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E continuando a nossa série de Guias de Leitura, trazemos dessa vez um personagem que vem sendo bastante pedido. É claro que estou falando do Mercenário Tagarela, Deadpool!

Lembrando antes de qualquer coisa que esse é um guia para leitores novatos ou que querem uma ajuda sobre como ingressar no universo dos personagens. Se você, leitor veterano sagaz e com bagagem, perceber que está faltando algo… ora, veja só, eu sei! A ideia é justamente colocar apenas as histórias mais importantes e clássicas dos personagens. Afinal, de outra forma o guia ficaria enorme.
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Primeira Aparição

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A primeira aparição de Deadpool data de 1991 na revista New Mutants #98, onde foi criado pelo desenhista Rob Liefeld e pelo roteirista Fabian Nicieza inicialmente como nada mais que uma paródia de um personagem da DC Comics, o Exterminador.

Em seu surgimento, o personagem não lembrava em quase nada o que conhecemos hoje, sendo apenas um vilão genérico cuja única característica mais parecida com o que aprendemos a gostar era apenas o fato de…. falar demais.
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1ª Minissérie (1993)

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Em 1993 Fabian Nicieza voltou ao personagem em sua primeira minissérie solo em quatro edições, dessa vez acompanhado da arte de Joe Madureira, explorando os relacionamentos de Deadpool com outros personagens no universo  Marvel, como Black Tom e Fanático. A série traz ainda a personagem Copycat, interpretada pela atriz Morena Baccarin no filme do Mercenário Tagarela.

Apesar de ainda estar longe de ser aqui o Deadpool que iríamos conhecer futuramente, Nicieza já começa a acrescentar mais humor e introduz pela primeira vez o conceito dos famosos e doentios monólogos do personagem.
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2ª Minissérie – Sins of the Past (1994)

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Nem todo mundo sabe disso, mas o aclamado autor Mark Waid também já trabalhou com o Deadpool. Um ano depois de sua minissérie com Nicieza, Waid trouxe também em 4 edições a minissérie Sins of the Past, acompanhado da arte de Ian Churchill.

Esta foi a primeira história que trazia um lado mais heróico de Deadpool, e que iniciou o seu longo namoro com Syrin, da X-Force. Mais importante do que isso, a minissérie tratou de mostrar pela primeira vez o personagem desmascarado, revelando seu rosto extremamente desfigurado devido ao experimento com o fator de cura experimental.
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Fase de Joe Kelly

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Foi apenas em 1997 que o Deadpool como o conhecemos hoje e que aprendemos a amar veio à tona graças à longa fase do escritor Joe Kelly à frente do personagem, que não por acaso é a mais aclamada do Mercenário Tagarela. Kelly pegou tudo que Liefeld, Nicieza e Waid haviam usado no personagem e elevou a enésima potência, criando um personagem irreverente que abusava do humor negro e constantemente realizava um outro ato pelo qual ficou conhecido além dos monólogos: a quebra da quarta parede.

Inicialmente acompanhado da arte cartunesca de Ed McGuinness, a fase de Joe Kelly durou 33 edições, sendo hoje referência e leitura essencial para qualquer um queira conhecer mais a respeito do personagem.
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Fase de Gail Simone

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Fechando o volume que Joe Kelly iniciou, coube à roteirista Gail Simone a tarefa de finalizar as aventuras de Deadpool em sua revista mensal. Simone trouxe uma trama onde o Mercenário Tagarela é desafiado por um assassino telepata chamado Cisne Negro, que acredita que Deadpool é uma desonra para sua profissão. O vilão mexe com a mente de Deadpool, causando-lhe uma doença mental debilitante.

Apesar de curta, a fase de Gail Simone é bastante elogiada pelo bom trabalho feito com a personalidade do personagem, mantendo o que já havia sido estipulado antes e trabalhando muito bem com o humor negro característico de Deadpool. A fase de Simone ficou famosa ainda por introduzir um outro personagem que inclusive ganhou uma série própria: o Agente X.
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Cable e Deadpool

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Dois anos depois do encerramento do volume que redefiniu Deadpool, eis que Fabian Nicieza retorna ao personagem para trazer uma parceria que acabaria por se tornar uma das mais divertidas dos quadrinhos. Na série Cable & Deadpool, o escritor trabalhou os dois ex-inimigos dando-lhes razões plausíveis para se tornarem uma improvável e inesperada dupla de… “amigos”.

Cable & Deadpool durou 50 edições e contou com a arte de desenhistas como Mark Brooks e Patrick Zircher. A série é uma das mais divertidas do Mercenário Tagarela, e boatos inclusive apontam que Cable estará na sequência do filme do personagem.
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Deadpool Mata o Universo Marvel

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Assim como o Justiceiro havia feito anos antes em uma doentia história paralela escrita por Garth Ennis, em 2012 o escritor Cullen Bunn resolveu mostrar o que aconteceria se o Deadpool resolvesse, sei lá, matar todo o Universo Marvel.

E assim fomos presentados (?) com a bizarra minissérie em quatro edições Deadpool Mata o Universo Marvel, onde o Mercenário Tagarela finalmente enlouquece de vez devido a uma experimento que deu errado e começa a matar todos os super-seres do panteão da Marvel de uma hora pra outra. Obviamente não é uma história para se levar a sério, e na verdade bem divertida se lida de forma despretenciosa apenas aproveitando os criativos métodos usados pelo mercenário para assassinar centenas de personagens muitas vezes mais poderosos do que ele.
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Uncanny X-Force

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Um personagem doentio como Deadpool obviamente necessita de um roteirista igualmente doente para ter boas histórias, então talvez seja por isso que sua passagem por Uncanny X-Force quando o título era escrito por Rick Remender seja tão legal.

