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Dando continuidade à nossa série de Guias de Leitura, trazemos dessa vez um dos personagens mais pedidos, o Robin Hood da DC, Oliver Queen, o Arqueiro Verde!

Lembrando antes de qualquer coisa que esse é um guia para leitores novatos ou que querem uma ajuda sobre como ingressar no universo dos personagens. Se você, leitor veterano sagaz e com bagagem, perceber que está faltando algo… ora, veja só, eu sei! A ideia é justamente colocar apenas as histórias mais importantes e clássicas dos personagens. Afinal, de outra forma o guia ficaria enorme.
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Ano Um


Escrita por Andy Diggle e com arte do desenhista Jock, Arqueiro Verde: Ano Um trata de trazer para uma nova geração o mito do Arqueiro Verde, recontando a origem do herói com uma roupagem mais moderna, ainda que mantendo os acontecimentos principais daquela que é a história de origem mais conhecida de Oliver Queen: o playboy milionário que acaba naufragando em uma ilha deserta e precisa aprender sozinho a sobreviver nesse ambiente inóspito. A trama do quadrinho serviu inclusive como forte influência para a série Arrow, que adapta para a TV as aventuras do Arqueiro Verde.
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Arqueiro Verde e Lanterna Verde

No final dos anos 60, com a revista do Lanterna Verde amargando péssimos números nas vendas, o então editor da DC, Julius Schwartz. decidiu juntar dois de seus mais talentosos artistas para revitalizar o herói: o roteirista Dennis O’Neil e o desenhista Neal Adams.

Os dois, que já trabalhavam juntos na revista do Arqueiro Verde, acharam que seria uma boa ideia incluir Oliver Queen ao lado de Hal Jordan, criando uma excelente dobradinha que até hoje é conhecida como uma das melhores amizades entre heróis nos quadrinhos. Com um tom político e uma pegada social, a HQ trabalhava diversos problemas da sociedade contemporânea, mostrando um Arqueiro Verde bastante ativista, sempre ao lado das minorias e simpático aos problemas do povo.

Temas polêmicos da época como racismo, desigualdade social e até mesmo jovens no mundo das drogas, serviam como pano de fundo para as histórias da revista, que até hoje é tida como revolucionária e à frente de seu tempo, sempre figurando nas listas de melhores histórias desses dois personagens.
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Caçadores


Em 1986, o escritor e desenhista Mike Grell assume os roteiros da revista do Arqueiro Verde, e durante sua passagem pelo título entrega uma das mais famosas e aclamadas histórias do personagem: Os Caçadores.

Sai de cena o Oliver Queen que era praticamente um Robin Hood moderno com flechas tecnológicas (algumas ridículas como a famosa flecha luva de boxe) e entra em cena um Arqueiro mais urbano, mais violento, e que até mesmo troca o clássico chapeuzinho pontudo por um capuz. Apesar de ainda tratar de alguns temas sociais, o tom da HQ era bem mais violento, com Oliver inclusive matando criminosos. Algo próximo do que a série Arrow tentou trazer em sua primeira temporada.

Na trama, que envolve a máfia chinesa e introduz a personagem Shado na cronologia do herói, Oliver e Canário Negro acabaram de sair de Star City para abrirem um floricultura em Seattle. Porém a violência e a prostituição do local atravessam o seu caminho mais rápido do que poderiam imaginar. Uma história essencial não apenas para quem quer conhecer mais do Arqueiro Verde, mas para qualquer fã de quadrinhos, por fazer parte do boom oitentista que trouxe histórias mais violentas e mais pautadas na realidade, como Watchmen e Cavaleiro das Trevas.
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A Morte do Arqueiro Verde


Na década de 90, com o Flash sendo Wally West, e Kyle Rayner atuando como o novo Lanterna Verde, a DC decidiu que talvez fosse mais interessante trocar também Oliver Queen por um personagem mais jovem e atraente para os novos leitores.

Assim, Chuck Dixon assume os roteiros da revista e cria uma trama que introduz o personagem Connor Hawke, um filho perdido de Oliver Queen, nascido de seu envolvimento com uma mulher nos anos 70. Na trama, Oliver se infiltra em uma organização ecoterrorista que pretende atacar Washington, e acaba morrendo na explosão de um avião enquanto impede o plano inimigo.

Com Connor Hawke se tornando o novo Arqueiro Verde, a revista sofreu uma grave rejeição dos fãs, precisando ser cancelada alguns números depois.
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O Espírito da Flecha


Em 2001, o cineasta Kevin Smith, notório fã de quadrinhos e que havia acabado de escrever o sucesso Demolidor: Diabo da Guarda para a Marvel, foi então chamado pela DC Comics para trazer Oliver Queen de volta do mundo dos mortos em uma nova revista mensal do herói.

Na trama, Smith revela que Oliver Queen foi ressuscitado pelo velho amigo Hal Jordan quando este ainda possuía os poderes de Parallax, antes de se sacrificar na minissérie Noite Final. Dessa forma, Oliver retorna como um mendigo nas ruas de Star City, apenas com parte de sua memória. Isso porque, como é revelado na história, apesar de seu corpo ter sido trazido de volta, o espírito ainda permanece no paraíso, recusando-se a abandonar o merecido descanso eterno.

