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lanterna verde
Continuando nossa série de postagens com guias de leitura, trazemos agora um dos personagens com o o universo e mitologias mais ricos dos quadrinhos: o Lanterna Verde.


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Lembrando antes de qualquer coisa que esse é um guia para leitores novatos ou que querem uma ajuda sobre como ingressar no universo dos personagens. Se você, leitor veterano sagaz e com bagagem, perceber que está faltando algo… ora, veja só, eu sei! A ideia é justamente colocar apenas as histórias mais importantes e clássicas dos personagens. Afinal, de outra forma o guia ficaria enorme.


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Em 1959, a DC reformulou o título do Lanterna Verde (que até então era um gibi estrelado pelo Lanterna Alan Scott) colocando a HQ nas mãos capazes de John Broome e Gil Kane. Assim, na revista Showcase #22 surge Hal Jordan, um piloto de testes que encontra uma nave espacial caída contendo um alienígena chamado Abin Sur. Membro da Tropa dos Lanternas Verdes, Abin Sur encontra-se nas portas da morte, e antes de perecer entrega seu anel, sua lanterna e seu poder a Hal Jordan. Assim, Jordan se tornaria o único membro dos Lanternas Verdes oriundo do planeta Terra, pelo menos por uma década, até a introdução de Guy Gardner. Mas mesmo com a posterior chegada de mais três terráqueos na fileira dos Lanternas, Jordan ainda seria o mais popular e amplamente utilizado.

Esta edição ainda introduziu a ideia de que a cor amarela serviria como a fraqueza de um Lanterna Verde, além da personagem Carol Ferris, principal interesse de Hal Jordan, e que mais tarde se tornaria a super-vilã Safira Estrela.


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Facilmente o Lanterna Verde mais carismático da Terra, Guy Gardner serve a Tropa com sua força bruta, personalidade difícil e um sarcasmo e ironia que fazem com que a maioria dos personagens a sua volta não o aturem. Sua primeira aparição foi nas páginas de Green Lanterna Vol.2 #59. Mas Guy não teve uma história de origem convencional, como outros heróis. O personagem foi introduzido como parte de uma história “o que aconteceria se…?” onde os Guardiões de Oa utilizam uma Máquina de Memórias para examinar o que teria acontecido se o anel de Abin Sur não tivesse ido para Hal Jordan. De acordo com a máquina, que preserva as memórias de cada Lanterna Verde para preservação histórica, o anel de Sur iria para Guy Gardner, na época vivendo como um instrutor de Educação Física em East City.

Tanto Hal como os Guardiões ficaram impressionados com as enormes realizações que Gardner teria alcançado com o anel, até a sua eventual morte sacrificando-se no exercício do dever. Após a experiência com a Máquina de Memórias, Hal viajou até East City para conhecer Guy, e os dois acabaram se tornando grandes amigos. Guy então passa a servir à Tropa dos Lanternas Verdes como o substituto de Hal Jordan, no caso dele ser impossibilitado de exercer suas funções.


Estreando em 1971 na revista Green Lantern #87, John Stewart tem sido um dos personagens mais controversos da DC Comics. Sendo um dos primeiros grandes heróis afro-americanos da editora, Stewart era um veterano da Marinha dos Estados Unidos que alimentava uma desconfiança das figuras de autoridade do país. No entanto, quando Guy Gardner ficou gravemente ferido em um acidente, John foi o escolhido pelos Guardiões do Universo para agir como o substituto de Hal Jordan.

Em sua edição de estreia, pelos gênios Dennis O’Neil e Neal Adams, o Lanterna Stewart já é utilizado para enfrentar a questão do racismo quando precisa frustar uma falsa tentativa de assassinato realizada por um afro-americano contra um político racista. Posteriormente, além de se tornar uma grande força nos quadrinhos a respeito de temas sociais, John Stewart tornou-se um dos Lanternas Verdes mais populares, devido à sua participação nos desenhos Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites.


No final dos anos 60, com a revista do Lanterna Verde amargando péssimos números nas vendas, o então editor da DC, Julius Schwartz. decidiu juntar dois de seus mais talentosos artistas para revitalizar o herói: o roteirista Dennis O’Neil e o desenhista Neal Adams. Os dois, que já trabalhavam juntos na revista do Arqueiro Verde, acharam que seria uma boa ideia incluir Oliver Queen ao lado de Hal Jordan, criando uma excelente dobradinha que até hoje é conhecida como uma das melhores amizades entre heróis nos quadrinhos.

