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Dando continuidade à nossa série de Guias de Leitura, trazemos agora uma equipe que só de falar em cronologia já deixa qualquer leitor de quadrinhos de cabelo em pé. Sim, os X-Men possuem inúmeras equipes, inúmeras tramas paralelas e muita gente simplesmente prefere não ler as histórias dos mutantes, por acharem que vão ficar perdidas demais. Pois bem… não é bem assim, há um certo exagero nisso. Assim como qualquer quadrinho, os X-Men possuem suas histórias principais e mais importantes dentro da cronologia, aquelas que sempre são referenciadas e que fazem com que sua leitura seja essencial para o entendimento. E é sobre essas que vou falar aqui.

Lembrando antes de qualquer coisa que esse é um guia para leitores novatos ou que querem uma ajuda sobre como ingressar no universo dos personagens. Se você, leitor veterano sagaz e com bagagem, perceber que está faltando algo… ora, veja só, eu sei! A ideia é justamente colocar apenas as histórias mais importantes e clássicas dos personagens. Afinal, de outra forma o guia ficaria enorme.


Sim, mais uma vez inicio o guia pelos primórdios criados por Lee e Kirby. Mas é algo inevitável no que se refere à Marvel, visto que todos os personagens clássicos surgiram praticamente ao mesmo tempo, na década de 60. Apesar de simples e ingênuas, as histórias da dupla se fazem essencial para adentrar o universo mutante e entender como tudo começou. A segregação social, as analogias ao racismo e ao preconceito de uma forma geral, as referências às ideologias de Malcolm X e Martin Luther King sendo representadas pelas diferenças entre Magneto e Xavier, tudo foi plantado aqui.


Na década de 70, os X-Men enfrentavam uma crise devido às baixas vendas, o que poderia ocasionar até mesmo o cancelamento da revista. Foi então que Len Wein, acompanhado pelo novato Chris Claremont, pegaram a revista e resolveram dar uma repaginada geral no panorama. A ideia era aproximar o máximo de leitores possível, de uma maneira mundial, criando personagens de diferente nacionalidades e colocando-os de uma vez só na equipe. O que poderia ser um desastre acabou se tornando uma estratégia de sucesso, pois o público simplesmente adorou os novatos Tempestade, Colossus, Noturno, Wolverine, Banshee, Pássaro Trovejante e SolarisChris Claremont comandou a revista dali em diante durante uma das fases mais duradouras dos quadrinhos, e o que se viu foi os X-Men se tornando não apenas um sucesso, mais a revista mais vendida da Marvel.


Um dos maiores clássicos dos X-Men, a Saga da Fênix Negra conta com Chris Claremont nos roteiros e John Byrne nos desenhos, talvez a equipe criativa com o saldo mais positivo da história dos quadrinhos e a que mais contribui para o universo mutante. Na trama, Jean Grey é possuída pela entidade Fênix e acaba perdendo o controle, colocando praticamente todo o universo em perigo devido ao seu descomunal poder. Em uma história que envolve do Clube do Inferno aos Shiars, vemos como a doce Jean Grey se torna uma ameaça em escala interplanetária e as consequências de suas ações para ela, para os X-Men, e para toda a galáxia.

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Mais uma de Chris Claremont e  John Byrne. Na história, vemos um futuro alternativo onde os mutantes são constantemente caçados e exterminados pelos Sentinelas, e Wolverine é um dos poucos sobreviventes. O mutante participa de um plano com seus amigos para enviar a consciência da velha Kitty Pryde ao seu corpo ainda jovem, para impedir o acontecimento que foi o estopim para gerar esse futuro apocalíptico. Porém, a missão não é tão simples, pois o tal ato foi o assassinato do Senador Robert Kelly por nada mais nada menos que Mística. A história, uma das mais famosas dos X-Men, é trabalhada em dois tempos diferentes, intercalando a trama dos mutantes do presente com os do futuro.

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A questão do preconceito sempre foi algo trabalhado nas histórias dos X-Men. Porém, nesta saga escrita por Chris Claremont, isso toma um rumo mais perigoso, pois envolve um outro ponto ainda mais polêmico: a religião e como o fanatismo pode acabar sendo usado como propagação de ódio. Na trama, o reverendo William Stryker dá início a uma violenta campanha anti-mutante, disfarçando seu discurso de ódio como um ato religioso, já que segundo Stryker os mutantes não podem ser vistos como criação de Deus, e sim algo que vai contra a natureza. Um das mais belas e bem escritas histórias dos X-Men.

