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O eterno defensor da experiência cinematográfica, James Cameron, reacendeu uma discussão que já movimentou Hollywood várias vezes: afinal, filmes feitos para streaming devem concorrer ao Oscar? Em nova declaração, o diretor de Avatar e Titanic voltou a enfatizar que o prêmio da Academia precisa preservar o valor da exibição nas telonas.
Segundo Cameron, permitir que produções que nunca passaram pelos cinemas disputem com longas feitos para as salas compromete o sentido do próprio Oscar. Como ele colocou de forma direta:
“Os Oscars não significam nada para mim se não levar em conta a experiência nos cinemas… A Netflix deveria ter permissão para competir se lançasse o filme em 2.000 cinemas durante um mês, para uma exibição significativa”.
Cameron citou especificamente a Netflix ao comentar que a plataforma poderia competir normalmente, desde que seguisse o mesmo caminho dos estúdios tradicionais. Só assim, segundo ele, uma obra realmente se qualificaria como “cinema”.
O discurso reacende uma tensão existente desde Roma, de Alfonso Cuarón, quando a Netflix começou a entrar com força na temporada de premiações.
De toda forma, a indústria segue dividida. De um lado, temos criadores como Cameron, Christopher Nolan e Denis Villeneuve defendem que o Oscar deve ser sobre cinema enquanto experiência tradicional. Do outro, plataformas de streaming argumentam que o mundo mudou e que o acesso digital também democratiza o alcance das obras. Qual sua opinião sobre isso?






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