Com um tom político e uma pegada social, a HQ trabalhava diversos problemas da sociedade contemporânea, mostrando um Arqueiro Verde bastante ativista, sempre ao lado das minorias e simpático aos problemas do povo. Temas polêmicos da época como racismo, desigualdade social e até mesmo jovens no mundo das drogas, serviam como pano de fundo para as histórias da revista, que até hoje é tida como revolucionária e à frente de seu tempo, sempre figurando nas listas de melhores histórias desses dois personagens.


A influência de Alan Moore no universo dos Lanternas começa quando ele escreveu para a “Tropa dos Lanternas Verdes” nos anos 80. Duas histórias tiveram um peso maior no desenvolvimento da run de Geoff Johns: Mogo não comparece às reuniões e “Tigres”. A primeira é uma história sobre Bolphunga, um alienígena que viajou de planeta em planeta procurando pelos maiores guerreiros, a ideia dele é enfrentá-los em duelos. Nesta história, ele busca pelo Lanterna Verde Mogo, que é conhecido por ser o mais temido e misterioso Lanterna Verde. A razão para isso é que Mogo é o primeiro planeta a se tornar um membro da Tropa. Recentemente, Geoff Johns, Dave Gibbons e Peter J. Tomasi expandiram o papel de Mogo. Ele é o responsável pelo controle dos anéis dos Lanternas mortos, assim, eles podem encontrar novos donos. Praticamente, ele é a alma da Tropa dos Lanternas Verdes. Sem ele, os anéis se perdem e a Tropa não tem como se recuperar. Todos os Lanternas viajam para Mogo para poder enfrentar seus grandes medos, já que ele pode alterar seu relevo para desafiá-los.

“Tigres,” outra história da Tropa dos Lanternas Verdes, é sobre Abin Sur, aquele que Hal Jordan sucedeu. Quando a nave de Abin Sur caiu em “Showcase #22”, publicada em 1959, é dito em “Tigres” que a radiação amarela causou o defeito da nave. A cor amarela já era um problema para o anel verde, que, mais tarde, se transformou na cor da Tropa Sinestro. Mas na história de Alan Moore, “Tigres,” é revelado que não era apenas a cor em si, mas uma semente muito mais profunda, uma impureza: o medo. Na edição, Abin Sur viaja para um misterioso planeta chamado Ysmault. Lá, ele encontra um mundo de horrores: monstros desproporcionais, com formas esquisitas, corpos mutilados e membros distorcidos. É um visual de terror (e Kevin O’Neill deveria ser parabenizado por fazer esse trabalho). Uma vez lá, Abin conhece o “Império das Lágrimas,” um lugar em que demônios, monstros e mentes perigosas ficam presos pelos Guardiões de Oa. Mas é este lugar que Abin deve visitar para encontrar nave e salvar uma criança alinígena que sobreviveu a um acidente. Ao pousar lá, ele encontra o Quill das Cinco Inversões, um alienígena. Depois de ajudar Abin a encontrar a criança, Quill conta uma profecia sobre uma “catástrofe final”, em que os inimigos dos Lanternas Verdes irão se levantar e destruí-los. Quill diz que Sodam Yat, um Daxamita conhecido como o mais poderoso Lanterna Verde perecerá em uma luta. O Lanterna Verde em forma de planeta, chamado Mogo, será o último a cair. Que Ranx explodirá uma bomba em seu núcleo. Depois disso, existirão apenas demônios dançando nas ruínas de Oa ao ritmo de tambores feitos com peles azuis.  Abin eventualmente deixa o planeta, mas Quill já o envenenou com as duas maiores fraquezas dos Lanternas Verdes: medo e dúvida.


Após a saga Crise nas Infinitas Terras, a DC havia decidido que seu universo seria reiniciado de forma mais simples, para uma nova geração de leitores (e você aí achando que os Novos 52 foram o primeiro reboot da editora). Assim surgiram clássicos recontando as origens dos personagens, como o Ano Um do Batman por Frank Miller, e a reformulação do Superman em O Homem de Aço de John Byrne, além da Mulher-Maravilha de George Pérez.

