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Em julho de 2024, a Arc System Works revelou que Lucy, do anime Cyberpunk: Mercenários, entraria para o elenco de lutadores de Guilty Gear Strive na Temporada 4 do jogo, marcando o primeiro crossover da franquia com outra IP externa.
Em entrevista com O Vício na BGS 2024 feita e em colaboração com Victor Ferreira, o CEO e fundador do estúdio, Minoru Kidooka, disse que a parceria foi pensada para atrair mais pessoas para o jogo.
Mas, antes dela, houveram outros personagens considerados para um crossover – personagens que, ao menos de acordo com ele, talvez não se encaixassem no estilo do jogo.
“É claro que houveram muitos outros candidatos que analisamos além da Lucy – alguns personagens bizarros foram considerados – até finalmente decidirmos ir com ela”, disse Kidooka via tradutor. “Desde o lançamento de Guilty Gear Strive, queríamos alcançar pessoas que não são jogadores de Guilty Gear. A Lucy foi parte dessa iniciativa, mas é algo que queríamos fazer desde o começo.”
Outra coisa que a ArcSys queria desde o começo era um anime de Guilty Gear, mas graças às limitações do estúdio, só foi possível produzí-lo recentemente.
“É algo que estávamos pensando em fazer já há algum tempo. Queríamos lançar um anime”, diz. “Porém, como a Arc System Works é uma empresa relativamente pequena, não podíamos fazer um anime completo por conta própria, e precisávamos depender de estúdios de animação, roteiristas, diretores, etc. – precisávamos da ajuda deles para fazer isso acontecer.”
As declarações reforçam o estilo e personalidade do CEO da ArcSys: Kidooka é uma figura carismática, levemente excêntrica, e bem franca quanto aos desafios de chefiar um estúdio de médio porte no mundo dos videogames.
Ao ser perguntado sobre a perspectiva dele sobre as evoluções da indústria, Kiddoka respondeu rindo que: “É bem difícil, e a sensação é de estar sendo esganado”
Ainda assim, o estúdio tem um histórico de nadar contra a maré, como foi o caso da criação de Guilty Gear, cujos primeiros jogos foram desenvolvidos bem no declínio de popularidade do gênero de jogos de luta.
“Naquele clima, nós falamos: ‘OK, vamos fazer um jogo de luta 2D’”, relembrou. “E todo mundo perguntou: ‘… Por que vocês estão fazendo isso?’”
Curiosamente, agora a questão para Kidooka é justamente o inverso, já que o cenário de jogos de luta atual está bem “lotado”.
“Está cada vez mais competitivo, cada vez mais difícil continuar sendo relevante e ficar no topo da indústria”, declarou. Ainda assim, ele é grato à comunidade de jogos de luta do Brasil e do mundo por manter o gênero ativo e sobrevivendo mais no seu ponto mais baixo.
Apesar de ser tão associada aos jogos de luta, a Arc System Works quer expandir um pouco mais seu escopo para outros gêneros e estilos de jogo. Double Dragon Revive é, de certa forma, um reflexo disso, já que apesar de beat ‘em ups terem paralelos com jogos de luta, eles acabam sendo tipos diferentes.
“Acho que todos associam a Arc System Works ao gênero de luta”, disse Kidooka. “Mas Double Dragon é um desses jogos que estamos querendo começar a comunicar que somos capazes de trabalhar em outros gêneros, e expandir nossa perspectiva não só a jogos de luta, mas outros jogos também.”
“Mas é claro que não é uma tarefa fácil”, continuou. “É um mundo extremamente competitivo, e não é algo fácil expandir nossos horizontes. Mas estamos dispostos a nos desafiar para isso.”
“Acreditamos que Double Dragon Revive, que estamos demonstrando agora na BGS, é o primeiro passo para modernizarmos o gênero do beat ‘em up.”
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Double Dragon Revive contará com combate de side-scrolling, mas com dificuldade e controles ajustados. Ao lado dos personagens clássicos Jimmy e Billy Lee, inimigos recorrentes como Roper e Abobo também aparecerão.






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