo compartilhado por vivos e mortos. Lá, a morte chega ao fim e a vida encontra um novo começo. Uma fantasia semiautobiográfica sobre vida, morte e criação, em tributo a amizade, da mente de Hayao Miyazaki.

A trama do filme é inspirada no romance de Genzaburō Yoshino, publicado no Japão em 1937. Segundo Miyazaki, o livro é muito importante para o protagonista.

Lançamento sem marketing

Antes de sua estreia nos cinemas japoneses, o filme não recebeu trailers, sinopses ou imagens promocionais. O único material de marketing divulgado foi um pôster. Toshio Suzuki foi responsável por essa ideia.

Ele afirmou querer resgatar a época quando se ia no cinema sem saber muito sobre o filme, ao contrário dos tempos atuais com excesso de informação, e disse estar empolgado para surpreender os fãs.

Miyazaki demonstrou receio com a estratégia, mas decidiu confiar em Suzuki. No final, deu tudo certo. A produção arrecadou US$ 13,2 milhões nos primeiros três dias, tornando-se a maior estreia da história do Studio Ghibli, batendo o recorde de A Viagem de Chihiro.



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