Comentários

Estimated reading time: 2 minutos

Após a repercussão de um vídeo promocional que utilizou uma versão gerada por inteligência artificial de Hideo Kojima, o lendário criador japonês compartilhou sua visão sobre a tecnologia na criação artística, deixando claro que não acredita que seja capaz de substituir a expressão humana em um futuro próximo.

Kojima concedeu entrevista ao jornal The Washington Post durante uma reportagem sobre Satellites II, instalação que também reúne Nicolas Winding Refn, conhecido por filmes como Drive e por interpretar Heartman na franquia Death Stranding.

No mês passado, fãs criticaram a utilização de uma versão gerada por IA de Kojima em um curta promocional da exposição.

“Arte é vida. Mas, daqui a 50 anos, 100 anos, eu não sei. Talvez a IA consiga criar arte, mas enquanto eu viver, não acho que verei isso. Não tenho interesse nisso.”

Apesar da posição cética, Kojima não se mostrou totalmente contrário ao avanço tecnológico e destacou que a forma como a sociedade utilizará essas ferramentas ainda está em aberto.

“Vamos encontrar uma boa maneira, um bom caminho para usar a tecnologia, e isso realmente depende dos jovens e de como eles escolherão utilizá-la.”

Para quem não sabe, Satellites II é a continuação de um projeto anterior realizado em Tóquio. A mostra funciona como uma reflexão sobre tecnologia analógica, música e a amizade entre Kojima e Refn, uma relação construída ao longo dos anos apesar das diferenças culturais, da distância geográfica e das barreiras linguísticas.

O foco principal está justamente na conexão humana, tema recorrente nas obras de Kojima.

Leia mais sobre Hideo Kojima:

Fonte: Kotaku

Redator do O Vício. Bruno Gomes é especializado em cultura pop, com mais de 10 anos de experiência cobrindo filmes, séries e franquias de sucesso. Apaixonado por filmes de ação, acompanha todas as novidades do multiverso em tempo real.


Comentários