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Massacre de Mutantes conta a covarde matança dos vilões conhecidos como Carrascos contra os Morlocks, mutantes deformados que por não conseguirem se misturar com os humanos devido a sua aparência, vivem nos esgotos. Os X-Men acabam chegando tarde e encontram os mutantes mortos, mas assim começam uma caçada por vingança, atrás dos Carrascos. Essa saga é conhecida por trazer para o cânone personagem como Dentes de Sabre e Sr Sinistro, além de ser marcada pela tragédia do Anjo perder suas asas.


Passando-se nas revistas Uncanny X-Men, X-Factor e New Mutants, A Queda não chegou a ser bem uma saga, e sim uma fase pela qual as revistas mutantes passaram. A trama mais interessante acontece na revista do X-Factor, onde a equipe composta por Ciclope e pelos X-Men fundadores precisam lidar com a ameaça de Apocalypse e seus quatro cavaleiros, entre eles o Anjo, que fez um acordo com o vilão em troca de asas metálicas. Esse acontecimento aliás, pode ser adaptado no próximo filme dos mutantes dirigido por Bryan Singer, X-Men: Apocalypse.


Com roteiro de Chris Claremont (sim, de novo) e arte de Jim Lee e Rob Liefeld (pois é, o puro suco dos anos 90), Programa de Extermínio traz pela primeira vez a ilha de Genosha, um local construído com base em trabalho escravo mutante. Na trama, que traz como vilão Cameron Hodge, alguns dos X-Men são sequestrados e levados para a ilha, o que faz com que os membros remanescentes da equipe promovam um resgate e a desarticulação dos planos de Hodge.

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Na década de 80, com a Marvel se aventurando por grandes sagas conectadas, os X-Men se viram envolvidos em Inferno, uma trama onde a ex-esposa de Ciclope e clone de Jean Grey, Madelyne Pryor, faz um pacto com um demônio e se torna a Rainha dos Duendes. Com isso, uma horda de demônios invade Nova York em busca de crianças que servirão de sacrifício. Apesar de longa, um tanto quanto confusa e ter envolvido dezenas de títulos Marvel (mais ou menos como as megassagas atuais da editora), Inferno é importante para o universo mutante, e sempre relembrada na mitologia da equipe.


Após passar simplesmente duas décadas como escritor e arquiteto de toda franquia X-Men, Chris Claremont finalmente se despediu dos mutantes em 1991. Mas ninguém pode dizer que o autor não fez barulho em sua saída. Em Gênese Mutante, Claremont resolveu aprofundar a rivalidade entre Magneto e os X-Men ainda mais, despedindo-se da série com um épico embate entre os mutantes e o seu primeiro vilão.

Em três edições, que foram justamente as primeiras do relaunch sofrido pelos X-Men na época, Claremont ampliou o elenco da equipe, reintegrando os cinco X-Men originais e introduzindo as icônicas equipes Azul e Dourada. A arte marcante de Jim Lee permaneceu como uma espécie de padrão durante praticamente todo o restante dos anos 90, influenciando até mesmo o visual do desenho X-Men: The Animated Series. Com esses dois nomes de peso à frente da revista de maior sucesso da Marvel na década de 90, não é a toa que X-Men #1 tenha se tornado um dos quadrinhos mais vendidos da história.



Após a saída de Jim Lee da Marvel, e com os títulos mutantes sendo capitaneados principalmente por Scott Lobdell e Fabian Nicieza, os X-Men caíram de cabeça no universo dos crossovers, com a criação de sagas que atravessavam todos os (diversos) títulos mutantes, interligando-os. Entre 1992 e 1993 foi a vez de A Canção do Carrasco (X-Cutioner’s Song), que começa com Charles Xavier sendo baleado por Cable durante uma palestra em nome da harmonia entre humanos e mutantes. Na verdade, o atirador tratava-se do vilão Conflyto, clone de Cable, que atinge Xavier com um vírus que transforma cada célula infectada em um circuito tecnológico.

Na história, que traz ainda o Sr Sinistro como vilão ao lado de Conflyto, temos os X-Men aliando-se a ninguém menos que um enfraquecido Apocalipse, que pretende impedir o seu antigo protegido após o mesmo ter enlouquecido ao descobrir ser um clone de Cable. Esse arco traz acontecimentos importantes para a cronologia dos X-Men, como a descoberta de que Cable é na verdade o filho de Scott Summers com Madelyne Pryor, Nathan Summers, que cresceu no futuro e voltou ao presente mais velho que o próprio pai. Além disso, temos aqui o surgimento do Vírus Legado, algo que traria consequências terríveis para os mutantes.