Porém, outro que sofreu um “reinício” para uma nova geração, mas cuja história não é tão badalada quanto dos três já citados, foi o Lanterna Verde. Escrita por Gerard Jones, Keith Giffen e James Owesley, Amanhecer Esmeralda trata de recontar a origem do homem que viria a se tornar o maior de todos os Lanterna Verdes. Na história vemos como o piloto de testes Hal Jordan foi escolhido para ser o portador da maior arma do universo, seu primeiro contato com os Gurdiões de Oa, seu treinamento com Killowog, e o início da relação com seu amigo e futuramente maior inimigo, Sinestro.


Após presenciar a sua cidade natal, Coast City, ser completamente destruída com todos os seus habitantes pelos vilões Mongul e Super-Ciborgue, o Lanterna Verde Hal Jordan se viu desesperado e sentindo algo que um Lanterna nunca deveria sentir… medo. Tomado por essa junção de sentimentos negativos, Jordan pede aos Guardiões de Oa que tragam sua cidade de volta com o poder dos anéis. Ao receber uma recusa, Jordan surta, mata vários de seus amigos Lanternas coletando seus anéis, elimina os Guardiões e absorve a bateria central de Oa. Hal Jordan se torna Parallax.


Quando Hal Jordan foi possuído por Parallax e dizimou toda a Tropa dos Lanternas Verdes, fez-se necessário o surgimento de um novo Lanterna para proteger o universo. E assim, o Guardião Ganthet, único sobrevivente da loucura de Jordan, escolheu o humano Kyle Rayner, um artista plástico que lutava para sobreviver com o pouco dinheiro que conseguia. As razões de Ganthet ter escolhido Kyle para portar o último anel energético nunca ficaram claras, ele simplesmente estava no lugar certo, na hora certa. Em um beco.

Apesar de ainda hoje sofrer preconceito tanto dos leitores, quanto dos próprios membros da Tropa (por não ter sido escolhido pelo anel, e sim por ter ganho um), é inegável a importância de Kyle Rayner na mitologia dos Lanternas Verdes. Ele participou da Liga da Justiça em batalhas importantes por vários anos, ajudou a reestruturar a Tropa dos Lanternas Verdes, trouxe Hal Jordan de volta, foi hospedeiro da entidade Íon, e conseguiu até mesmo controlar todas as cores do espectro emocional, tornando-se o Lanterna Branco. Kyle Rayner pode não ser um prodígio como Hal Jordan, ou um guerreiro nato como Guy Gardner, mas ele é o cara mais esforçado que a Tropa dos Lanternas já teve. O cara que durante muito tempo teve a responsabilidade de ser o único Lanterna Verde do universo.


Escrita e desenhada por Dan Jurgens, a minissérie Zero Hora trata de mostrar as repercussões da transformação de Hal Jordan em um dos maiores vilões do universo DC. Sob a alcunha de Parallax, ele decide que não vai apenas reconstruir Coast City, mas fazer todo um novo Multiverso. Criando uma crise no fluxo temporal, Parallax precisa ser impedido por todos os heróis, e chega a nocautear o próprio Superman, em uma das cenas mais icônicas da saga.


Escrita por Karl Kesel e desenhada por Stuart Immonen, em Noite Final uma criatura chamada “Devorador de Sóis” se aproxima de nosso Sol e suga sua energia. Como reação, a estrela irá entrar em Nova. Com alguns dos heróis incapacitados, principalmente o Superman – que enfraquece com a falta de energia solar – a única esperança de salvação acaba repousando nas mãos de… Parallax! É isso mesmo, o vilão ex-herói acaba sendo o único ser poderoso o bastante para deter o Devorador de Sóis. Mas a que custo? É nessa saga que ocorre o famoso sacrifício da Hal Jordan para manter o sol aceso.


