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Recentemente, tive a oportunidade de viajar para a Cidade do México para testar o novo jogo de Star Fox à convite da Nintendo e, aqui, trarei todos os detalhes da minha experiência com 1 hora e meia de preview do game. O título, batizado simplesmente como Star Fox, deixa claro desde os primeiros minutos que não se trata de uma mera remasterização em alta definição ou de um port nos moldes da versão lançada para o Nintendo 3DS em 2011. Estamos diante de uma reimaginação cinematográfica, robusta e tecnicamente impressionante, projetada sob medida para extrair o potencial do novo hardware da gigante japonesa.

O jogo começa com o prológo que já foi divulgado pela empresa e só este começa nos faz perceber que a essência que consagrou o jogo original permanece intocada, mas a roupagem ao redor da jogabilidade foi completamente transformada. O foco na narrativa foi bastante ampliado, trazendo à tona uma escala épica de ópera espacial que evoca diretamente a atmosfera clássica de Star Wars: Uma Nova Esperança. A sensação de nostalgia é imediata para os veteranos da série, enquanto o nível de polimento visual e sonoro estabelece um novo padrão para o que os fãs modernos esperam de um grande lançamento da empresa. Para se ter ideia, os detalhes nas naves, nas roupas e no cenário são de cair o queixo.

A mudança mais evidente nesta nova versão está na direção das cutscenes e no refinamento do roteiro. As transmissões de rádio estáticas e os diálogos simplificados do passado deram lugar a animações altamente expressivas e dramáticas. Em um dos novos momentos exibidos, Fox, Falco, Peppy e Slippy aparecem reunidos ao redor do holograma do General para receber as diretrizes da missão, em uma clara referência às reuniões vistas nos filmes de Star Wars. As cinemáticas apresentam uma sincronia labial rigorosa com a dublagem em português do Brasil, algo que mostra o empenho da empresa para conquistar nosso público e facilitar o acesso à franquia. Além disso, os personagens estão se movendo de maneira muito mais orgânica.

A direção de arte tomou uma decisão ousada e bem-sucedida ao equilibrar o fotorrealismo com a estética original do jogo. Fox McCloud exibe uma pelagem detalhada, bigodes visíveis e orelhas que reagem dinamicamente enquanto ele fala e demonstra seus sentimentos e preocupações. O estilo visual traz uma atmosfera mais realista para o universo de Lylat, com naves exibindo marcas de desgaste, fuligem e imperfeições físicas, além de pinturas especiais, como é o caso da nave do Falco, que traz o desenho de asas azuis. Longe de parecer limpo ou genérico, o mundo de Star Fox ganhou uma identidade palpável, onde os heróis parecem calejados pelas batalhas espaciais. Não só isso, até os tiros das naves conseguem fazer diferença no cenário, com árvores pegando fogo ao serem atingidas por lasers perdidos.

O básico tutorial do jogo foi substituído por uma missão de treinamento contextualizada de forma brilhante dentro do enredo. O jogador inicia a jornada em uma simulação de combate de realidade virtual ao lado de toda a equipe. Essa abordagem permite que o usuário se adapte aos comandos clássicos enquanto absorve a dinâmica de rivalidade e camaradagem do grupo. Durante o teste, a simulação culmina em um momento cômico e caótico criado por Falco, que força os limites do sistema simulado além da garantia permitida pela equipe de engenharia, resultando em uma pane geral que transita perfeitamente para a primeira grande cinemática da campanha.

Logo em seguida, a demonstração avança para o emblemático cenário de abertura. A fidelidade ao design de fases original do Nintendo 64 é absoluta, mantendo o posicionamento dos inimigos e o ritmo dos segmentos. No entanto, o nível de detalhes adicionado à arquitetura da fase altera completamente a percepção do cenário, dando a impressão de estarmos redescobrindo o jogo clássico e trazendo o frescor que os fãs tanto pediam para a franquia.

Pilotar a Arwing no Nintendo Switch 2 traz um baita sentimento de alívio para a comunidade que vivenciou os experimentos de controles de movimento na era do Wii U. O jogo retorna ao esquema tradicional de botões e uso dos analógicos, entregando uma resposta imediata e milimétrica a cada curva, aceleração ou frenagem. O uso de dois joycons foi extremamente responsivo, permitindo realizar as famosas manobras e loops com facilidade.

Outro ponto legal é que você precisa se preocupar com seus companheiros, mantê-los ativos até o final da fase, sem que eles sejam derrubados, é crucial para o sucesso. O jogo também te direciona sobre seu avanço nisso, dando respostas sobre a presença de seus amigos no campo de batalha, enquanto eles interagem com você. Aliás, é impressionante a quantidade de detalhes dentro da nave.

O game também conta com um modo cooperativo em que você joga na mesma tela do seu amigo, cada jogador tem uma função: enquanto um pilota e faz todas as manobras, o outro assume o papel do atirador, usando a precisão dos sensores para cuidar de todas as ameaças na tela. A dinâmica é ótima para jogar com alguém que nunca teve a chance de experimentar a franquia antes, principalmente os mais jovens.

Além disso, também temos um modo competitivo em que podem ser criados times de 4 contra 4, trazendo arenas especiais com focos e objetivos dinâmicos, como a captura de carga e controle de zonas, além de trazer vários itens no mapa que entregam armas especiais, escudos, mísseis e bombas, deixando tudo mais interessante, principalmente para criar estratégoas.

Outro ponto que me chamou a atenção neste preview foi o uso das câmeras no GameChat, que permite que você aplique filtros especiais no seu rosto, que reagem em tempo real aos seus movimentos. A tecnologia é muito precisa, reproduzindo piscadas, sorrisos e movimentos de cabeça dos usuários diretamente nos rostos tridimensionais de Fox ou Falco durante as salas de espera. Eu utilizei o bico do Falco em eu rosto e o resultado foi altamente engraçado. É uma adição bastante divertida que mostra que a Nintendo pode fazer isso em outros jogos em breve.

Star Fox tem o seu lançamento global agendado para o dia 25 de junho, chegando como um título de peso exclusivo para a plataforma do Nintendo Switch 2.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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