Em 1995, teve início uma das maiores sagas dos títulos X, quando Legião, filho do Professo Xavier, viaja no tempo com o objetivo de matar Magneto, mas acaba matando seu próprio pai por engano. Dessa história, surge A Era do Apocalipse, um mega-crossover reunindo todos os títulos X.

Durante quatro meses, todos os X-títulos foram substituídos por essa mega-saga, que se passa em um futuro alternativo onde os X-Men são liderados por Magneto com a ausência de Xavier. Esse futuro arruinado e distópico é governado por Apocalipse, onde heróis são vilões, e vilões são heróis. A saga foi em grande parte arquitetada por Scott Lobdell, e até hoje é considerada pelos fãs dos X-Men como uma das melhores envolvendo o universo X, mesmo com todos os exageros e vícios dos anos 90. Você pode encontrar os 6 volumes, clicando aqui!




Atração Fatal
não chega a ser uma ótima saga, porém traz consequências interessantes e acontecimentos marcantes na cronologia dos X-Men. A premissa da saga é bem simples, com Magneto retornando com fúria total e voltando a antagonizar os X-Men ao causar um pulso eletromagnético no planeta Terra. Um dos momentos mais marcantes da saga é quando o mestre do magnetismo confronta Wolverine e simplesmente arranca na marra o adamantium que reveste os ossos do mutante canadense. Encontre os 4 volumes, clicando aqui!


Após uma fase negra onde os X-Men estavam amargando por anos péssimas histórias, a Marvel decidiu entregar a equipe nas mãos do visionário roteirista escocês Grant Morrison. E o que se viu foi sensacional. Morrison trouxe uma dimensão enorme às histórias, além de novos conceitos muito bem trabalhados e desenvolvidos, sem contar os novos mutantes que o careca acrescentou à mitologia dos X-Men como os inesquecíveis Bico, Xorn e Cassandra Nova, a irmã gêmea de Charles Xavier. Mostrando um lado menos glamouroso das mutações, e trazendo de volta ao gibi aquele clima que parecia esquecido há tempos, de que o Instituto Xavier é uma escola afinal, a fase Morrison moldou os X-Men para o século XXI. Além dos uniformes pretos e amarelos voltando a trazer uma uniformidade à equipe que relembrava a fase Lee e Kirby, Novos X-Men marcou também por trazer a ex-vilã Emma Frost para o lado dos mocinhos, juntamente com o conceito das mutações secundárias.


Quando Joss Whedon (sim, o diretor dos filmes dos Vingadores) chegou aos X-Men, decidiu que o grupo iria retornar às suas origens. E seu primeiro ato foi fazer com que o grupo voltasse a utilizar os clássicos colantes coloridos. Continuação direta da Era Morrison, Surpreendentes X-Men é uma fase mais heróica do que a do escocês, e é considerada uma das melhores (senão a melhor) fase de todos os tempos nos X-Men. Todos os personagens são brilhantemente bem caracterizados, e o gibi é recheado de cenas que já nascem clássicas, no traço belíssimo de John Cassaday, que entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira. É aqui que Whedon começou a plantar as sementes do Ciclope líder e estrategista que outros roteiristas iriam aperfeiçoar depois. A Panini lançou uma edição de luxo, clique aqui e confira!


Perseguidos, odiados, temidos. A vida dos mutantes nunca foi fácil. E a Feiticeira Escarlate resolveu tornar tudo um pouco pior, proferindo uma frase que mudou radicalmente não apenas a vida dos mutantes, mas todo o status quo do universo Marvel. Completamente surtada desde os acontecimentos de Vingadores: A Queda, Wanda (induzida por seu irmão Pietro) usa seus poderes de alteração de probabilidades para criar todo um novo universo, levando à saga Dinastia M. No final, após uma épica batalha, ela chega à conclusão de que tudo que aconteceu até ali é por culpa de serem mutantes, e sendo assim… chega de mutantes. As 3 palavrinhas de Wanda reduziram os milhares de mutantes do mundo a um número de apenas 198, apagando o gene x de todos os outros. Um duro golpe na população mutante, que se viu em sua maior crise.

Dinastia M, aliás, foi recentemente relançada em encadernado de luxo pela Panini, e você pode comprar em promoção na Amazon, clicando aqui!


