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De acordo com o jornalista Jeff Sneider, 48 Hours in Vegas, a cinebiografia de Dennis Rodman, um dos mais excêntricos e polêmicos jogadores de basquete de todos os tempos, teve o seu desenvolvimento retomado, mas há uma grande mudança: LaKeith Stanfield (Atlanta) entrou no lugar de Jonathan Majors (Creed 3), que foi colocado “na geladeira” de Hollywood desde a sua condenação por agressão e assédio contra uma ex-namorada.
A notícia foi confirmada pela Variety.
Rick Famuyiwa (Um Deslize Perigoso) será o diretor do projeto.
Rodman, apelidado de “The Worm” (O Verme), não foi apenas um jogador de basquete; ele foi um fenômeno cultural. Dentro de quadra, ele é considerado um dos maiores defensores e reboteiros da história da NBA, acumulando 5 títulos (dois com os “Bad Boys” do Detroit Pistons e três com o Chicago Bulls de Michael Jordan). Fora dela, ele era o rei do caos: cabelos coloridos, piercings, namoros com Madonna e Carmen Electra, e até amizade com ditadores norte-coreanos.
Filme baseado em insana história real

O filme acompanhará aquela que é a fase mais memorável e controversa de sua carreira no basquete: a turbulenta temporada da NBA de 1997-1998. O último ano da chamada “dinastia Bulls”.
Naquele ano, Scottie Pippen estava lesionado e Dennis Rodman teve que se comportar como um “cidadão modelo” para segurar as pontas ao lado de Michael Jordan.
Quando Pippen finalmente retornou, Rodman sentiu que seu trabalho estava feito e que ele precisava extravasar. A pressão estava alta e ele estava mentalmente esgotado. Foi então que ele fez um pedido surreal ao técnico Phil Jackson: ele queria férias. No meio da temporada.
Conhecendo bem o colega, Michael Jordan alertou que acatar esse pedido seria um erro, e que Dennis Rodman perderia a linha rapidamente. Mesmo assim, Phil Jackson permitiu que Rodman tirasse 48 horas de folga em Las Vegas.
Como previsto por Jordan, 48 horas se passaram e Rodman não voltou. Ele estava vivendo a vida louca em Vegas, festejando sem parar. O Chicago Bulls precisava dele para treinar, e foi aí que o próprio Michael Jordan teve que intervir.
Jordan voou pessoalmente para Las Vegas, foi até o quarto de hotel de Rodman e bateu na porta para buscá-lo “na marra”.
Rodman foi arrastado de volta para os treinos, ainda de pijama, mas cumpriu seu papel em quadra.
Muitos fãs confundem as histórias, mas Rodman aprontou de novo durante as Finais da NBA daquele mesmo ano, contra o Utah Jazz.
Não satisfeito com a aventura em Vegas meses antes, Rodman faltou a um treino obrigatório entre o Jogo 3 e o Jogo 4 das Finais! O motivo? Ele pegou um jato privado para Detroit para aparecer em um evento de luta livre da WCW ao lado de Hulk Hogan.
A mídia caiu matando, dizendo que ele estava distraído e prejudicaria o time. O resultado? Rodman voltou, jogou uma defesa impecável contra Karl Malone, e o Bulls foi campeão.
No fim das contas, essa era a “magia” de Dennis Rodman: ele podia desaparecer, festejar e lutar com Hulk Hogan, mas quando a bola subia, ele era insubstituível.
Ainda não há uma previsão de lançamento oficial sobre o filme de Dennis Rodman, estrelado por LaKeith Stanfield.