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O lendário cineasta John Carpenter, responsável por clássicos como Halloween: A Noite de Terror e O Enigma de Outro Mundo, explicou os motivos de seu afastamento da cadeira de diretor.

Aos 78 anos de idade, o mestre do horror revelou ao site Screen Rant o alívio que sente ao focar na criação de músicas em vez de comandar filmes em Hollywood.

Sem a pressão de executivos e a necessidade de fazer constantes concessões, o artista destacou a liberdade criativa do seu momento atual.

“Eu lutei pelo controle em Hollywood, e às vezes vencia, às vezes não”, admitiu o diretor de sucessos como Fuga de Nova York e Os Aventureiros do Bairro Proibido.

Ao comparar a experiência cinematográfica com a produção musical, ele foi categórico ao exaltar a nova área: “Pura. Você sempre conquista o controle total.”

Apesar da inatividade na cadeira principal dos sets de filmagem, Carpenter continuou envolvido com a indústria do entretenimento de maneira significativa.

O veterano retornou como o compositor oficial da trilha sonora da recente trilogia de Halloween, comandada pelo cineasta David Gordon Green.

Seu último trabalho na direção de um longa-metragem foi o suspense Aterrorizada, estrelado por Amber Heard e lançado em 2010, que amargou um grande fracasso de crítica e público.

Em 2023, ele chegou a comandar episódios da série Suburban Screams, mas o projeto não ganhou destaque e também teve uma recepção amplamente negativa.

Durante a entrevista, o realizador comentou sobre o panorama do terror moderno e fez críticas à execução do aclamado A Substância, ressaltando que “tudo gira em torno da história”.

Longe de Hollywood, o diretor revelou que passa grande parte de seu tempo livre assistindo a partidas de basquete e consumindo diversos videogames.

Atualmente, ele empresta seu nome para o título Toxic Commando, um novo jogo de tiro cooperativo focado em aniquilar hordas de zumbis que será lançado em breve.

Além de jogar o multiplayer Fallout 76 há cinco anos consecutivos, o diretor de Christine: O Carro Assassino afirmou que, se fosse obrigado a viver dentro de um game, escolheria o universo de Sonic the Hedgehog.

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