Nos anos 2000, quando a Marvel veio com o universo Ultimate, fomos presenteados com o sensacional Homem-Aranha de Brian Bendis e o clássico moderno Os Supremos, de Mark Millar. Mas engana-se quem pensa que a contribuição de Millar no Ultiverso ficou apenas com a versão alternativa dos Vingadores. Apesar de pouco comentada e de a Panini nunca ter dado o devido valor aqui no Brasil (a série só foi lançada em mensais há anos, e desde então nunca passa do segundo encadernado) Ultimate X-Men é um trabalho de Mark Millar tão bom quantos Os Supremos, e na minha opinião é a melhor versão dos X-Men em qualquer mídia. Trazendo uma abordagem mais adulta,  roteiros muito bem trabalhados e construídos, origens mais interessantes, e a melhor caracterização de Magneto em anos, a série é indispensável não apenas para um fã dos mutantes, mas qualquer apreciador de um bom quadrinho.


Foram dias negros para a raça mutante. Mais odiados e temidos do que nunca, agora se tratavam também de uma espécie em extinção. Um povo que sempre sofreu preconceito e segregação agora se encontravam completamente sozinhos em uma realidade em que mutantes simplesmente não nasciam mais. Aqui começa uma nova fase muito interessante para os X-Men, tendo como ponto de partida a saga Complexo de Messias.
O nascimento de uma nova mutante depois um longo tempo sem nenhum registro desde o Dia M é encarado como uma espécie de milagre, e traz situações adversas para os X-Men. O fato é que existem duas linhas do tempo de futuros possíveis para a criança: em uma delas, defendida pelo mutante Cable, ela é encarada como uma Messias e se torna a salvadora da raça mutante, restaurando o gene X adormecido e salvando toda a espécie. Porém, segundo Bishop, no futuro da sua linha cronológica ela cresce para se tornar uma espécie de Anti-Cristo que causará milhões de mortes, levando a uma intensa perseguição a todos os mutantes. E fica com Ciclope a decisão sobre o que fazer com a bebê.


Em Utopia X, saga escrita por Matt Fraction durante a fase Reinado Sombrio da Marvel, os X-Men entraram em rota de colisão com Norman Osborn e seus Vingadores Sombrios. Essa saga é importantíssima para o status quo da equipe na época, pois em uma atitude que se tornou um divisor de águas nas histórias dos X-Men, Ciclope decide fundar a sua própria nação mutante: a ilha Utopia, usando o Asteróide M, antiga base de operações de Magneto na época em que ele ainda era o principal antagonista dos X-Men. Reunindo toda a espécie nesse santuário seguro, Ciclope conseguiu fazer o que nem Xavier e nem Magneto conseguiram: unir a espécie mutante.


Na saga Segundo Advento, vemos o retorno de Esperança Summers, a messias mutante, e os esforço conjunto de todos os X-Men para manter em segurança aquela que todos acreditam que seja a grande salvação de toda a espécie.  A história trata de mostrar um Scott Summers ainda mais voltado para a questão da fé, (que já havia sido levemente abordada em Complexo de Messias) e disposto a qualquer coisa para mantê-la viva. Durante o decorrer da saga vemos o líder mutante tomar todo tipo de atitude, algumas até mesmo desesperadas. Vários mutantes são mortos na guerra pela menina, outros são mutilados, o que acaba fazendo crescer uma insegurança e dúvidas entre os próprios X-Men sobre as consequências das decisões de Ciclope.


Aqui é onde as coisas começam a desandar. Com as decisões de Ciclope se tornando cada vez mais ousadas e perigosas, seu braço direito Wolverine começa a questioná-lo, principalmente no que envolve utilizar crianças no campo de batalha. Em meio a uma discussão acalorada (que envolve até uma certa ruiva que ambos amaram) os dois acabam brigando e dividindo os X-Men em duas facções. Uma continua com Scott em Utopia, e a outra segue com Wolverine de volta ao antigo Instituto Xavier, agora rebatizado como Escola Jean Grey para Estudos Avançados.


Aqui sim. Aqui é onde tudo vai pro inferno. Contando com um grande time de escritores da Marvel como Brian Bendis, Matt Fraction, Jonathan Hickman e Jason Aaron, Vingadores VS X-Men trata de fechar o plot iniciado láááá em Complexo de Messias, com o nascimento da messias Esperança Summers. Aqui, chegou a hora da verdade, e a Fênix está chegando à Terra para se unir à sua nova hospedeira, enquanto Scott está treinando Esperança para recebê-la, pois ele acredita que a entidade pode funcionar como uma força de renascimento que ao tomar Esperança como hospedeira, ativaria o Gene X adormecido salvando a população mutante.

