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Por Renato Siqueira (@penpas)

Prepare-se para vestir o chapéu e pegar o chicote, porque O Grande Círculo, a mais nova aventura de Indiana Jones no mundo dos games, promete trazer toda a emoção dos clássicos filmes de aventura diretamente para as suas mãos. O Vício viajou a convite da Bethesda até San Francisco para ser um dos primeiros sites do mundo a experimentar o game e contar tudo a você!

No mais novo título da franquia, o Dr. Jones volta a ativa após ter um dos artefatos do museu de Marshall College roubado por um capanga misterioso, Indy resolve deixar mais uma vez suas obrigações como professor no Departamento de Arqueologia para sair pelo mundo tentando descobrir o que seus inimigos estão tramando. No meio do caminho ele faz uma nova companheira, a jornalista italiana, Gina, que está em busca de sua irmã desaparecida.

No teste que fizemos, jogamos por cerca de 3h duas fases do game: Marshall College/ Vaticano e As Pirâmides de Gizé.

As primeiras fases definem o tom do jogo

O teste começava no Marshall College e era uma fase mais linear. Ao investigar uma invasão que ocorre no local somos apresentados ao primeiro adversário de Indy no game, Locus, interpretado pelo ator Tony Todd. A fase completa é um prólogo que ensina os movimentos do personagem, o uso de objetos e como andar em modo furtivo. 

A investigação sobre o roubo do artefato leva o protagonista para o Vaticano, onde pode conseguir mais informações com um de seus contatos. Indy se despede de Marcos, recolhe seu chapéu, arma e chicote partindo então para Roma, onde precisa atravessar o Castel Sant’angelo dominado por soldados de Mussolini.

Nesta parte do prólogo somos apresentados ao modo de escalada com o chicote. Além disso, aprendemos sobre combate. As mecânicas de combate envolvem decisões estratégicas, como o uso de furtividade ou combate direto. A priori, rapidinho você descobre que passar despercebido pelos inimigos é de fato a melhor estratégia. Digo isso como uma pessoa que tentou entrar atirando e chicoteando geral. Por exemplo, em uma parte desta fase existe um guarda com um cão. Ao perceber a sua presença, fica muito mais difícil se desvencilhar dos ataques do pastor alemão. 

Por isso, basta usar a inteligência para se esconder usando o ambiente a seu favor e pegar um objeto próximo para distrair, atordoar ou subjugar adversários. Para evitar soar um alarme, você pode arrastar inimigos incapacitados para as sombras, fora da vista dos guardas patrulhando. Agora, quando a furtividade não é mais uma opção, você precisa se defender com socos poderosos e uma boa defesa. Para vencer de forma criativa você ainda pode combinar seus golpes com seu chicote e qualquer coisa ao alcance. Ainda é possível personalizar as habilidades de Indy ao longo da jornada.

Uma das coisas que não fica clara durante os trailers do game, mas que faz parte da mecânica de jogo é uma barra de fôlego que o personagem possui. Indy pode correr, lutar e até se pendurar durante um período predeterminado antes de ter que parar para descansar. Apesar de não ter ficado claro durante o teste, é de se imaginar que há uma maneira de aumentar essa barra de fôlego durante a aventura dando mais força ao protagonista.

Após pegar chaves, recolher objetos e abrir portas, Indy encontra um padre que o ajuda. Fim da primeira fase.

Diário de aventuras, câmera e disfarces: Novas mecânicas de jogo

A segunda fase nas ruínas das Pirâmides de Gizé no Egito é mais ampla. Ao invés de um caminho linear, somos aos poucos apresentados a múltiplas atividades. Ao se dirigir a uma barraca com toldo azul Indy encontra Gina e uma outra personagem que dá dicas ao herói. No meio do papo ela pede pra Indy alimentar sua cobra de estimação e é aí que pudemos ver uma das cenas cheias de bom humor típicas dos filmes. Depois deste ponto o mapa se abre para que Indy realize diferentes objetivos e missões secundárias além de seguir a aventura principal.

Fica claro a partir deste ponto a atenção minuciosa aos detalhes que o estúdio sueco, Machine Games, deu ao título. Durante o Hands-On eles nos falaram da imensa quantidade de pesquisa para recriar fielmente o mundo de Indiana Jones em 1937. E isso vai de roupas, veículos até os móveis, tudo cuidadosamente estudado para dar o tom de autenticidade à época onde se passa o game. 

“Nos esforçamos para que todos os aspectos, desde as paisagens, roupas e até mesmo as frutas nos mercados de Gizé, sejam realistas” revelou o produtor Jens Andersson durante o briefing. 

Além do chapéu, da arma e do chicote, Indiana ainda tem uma câmera para descobrir pistas, um diário que é o guia para a aventura e a capacidade de usar disfarces para poder entrar em locais onde não é bem vindo.

A câmera fotográfica é uma ferramenta essencial de exploração. Com ela, você poderá tirar fotos de pontos importantes, que oferecem dicas valiosas, novos fragmentos de história e comentários de Indy, adicionando profundidade ao enredo. As imagens ficam armazenadas no diário de aventuras, onde também se encontram outros recursos, como os livros que você coleciona ao longo do caminho e uma aba para habilidades adquiridas.

Durante uma das missões em Gizé, você precisa encontrar um disfarce para se infiltrar no acampamento de trabalhadores e um isqueiro, itens essenciais para avançar na história, explorar ruínas e resolver puzzles na área.

A maior ferramenta de Indy é sua mente. E como ele, cada jogador usará a sua para resolver enigmas enquanto evita armadilhas mortais. Como o maior arqueólogo do mundo faria.

Ao completar objetivos, você ganhará pontos de aventura para expandir seu conjunto de habilidades. Há várias atualizações que permitem personalizar as características de Indy de acordo com seu estilo de jogo. A habilidade “chapéu sortudo” dá a Indy uma chance extra de voltar de um golpe fatal. A habilidade “mãos nuas” o fortalece, permitindo-lhe derrubar mais rapidamente inimigos desarmados.

Troy Baker traz a essência de Indiana Jones para os games com maestria

Indiana Jones e o Grande Círculo conta com uma riqueza de detalhes e elementos que recriam com maestria o universo das aventuras do arqueólogo. É um prato cheio para os fãs do herói. Cada local é construído com esmero para transportar o jogador para uma aventura cinematográfica. A cereja no topo deste game está na atuação de Troy Baker, o ator que viveu Joel nos games de The Last of Us e que aqui capturou perfeitamente a essência do personagem criado por Harrison Ford nos cinemas. Apesar de vermos a cara de Harrison no game, a atuação, trejeitos e voz é a de Troy, que faz um trabalho impecável no papel e deixa tudo ainda mais divertido.

Apesar de não estar presente durante o teste, a versão final do game que chega em 9 de dezembro na Steam e no Game Pass do Xbox terá suporte para ray tracing e DLSS 3.5 que devem elevar ainda mais a qualidade visual. A versão para PlayStation deve chegar entre março e junho de 2025.

Leia mais sobre Indiana Jones:

É 1937, forças nefastas vasculham o globo em busca do segredo de um poder ancestral ligado ao Grande Círculo, e apenas uma pessoa pode detê-las: Indiana Jones.

Mergulhe em uma história emocionante repleta de exploração, ação imersiva e enigmas intrigantes. Na pele do brilhante arqueólogo conhecido por seu intelecto afiado, engenhosidade e humor único, você viajará o mundo em uma corrida contra as forças inimigas para descobrir os segredos de um dos maiores mistérios de todos os tempos.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.