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A Globo levou ao ar na quarta-feira (2) um comercial bizarro de IA que usava as imagens de Tom Cruise, Zendaya e Margot Robbie e mais, fazendo-os contracenar com pratas da casa, como Marcos Mion, Luciano Huck e Ana Maria Braga. Bem, era óbvio que a emissora não tinha os direitos de imagem de nenhum dos atores de Hollywood que aparecem no comercial. Portanto, o jurídico teve que agir.

Por enquanto, a “mamãe” não foi processada por ninguém, mas recebeu uma notificação extrajudicial de um estúdio de Hollywood ainda não revelado publicamente. Assista você mesmo o comercial:

Assim que foi ao ar na TV, a peça foi publicada também nas redes sociais. Imediatamente, gerou múltiplas reações negativas. Poucas horas depois, a Globo removeu o vídeo de todas as suas plataformas oficiais.

Apagando incêndios

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Reprodução/Cazé TV

O comercial de IA é o menor dos problemas da Globo atualmente, que vive crises nos departamentos de jornalismo e esportes. A mesma coluna do jornal O Dia que trouxa a informação da notificação, Dia D, tem falado nos últimos dias sobre como Ana Escalada, a diretora de jornalismo regional, e Fernando Castro, o chefe de redação, têm vivido em cabo de guerra.

No setor dos engravatados, a dança das cadeiras foi grande após o fiasco da Copa do Mundo de 2026. O prejuízo foi provocado pela própria Globo, que abriu mão dos direitos exclusivos das competições da FIFA imaginando que conseguiria comprá-los mais barato no futuro — acreditando que não surgiriam interessados —, mas acabou sendo surpreendida pela CazéTV.

Manuel Belmar, antigo diretor de Finanças e Estrutura e apontado como o responsável pela estratégia de deixar a exclusividade da Copa do Mundo ir para as mãos de outra empresa, está sendo desligado da emissora. Ele iniciou um processo de transição que se encerrará no primeiro trimestre de 2027.

Manuel Falcão também está saindo da empresa, deixando a diretoria de Marca e Comunicação Institucional, assim como Pedro Garcia, que não será mais o diretor de Direitos Esportivos.

Conforme informação confirmada por Gabriel Vaquer na Folha de S.Paulo, Amauri Soares deixa de ser apenas diretor-executivo da TV e Estúdios Globo para liderar a integração total de conteúdos de ambas as áreas, passando a ter mais poder na definição de projetos tanto para a TV aberta quanto para o streaming. Julia Reuff deixa o comando direto do Globoplay e passa a liderar a área de Plataformas Digitais, tornando-se a principal executiva de redes da emissora.

Marina Mansur, por sua vez, assume a liderança do setor de Estratégia, que foi ampliado e incorporou as funções de governança corporativa.

A Globo claramente está passando por uma crise de identidade em um ano delicado. As medidas para corrigir já estão em execução. Veremos o que sairá disso.

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