Estimated reading time: 4 minutos
A discussão sobre o uso de Inteligência Artificial na indústria do entretenimento continua gerando debates acalorados, e a mais nova voz a se levantar contra a tecnologia é a de Jenna Ortega. A estrela, que atualmente faz história como a jurada mais jovem de todos os tempos no Festival de Cinema de Marrakech de 2025, aos 23 anos, aproveitou a coletiva de imprensa do evento para expressar suas preocupações sobre o impacto da IA na criação artística.
Para a atriz, a popularização dessas ferramentas é comparável a abrir a “Caixa de Pandora”. Ortega argumentou que a arte reside na imperfeição e na experiência humana, algo que algoritmos jamais conseguirão simular com autenticidade.
“Existe um certo encanto na condição humana… como seres humanos, temos a tendência, quando olhamos para o passado, de sempre exagerar. É muito fácil ficar apavorado. Eu sei que fico em momentos como este, de profunda incerteza”, desabafou a atriz. “Há certas coisas que a IA simplesmente não consegue replicar, e sim, existem erros belos e difíceis, e um computador não consegue fazer isso. Um computador não tem alma, e não é algo com que jamais seríamos capazes de nos identificar ou nos relacionar.”
Ela ainda comparou o consumo de arte gerada por IA a uma espécie de “junk food mental”, esperando que o público eventualmente se canse da artificialidade e busque novamente a conexão real que apenas cineastas humanos podem oferecer.
Bong Joon Ho promete “destruir a IA”

Jenna Ortega não estava sozinha em sua posição. O presidente do júri deste ano, o aclamado diretor sul-coreano Bong Joon Ho, foi ainda mais incisivo, e radical, em sua opinião. Embora tenha reconhecido ironicamente que a IA serve para mostrar o que “apenas humanos podem fazer”, ele compartilhou um plano pessoal bastante drástico.
“Minha resposta oficial é que a IA é boa porque representa o início da humanidade finalmente pensando seriamente sobre o que só os humanos podem fazer. Mas minha resposta pessoal é que vou organizar um esquadrão militar cuja missão será destruir a IA”, declarou o diretor de Parasita.
Outros membros do júri, como Celine Song e Hakim Belabbes, ecoaram sentimentos semelhantes. A única voz a ponderar levemente foi a da diretora francesa Julia Ducournau, que, apesar de reconhecer algumas vantagens da IA como ferramenta técnica, foi categórica ao afirmar que “em nenhum momento a IA deve substituir o trabalho humano e a interação humana”.
Jenna Ortega retornará ao papel de Wandinha Addams na 3ª temporada de Wandinha. A nova leva de episódios entrará em produção em breve, mas ainda não possui data de estreia definida na Netflix.






Comentários