Sem alma, o Arqueiro Verde se torna um possível receptáculo para demônios, e precisa recuperar sua alma antes que seu corpo seja roubado por um misterioso serial killer que deseja um corpo mais jovem para habitar. Apesar de parecer um tanto quanto sobrenatural e até mesmo fora do comum, a história é muito bem escrita, e figura entre uma das mais famosas do personagem.
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A Busca

Após o período de Kevin Smith pelo Arqueiro Verde, chega a vez do escritor Brad Meltzer assumir a revista do herói em 2004, quando resolveu se aventurar pelos quadrinhos e entregou também pela DC a sensacional minissérie Crise de Identidade. Porém, antes disso, Meltzer criou uma singela e bonita história para o Oliver Queen. A Busca.

A história trata ainda de Oliver Queen se adequando ao fato de estar vivo novamente, e visitando o seu túmulo ao lado do Superman, onde recebe uma foto das pessoas que estiveram em seu enterro. No entanto, a presença de um clássico vilão que não deveria estar ali o coloca em uma busca por respostas que mais tarde o Arqueiro descobrirá que preferia não saber.

A HQ traz um conceito interessante. Afinal, quando um herói morre, quem fica com as suas coisas? Quem esconde seus rastros para que não venha a domínio público a sua identidade secreta? Apesar de curta e simples, A Busca traz uma abordagem interessantíssima sobre o Arqueiro Verde o mundo dos heróis no universo DC.
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Crise de Identidade


Também escrita por Brad Meltzer e desenhada por Rags Morales, Crise de Identidade contou originalmente com 7 edições, trazendo uma abordagem pouco usual para a Liga da Justiça, figurando hoje como uma das melhores e mais bem escritas histórias da super-equipe. Na trama, a esposa do Homem-Borracha é misteriosamente assassinada, e a Liga inicia uma investigação que acaba revelando muito mais do que gostariam, quando se veem dentro de segredos e questões éticas entre os membros, que envolvem de estupro a lavagem cerebral. Aqui começava uma desconfiança que gerou um dos períodos mais difíceis da Liga da Justiça.

Apesar de não ser uma história exclusivamente do Arqueiro Verde, todos os acontecimentos se passam sob o olhar do herói, que age como o narrador durante as 7 edições. Seu ponto de vista durante a trama é sempre colocado em foco, mostrando o lado humano em meio aos super-seres e como ele reage a algumas das situações como uma espécie de consciência da equipe.
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Lanterna Verde: Renascimento

Após anos praticamente esquecido, e com toda sua glória se resumindo a um passado distante, Hal Jordan retornou ao posto de onde nunca deveria ter saído na minissérie Lanterna Verde: Renascimento, de 2004, escrita por Geoff Johns.E como não poderia ser diferente, Oliver Queen tem participação crucial na história, que resgata o tom de amizade e camaradagem entre os personagens, estipulada tantos anos atrás por Dennis O’Neil e Neal Adams.

Novamente, apesar de não ser uma história focada no Arqueiro Verde, o momento do retorno de Hal Jordan ao posto de Lanterna Verde conta com uma grande ajuda de Oliver, que inclusive enfrenta Sinestro ao lado de Kyle Rayner. O ponto alto do personagem na história é quando chega a usar o anel energético que seu amigo Jordan havia lhe dado anos atrás.
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O Casamento do Arqueiro Verde


Com roteiro de Judd Winnick e arte da sensacional Amanda Conner, o casamento do Arqueiro Verde com a Canário Negro é uma das histórias mais divertidas do personagem.

Com boas piadas, diálogos impagáveis, e divertidas reações da comunidade heroica quando recebem o convite (afinal Oliver Queen sempre foi um galinha, um cara de todas, que inclusive já traiu a Canário diversas vezes), a HQ dosa muito bem o humor com algumas sequências de ação que se fazem necessárias, afinal é um gibi de super-heróis.

Apesar de não ser nenhum grande clássico do herói, é legal observar a importância do enlace matrimonial para os personagens e como o evento é recebido por todos os outros heróis da DC. Leitura despretensiosa, porém honesta.
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Novos 52


Encabeçada por Jeff Lemire e Andrea Sorrentino, o reboot do Arqueiro Verde pelo selo Novos 52 da DC foi sucesso de público e crítica, apesar de ter sido um dos personagens que mais sofreu alterações se comparado com sua versão anterior.

Sai de cena o simpático tiozinho de barbicha com fortes opiniões políticas, e entra em cena o jovem milionário que acabou de sair de uma experiência de sobrevivência de uma ilha deserta onde se tornou uma pessoa diferente. Nessa fase, Lemire usou de conceitos místicos para trabalhar sua trama, além de introduzir uma complexa guerra de clãs que ultrapassa gerações e que envolve a família Queen. Leitura indispensável.