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A fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount está gerando um clima de apreensão nos bastidores da indústria. A união dos conglomerados deve resultar em uma extensa reestruturação e cortes de pessoal, de acordo com um relatório do Deadline.

A estimativa do mercado financeiro aponta que, juntas, as duas gigantes do entretenimento acumulam uma dívida superior a US$ 100 bilhões.

A diferença na natureza de operação das empresas explica a preocupação com as demissões. A Netflix é focada no mercado de streaming, sem possuir canais de TV tradicionais ou estúdios físicos de cinema.

Caso a gigante da tecnologia assumisse o negócio, ela iria apenas absorver a marca para o seu ecossistema. O impacto estrutural seria menor, resultando possivelmente no fim do serviço HBO Max (que supostamente seria integrado como uma aba na própria Netflix) para evitar a manutenção de duas plataformas simultâneas.

No Senado dos Estados Unidos, o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, chegou a garantir que a aquisição não causaria demissões. O executivo prometeu gerar novos empregos e manter os estúdios da Warner operando de forma independente.

O líder da plataforma também ajustou seu discurso sobre a exclusividade nos cinemas para tranquilizar os funcionários. “Quero vencer no fim de semana de estreia. Quero vencer nas bilheterias”, afirmou Ted Sarandos.

A Paramount, liderada por David Ellison, não tem como fazer a mesma promessa. A empresa possui estúdios próprios, canais de televisão e plataformas ativas, o que exigirá a unificação de diversos departamentos sobrepostos.

Atualmente, a Paramount prevê cortes massivos de US$ 6 bilhões somente entre o seu próprio pessoal, antes mesmo de as negociações de aquisição da Warner serem finalizadas. E para aumentar ainda mais o pânico dos funcionários da empresa a ser adquirida, a gestão de Ellison já declarou que planeja incorporar inteligência artificial (IA) em vários níveis de suas operações para cortar gastos (um sinal disso já foi visto na recente campanha de marketing de Pânico 7, que teve uma variedade de conteúdos gerados por IA).

De acordo com uma pesquisa divulgada anteriormente pelo portal Variety, a grande maioria dos funcionários da Warner Bros. Discovery apoiava ativamente a aquisição pela Netflix e rejeitava a fusão com a Paramount Skydance, em parte, justamente pela segurança que a gigante do streaming passava sobre a manutenção de seus empregos.

Apesar do cenário de incertezas, alguns cargos de chefia estão garantidos. David Ellison indicou que deseja manter o atual CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, atuando como seu co-CEO na nova estrutura.

Os chefes da Warner Bros. Pictures, Michael De Luca e Pamela Abdy, também tiveram seus contratos renovados recentemente. Os executivos eram vistos como ativos essenciais de interesse para o andamento do acordo inicial.

Para todo o restante do vasto quadro de funcionários do conglomerado, o futuro profissional permanece completamente indefinido.

Enquanto a nova diretoria define os próximos passos operacionais, as principais produções e franquias do estúdio continuam disponíveis no catálogo do serviço de streaming HBO Max.

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