Estimated reading time: 4 minutos
Enquanto a Paramount promete bilhões para tentar comprar a Warner à força, pouco tem sido feito visando ao futuro do seu próprio serviço de streaming, o Paramount+. Taylor Sheridan está de saída da casa, e até agora ninguém respondeu com clareza a grande pergunta dos assinantes: como vai ficar o universo de Yellowstone com tudo isso?
Na data da publicação deste artigo, 24 de janeiro, as séries criadas por Sheridan ocupam quatro das cinco primeiras posições no ranking global da plataforma. O primeiro lugar pertence a South Park, mas do segundo ao quinto, temos Landman, Tulsa King, Yellowstone e O Dono de Kingstown, exatamente nessa ordem.

Até mesmo 1923, que terminou a sua exibição há algum tempo, segue firme em 9º no Top 10.
É um fato que o Paramount+ construiu uma “Sheridan-dependência“, e poucos são os produtos do serviço de streaming que realmente importam para os assinantes, além dos produzidos por ele — talvez Espíritos na Escolas, Dexter: Ressurreição e Terra de Máfia.
Sheridan vai começar a trabalhar exclusivamente para a NBCUniversal em 2028. Até lá, os principais lançamentos do streaming ainda terão o seu envolvimento, como as continuações de Tulsa King, Landman e O Dono de Kingstown, e as novas séries Marshals, o Rancho Dutton e The Madison.

O Paramount+ tem mais dois anos para descobrir como tapar o rombo deixado por essa mente criativa. Afinal, mesmo que suas propriedades intelectuais permaneçam na empresa, ele não estará mais presente para dar seu toque autoral ao que virá depois de 2028.
Tudo isso está acontecendo porque Sheridan não confia na nova gestão da Paramount. O criador do universo Yellowstone, famoso por seu viés que flerta com o conservadorismo, era o “menino dos olhos” de David Ellison, que o via como o grande pilar de conteúdo para as famílias tradicionais americanas. No entanto, Sheridan sentiu que a Skydance tornou a empresa “corporativa demais“, sufocando sua liberdade criativa.

Para o mercado, a mensagem é negativa, mas nada que dinheiro e uma boa estratégia de relações públicas não tente contornar. O problema real é a postura da companhia: a Paramount parece ter como única estratégia garantir as propriedades intelectuais da Warner para não precisar se dar ao trabalho de criar conteúdo original. A ideia é simples: “enfiar” Harry Potter e Game of Thrones no catálogo e colher os frutos sem esforço.
Bem, o relógio está correndo. Com a Netflix cada vez mais perto de vencer essa corrida de uma vez por todas, a pergunta que fica no ar ainda não tem resposta: há vida para o Paramount+ sem Taylor Sheridan?






Comentários