
John Ostrander, o autor de histórias em quadrinhos responsável por criar a atual versão de Esquadrão Suicida na DC Comics, havia dito dias atrás que tinha amado o filme de David Ayer. Agora, Ostrander escreveu uma crítica detalhando suas opiniões sobre o filme:
Eu realmente gostei do filme. Ele não é nem perto de perfeito, mas eu me diverti no cinema. E para mim grande parte dele foi incrível. O visual, o detalhe, o sentimento do filme não é algo que eu tenha visto em filmes de super heróis antes.
A parte mais importante para mim foram as performances, começando com Viola Davis como Amanda Waller. Todos os outros personagens no Esquadrão, tanto nos quadrinhos quando no filme, foram criados por outros. Nos quadrinhos especificamente, eu os redefiniria ou os expandia, mas eles eram personagens estabelecidos. Amanda Waller era minha criação e Viola Davis a encarna perfeitamente.
O autor continua falando das atuações, elogiando Margot Robbie e Will Smith. Sobre o Coringa, ele diz:
Ele criou uma versão completamente nova do personagem em comparação com a interpretação de Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas. Isso foi absolutamente necessário e é um visual diferente. Como Pigmaleão, ele cria uma mulher por quem pode se apaixonar; nesse caso, é Arlequina. Se nós aceitarmos seu amor por ela (e o dela por ele) como genuíno, isso o torna menos sociopata? O Coringa de Ledger não amava ninguém, exceto talvez o Batman. Ele não é menos estranho ou mortal, mas seu enredo revolve em se reunir com Arlequina.
Ostrander diz também que gostaria de ter visto mais cenas de Jai Hernandez como El Diablo e Jai Courtney como Capitão Bumerangue. Ele continua:
Existe um tema surpreendente durante o filme; existe muito sobre amor. O amor do Coringa pela Arlequina, sim; O ator do Pistoleiro por sua filha; O amor de Diablo (e culpa e remorso) por sua família. O amor de Rick Flag por June Moon, enquanto o alter ego de June, Magia, parece amar seu irmão. Katana ama seu marido morto e carrega sua alma em sua espada (OK, muitos dos relacionamentos nesse filme não são muito saudáveis). Até Amanda tem uma breve ligação no telefone e existe carinho e amor pela pessoa com quem ela está falando. Amor molda e forma muito dos personagens e eles, em troca, moldam a história.
Sobre os problemas do filme, ele comentou:
Existem problemas no filme? Claro. O antagonista não é bem definido e, na minha mente, você precisa de um bom antagonista para definir o protagonista. É o antagonista que geralmente começa o enredo e ele é definido pelo que ele quer. A histórica é um pouco mais genérica “nós temos que salvar o mundo” do que eu fazia normalmente. Eu sempre gostava de ter um pé plantado na realidade.
No final de sua crítica, o autor sugere que as pessoas decidam por si próprias o que acharam do filme. E espera que ele seja um sucesso que encoraje a Warner a fazer uma sequência, acreditando que ela será ainda melhor que o primeiro filme.