Após anos praticamente esquecido, e com toda sua glória se resumindo a um passado distante, Hal Jordan retornou ao posto de onde nunca deveria ter saído na minissérie Lanterna Verde: Renascimento, de 2004, escrita por Geoff Johns. Aqui, para explicar o surto de Hal Jordan que o havia tornado um vilão nos anos 90, foi plantada a semente do que Johns viria a trabalhar mais tarde: as entidades dos espectros emocionais. Aqui Parallax foi introduzido como a entidade amarela do medo, que havia dominado a alma de Jordan e o induzido a cometer todos os seus atos de vilania na época da saga Crepúsculo Esmeralda.

Tira-se a responsabilidade de Hal Jordan, e por consequência cria-se uma nova e poderosa ameaça. Tudo é costurado de uma forma satisfatória e plausível, sem forçação de barra. A luta pessoal de Hal para se livrar de Parallax e recuperar seu corpo e sua alma é bem desenvolvida durante toda a história, enquanto o roteirista vai costurando acontecimentos do passado do Lanterna com ideias novas, tudo muito bem elaborado e com sentido. Quando Hal Jordan finalmente retorna ao seu status de Lanterna Verde, não há estranhamento para o leitor, que a essa altura já estava torcendo por ele.


Além de restaurar Hal Jordan como o principal Lanterna Verde da Terra, Geoff Johns reinventou um dos elementos mais cruciais do Lanterna Verde: a Tropa. Naturalmente, a maior parte da Tropa havia sido destruída pelo próprio Jordan, quando o mesmo havia sido dominado por Parallax. Assim, em Green Lantern: Recharge, vimos uma campanha de recrutamento massivo de 3.600 novos Lanternas Verdes.

Enquanto Johs ficou responsável pelo título principal do Lanterna, escritores como David Gibbons e Peter Tomasi cuidaram da HQ da Tropa dos Lanternas Verdes, com histórias ótimas abordando personagens como John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner, que não deviam em nada para a série principal. Foi a presença da Tropa que possibilitou a chegada de sagas cósmicas de proporções incríveis como Guerra dos Anéis e A Noite Mais Densa.


A contribuição e importância de Geoff Johns para o universo do Lanterna Verde pode ser comparada à de Frank Miller com o Demolidor na década de 80, ou à de Brian Michael Bendis com os Vingadores quando esteve à frente do título. Além de ter trazido Hal Jordan de volta ao posto de Lanterna principal do titulo, Johns restituiu toda a Tropa, os Guardiões, Oa, e fez com que a revista se tornasse uma das mais vendidas da DC. Acrescentando toda uma nova mitologia além de trabalhar o que já estava estipulado, o roteirista fez com que o Lanterna Verde se tornasse o personagem favorito de muita gente, e por algum tempo praticamente o carro-chefe da DC. Aqui o roteirista estipulou a Tropa Sinestro, a Tropa dos Lanternas Azuis, a Tropa índigo, a Tropa dos Lanternas Vermelhos, a Tropa das Safiras Estrelas e o Agente Laranja. E sim, o texto aqui vai ser bem colorido pra deixar bem claro o mais marcante da fase Johns, as múltiplas cores do espectro emocional.

A Panini vem relançando a ótima fase de Geoff Johns em encadernados. São eles:

 Título 
Origem Secreta
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Sem Medo
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A vingança dos Lanternas Verdes
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Hal Jordan: Procurado
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Tropa dos Lanternas Verdes: O Lado Negro do Verde
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A Guerra dos Anéis vol.1
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A Guerra dos Anéis vol.2
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A Ira dos Lanternas Vermelhos
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Agente Laranja
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A Noite Mais Densa
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O Dia Mais Claro
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Durante sua fase à frente do personagem, aproveitando o seu sucesso principalmente com novos leitores, a DC incumbiu Geoff Johns de recontar a origem do Lanterna Verde no arco Origem Secreta, que se passou na própria revista mensal do personagem. Na história, Johns trata de modernizar o mito do Lanterna para uma nova geração, enquanto encaixa alguns de seus conceitos utilizados futuramente na trama, como a profecia da Noite Mais Densa. Mostrando como Hal Jordan ganhou seu anel do moribundo Abin Sur, seu treinamento, e a parceria com Sinestro para capturarem o assassino de dono anterior de seu anel, Origem Secreta é essencial para quem quer adentrar no universo do Lanterna Verde. O arco já chegou a ser lançado pela Panini em encadernado e infelizmente encontra-se esgotado, mas cedo ou tarde deve haver um relançamento.


