A crítica internacional já viu os dois primeiros episódios de ‘Halo‘, e anda bem dividia quanto a avaliação da série de TV .
Daniel Fienberg do The Hollywood Reporter, diz que o público vai gostar mais de ‘Halo’ se tiver na memória os elementos do jogo, porém diz que a história é genérica e os efeitos visuais não são brilhantes.
“E talvez Halo seja mais emocionante, e específico se tiver uma lista interna de elementos do jogo – tipos de armas, aquisições úteis, personagens ou alusões planetárias – que você está procurando reconhece. Halo tem uma história genérica, personagens limitados e um orçamento de efeitos especiais claramente alto que produz resultados respeitáveis, mas não notáveis.” – Diz Fienberg.
Caroline Framke da Variety, diz que a série ainda não estabeleceu bem seus personagens e seu mundo, porém ela acredita que exista ambição suficiente para fazer o público dar uma chance ao show.
“Se aqueles que amaram o jogo ‘Halo’ vão gostar ou não de assistir a algo que faz todas as escolhas por eles, e se esforça para equilibrar suas guerras violentas com diálogos bregas, isso dependerá deles. Para ser um programa de TV de sucesso, no entanto, Killen e Kane (que não será o showrunner da segunda temporada) simplesmente não tiveram escolha a não ser dedicar mais tempo ao personagem, e à construção do mundo. Em seus dois primeiros episódios, ‘Halo’ ainda não tem isso. Mas como outro participante do universo ‘Halo’ em constante expansão, pelo menos tem ambição suficiente para fazer valer a pena um olhar mais atento.” – Diz Framke.
Sam Machkovech da Ars Technica, diz que a série supera o nível baixo das adaptações de jogo, porém acredita que o roteiro dos primeiros episódios é tão inconsistente que fará os fãs antigos perderem a fé nos restantes.
“No que diz respeito ao nível geralmente baixo de adaptações de jogos em live-action, Halo supera com facilidade. Mas o roteiro e os valores de produção são muito inconsistentes até agora, e isso significa que não vejo ninguém com menos fé em Halo do que eu e os fãs antigos, para se sentirem tão otimistas sobre os sete episódios restantes.” – Diz Machkovech.
Darren Franich do Entertainment Weekly diz que é muito fã dos jogos, e se considera o pior tipo possível de público para a série. No mais, ele destaca negativamente os diálogos dos primeiros episódios.
“É necessário ressaltar que joguei três jogos de Halo até a conclusão da história, e passei algumas centenas de horas em meados dos anos 2000 em partidas multiplayer. Esse nível relativamente moderado de conscientização provavelmente me torna o pior grupo demográfico da série. Finalistas canônicos e novatos confusos, com diálogos variadamente impenetráveis e explicativos. Quero enfatizar que esses dois episódios compreendem basicamente um prólogo para múltiplas intrigas. A primeira temporada de nove episódios pode acelerar a partir daqui ou desacelerar.” – Diz Franich.
Vale lembrar que a segunda temporada já está confirmada no Paramount+.
‘Halo’ estreia em 24 de março, com Otto Bathurst (Peaky Blinders) responsável pela direção de múltiplos episódios.
A série mostrará a guerra entre a raça humana e a Covenant, uma irmandade de raças alienígenas que tem como objetivo exterminar toda forma de vida inteligente em uma missão religiosa através do uso de Halos, poderosas armas criadas por uma antiga civilização.