Porém os Vingadores acreditam exatamente no contrário, que a Fênix irá se unir a Esperança e causar a destruição da Terra. E o que os “maiores heróis da terra” fazem? Invadem Utopia dispostos a levar a garota à força se necessário. Ciclope, é claro, não aceita e assim começa a guerra entre as duas equipes, que culmina em Tony Stark tentando destruir a Fênix com uma de suas armaduras e piorando a situação, ao dividir a entidade em cinco partes, que acabam possuindo Ciclope, Namor, Colossus, Magia e Emma Frost. Aí a treta fica feia. Você pode adquirir a edição de luxo, clicando aqui!




Após Vingadores vs X-Men e a reformulação da Marvel pelo selo Marvel Now, temos duas revistas principais, All-New X-Men e Uncanny X-Men, ambas escritas por Brian Michael Bendis. Na primeira, que no Brasil recebeu a tradução de Novíssimos X-Men. o roteirista mostra as consequências de uma atitude do Fera, de voltar no tempo e trazer os X-Men adolescentes originais para o nosso presente, para que vejam o que Scott Summers se tornou (na cabeça doentia do Fera, Scott é um terrorista prestes a promover um genocídio mutante).

Assim, os jovens Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo se veem presos em um futuro onde percebem que todos os esforços e ensinamentos do Professor Xavier não darão em nada, criando um cisma dentro da própria equipe. Decididos a permanecer nessa época para ajudar, os Novíssimos X-Men são treinados e supervisionados por uma professora que um dia já esteve nessa mesma situação de novata da equipe: Kitty Pryde, a Lince Negra. Mas e se eles decidirem que no final das contas, quem estava certo mesmo Ciclope e seu grupo de supostos “terroristas”?

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Em Uncanny X-Men, Bendis trabalha justamente o lado de Ciclope e sua equipe, agora foragidos da justiça e planejando o que seria a sua “Revolução Mutante”. Junto com Emma Frost, Magia e Magneto, que continuam a seu lado após os eventos de Vingadores vs X-Men que culminaram na morte de Charles Xavier, Scott Summers começa a recrutar novos membros para a sua “escola”, como Tempus, Triagem, Ligação Direta e Bolas Douradas.

Ao mesmo tempo em que procura ensinar seus novos alunos a viverem em um mundo que odeia e teme os mutantes mais do que nunca, Ciclope precisa lidar com uma falta de controle de poderes que afeta não apenas a ele, mas também Emma e Magneto, que lhe cobra uma solução. Entre esconderijos, confrontos com os Vingadores, um inimigo desconhecido que ataca das sombras, um traidor dentro da equipe, e o ódio e repulsa daqueles que um dia lhe chamaram de amigo, pode-se dizer que são tempos negros para Scott Summers, o homem conhecido como Ciclope.

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Após o mega-evento Guerras Secretas, a Marvel preparou um novo relaunch para seus títulos, o All-New, All Different Marvel, que obviamente também reiniciou os títulos mutantes. A série principal da franquia X nessa leva ficou sendo Extraordinary X-Men, que conta com roteiro de Jeff Lemire (Arqueiro Verde; Sweet Tooth) e desenhos de Humberto Ramos (Homem-Aranha).

O atual status quo do Universo Marvel possui um salto cronológico de oito meses, onde é estipulado que durante esse tempo algo aconteceu entre os X-Men e os Inumanos, levando mutantes a estarem mais ameaçados do que nunca. Isso porque descobre-se que a névoa da terrigênese, que se espalhou pelo planeta Terra durante a saga Infinito despertando poderes latentes em algumas pessoas, possui um efeito terrível sobre os mutantes, matando-os ou deixando-os inférteis. Com Ciclope desaparecido após ter atacado os Inumanos em busca de explicações, cabe a Tempestade a responsabilidade de montar uma nova equipe, dessa vez lutando por algo muito maior do que respeito ou inclusão: a sobrevivência da espécie. A equipe conta com Homem de Gelo, Noturno, Magia, Colossus, Jean Grey e o Velho Logan.


Uma outra série X que surgiu após Guerra Secretas pelo selo All-New, All Different Marvel é a nova encarnação da clássica Uncanny X-Men, que dessa vez conta com uma equipe sombria capaz de fazer o que precisa ser feito quando os mutantes mais uma vez estão em extinção. Com roteiros de Cullen Bunn e arte de Greg Land, a revista traz Magneto como líder da equipe, além de Psylocke, M, Dentes-de-Sabre, Arcanjo, Mística e Fantomex.

Com o mundo mutante ameaçado, o grupo de Magneto toma um enfoque mais ativo. Diferente da equipe de Tempestade, que oferece um porto seguro e esperança de um futuro, Erik toma uma postura agressiva, com o objetivo de enviar um aviso contra aqueles que ousarem ferir os mutantes.

 



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