Com a popularidade do personagem mais em alta do que nunca, a DC decidiu que sua nova mega-saga seria voltada ao universo do Lanterna Verde. Assim tivemos finalmente A Noite Mais Densa, o grande ápice da fase de Geoff Johns e algo que ele vinha planejando desde que assumiu a revista do herói, onde ia acrescentando pequenas pistas de que essa profecia cedo ou tarde iria se cumprir. Na história, o vilão Mão Negra desperta o espectro emocional da morte sob a forma de anéis negros, e vários heróis e vilões falecidos ressurgem como zumbis. A saga acabou levando a uma outra, O Dia Mais Claro, que apesar de não ser tão empolgante, traz mais algumas revelações a respeito dos espectros emocionais.


A série do Lanterna Verde foi uma das poucas que não foram reiniciadas pelo reboot da DC Comics, tendo a sua primeira edição partindo imediatamente de onde havia parado na série anterior, com Sinestro se tornando novamente um Lanterna Verde.  Sim, o maior “vilão” do universo do Gladiador Esmeralda e responsável pela guerra dos anéis, onde atacou Oa com seu exércitos de lanternas amarelos, foi escolhido mais uma vez por um anel se tornando um Lanterna Verde, enquanto Hal Jordan encontrava-se banido da Tropa. E é com essa inversão de papéis que Geoff Johns começa a série do Lanterna nos Novos 52, dando um papel muito maior a Sinestro e transformando o outrora vilão ao grande protagonista moral dessa fase.

É interessante ver o quanto o roteirista trabalhou o personagem durante a sua passagem nesses nove anos em que esteve à frente da revista. Sinestro deixou de ser o antigo inimigo cabeçudo e chato para se tornar algo maior. Johns deu uma dimensão enorme ao vilão, com um senso de justiça e moral próprios que lhe dão uma complexidade sensacional. Sinestro deixou de ser um vilão e se tornou algo mais parecido com um anti-herói. Ele é alguém que tem os seus princípios e ideais, e que age por eles aja o que houver, passando por cima do que for. Sinestro ainda acredita na tropa dos lanternas verdes, apesar do seu ódio pelos guardiões. O amor pela tropa é algo que ele ainda divide com Hal Jordan.

Aliás, um outro ponto muito legal nesse Sinestro construído pelo Geoff Johns é a sua relação de amor e ódio com o Hal, que vai de uma amizade antiga a uma desconfiança que nunca termina. Inclusive existe um diálogo em uma das edições em que Sinestro fala que durante sua vida só considerou duas pessoas como seus amigos: Abin Sur e o próprio Hal Jordan. Infelizmente, após dez anos cuidando desse universo, Geoff Johns finalmente deu adeus ao Lanterna Verde na edição Green Lantern #20 com a última parte da saga A Ira do Primeiro Lanterna. O interessante é que Johns saiu com chave de ouro, fazendo algo completamente incomum no mundo das histórias em quadrinhos americanas: Um final.


Após Geoff Johns sair do titulo depois de um período de 10 anos, o escritor Robert Venditti ficou com a responsabilidade de continuar mantendo a qualidade do título, ao lado do desenhista Billy Tan. No entanto, ao trazer conceitos estranhos como Hal Jordan líder de toda a Tropa, a revelação de que a fonte de poder dos anéis é limitada, além de deturpar diversas ideias que já haviam sido estipuladas por Johns, Venditti acabou não conseguindo manter o nível da revista, sendo constantemente criticado pelos leitores. Apesar da fase não  ter qualquer peso ou brilho dentro da história do personagem, fica a citação.


Uma da novidades da reformulação da DC Comics, o DC Rebirth, é o título Lanternas Verdes, escrito por Sam Humphries, com arte de Robson Rocha e Ardian Syaf. A nova série é estrelada pelo Lanterna Verde muçulmano Simon Baz, além da ex-Anel Energético Jessica Cruz, que agora é uma Lanterna Verde.

Segundo o roteirista da HQ, a ideia é trazer uma boa dinâmica entre Jessica e Simon, semelhante a clássicas aventuras policiais como Máquina Mortífera. O primeiro arco da nova revista traz uma trama envolvendo os Lanternas Vermelhos.


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