A Saga do Anjo Negro traz Deadpool participando ativamente da equipe assassina dos X-Men montada por Ciclope para resolver problemas obscuros que os X-Men não poderiam se envolver. Na trama, uma sociedade secreta ressuscitou o vilão Apocalypse, e cabe à X-Force matá-lo de qualquer maneira. Um dos pontos altos da história sem dúvida é quando Deadpool arranca pedaços de carne de seu próprio braço para alimentar um debilitado Arcanjo. Bizarro, inesperado, mas completamente sensacional!
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A Guerra de Wade Wilson

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Em 2009, sob o selo Marvel Knights, o escritor Duane Swierczynski foi encarregado de escrever uma minissérie em 4 edições de Deadpool, surgindo assim a Guerra Wade Wilson, história que corre por fora da continuidade regular do personagem e faz uma espécie de remake da origem do Mercenário Tagarela.

Na sequência de um violento massacre em um vilarejo no México, Deadpool precisa se sentar na frente de seus superiores e explicar sua participação na história. Assim, o Mercenário começa a relembrar suas origens, sua primeira missão, e até mesmo os motivos pelo qual não mostra o rosto.

A HQ conta com o bom e velho humor-negro e a constante quebra da quarta parede, porém marca por ser extremamente mais violenta que outras histórias do personagem, muito disso obviamente por fazer parte do selo Marvel Knights, que é voltado para um conteúdo mais adulto.
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Fase de Daniel Way

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Ainda que seja um escritor controverso com um currículo nada bom, Daniel Way  é o autor que teve a fase mais longa pelo Deadpool, com um total de 65 edições ininterruptas.

Apesar de alguns fãs mais antigos detestarem o trabalho de Way pelo fato dele ter acrescentado no personagem as famigeradas “vozes” que ficam em sua cabeça e que não vieram de lugar nenhum, ou por simplesmente ter transformado Deadpool em um palhaço carismático ao invés de um mercenário mentalmente perturbado, a fase do autor é uma das mais populares que Deadpool já teve. Isso porque Way apresentou o personagem para novos leitores e acabou tornando-o extremamente comercializável e popular.

É inegável que todo o sucesso do personagem com o grande público que acabou levando-o a estrelar um filme veio dessa fase.
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Meus Queridos Presidentes

11 - meus queridos presidentes

Em 2012, sob o selo Marvel Now, Deadpool também teve sua revista mensal reestruturada. Sai Daniel Way, entram os comediantes Brian Posehn e Gerry Duggan. E para iniciar sua fase com o pé na porta, os roteiristas trouxeram uma história desenhada por Tony Moore que trata de mostrar Deadpool enfrentando nada menos dos que os antigos presidentes americanos, trazidos de volta à vida como zumbis.

Como os grandes heróis da Marvel possuem uma reputação a zelar e não podem sair por aí baixando a porrada em figuras americanas que vão de George Washington a Gerald Ford, cabe ao insano Deadpool a tarefa de mandar esses desmortos de volta ao além. Uma história impagável, que aliás vai ser lançada esse mês pela Panini na forma de encadernado capa dura.
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O Bom, o Mau e o Feio

12 - o bom, o mau e o feio
O reinado dos escritores Gerry Duggan e Brian Posehn atinge o seu ápice no arco O Bom, o Mau e o Feio, uma história em cinco edições que legitimou Deadpool como um verdadeiro herói aos olhos de Wolverine e do Capitão América. Com os três sendo sobreviventes do programa conhecido como Arma Plus, Deadpool leva seus amigos à Coréia do Norte, onde descobrem que os órgãos roubados do Mercenário Tagarela estavam sendo usados para criar imitações instáveis dos X-Men.

Apesar de contar com três dos personagens mais famosos da Marvel, a HQ mostra rapidamente que não se trata apenas de um gibi caça-níquel, trazendo uma história muito bem escrita e interessante, onde Duggan e Posehn conseguem dosar muito bem a sua sempre boa comédia com doses de drama que se encaixam perfeitamente na trama. Sem dúvida a história já nasce como um clássico moderno do Deadpool.
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O Casamento do Deadpool

13 - o casamento do deadpool
Mostrando que vieram realmente para entregar uma das melhores fases do personagem de todos os tempos, Gerry Duggan e Brian Posehn resolveram brincar e fazer piada com um dos grandes tabus dos quadrinhos: o casamento.

E assim temos essa história incrível que realmente debocha de todo o conceito dos casamentos nas HQ’s, enquanto contam de forma criativa e engraçada todo o procedimento e os preparativos para o matrimônio do Mercenário Tagarela com Shiklah, a rainha do submundo. E quem melhor para casar Deadpool com uma mulher-demônio do que o católico fervoroso do Noturno? Sério, isso é sensacional. É aquele tipo de história que te faz pensar: “como diabos ninguém nunca pensou nisso antes?”
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A Morte do Deadpool

14 - a morte do deadpool

Se Gerry Duggan e Brian Posehn já haviam feito Deadpool se casar, que outro tabu dos quadrinhos faltava para fazer piada agora? A morte, é claro. Afinal, qualquer personagem que não seja um ente querido do Homem-Aranha sempre irá voltar da morte nos gibis.

Após a marca de 250 edições levando o seu nome, e 42 edições sob o comando de Duggan e Posehn, o Mercenário Tagarela finalmente encontra o seu fatídico destino em uma história de 83 páginas (!) que envolve todos os coadjuvantes do título. Resta apenas esperar agora, e fazer suas apostas sobre quanto tempo vai demorar para oa personagem voltar. 

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