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A edição de despedida do Festival de Cinema de Sundance em Park City (o evento muda para o Colorado em 2027) foi dominada por uma única produção. Josephine, um drama psicológico tenso, realizou a rara e cobiçada “dobradinha”: conquistou tanto o Grande Prêmio do Júri quanto o Prêmio do Público. Historicamente, filmes que alcançam esse feito, como No Ritmo do Coração (CODA) e Whiplash, costumam trilhar um caminho de sucesso até o Oscar.
O triunfo tem um gosto especial para nós: o filme é escrito e dirigido por Beth de Araújo, cineasta nascida nos EUA, mas filha de pai brasileiro. A produção foi aclamada pela crítica, chegando a ostentar 100% de aprovação inicial (atualmente com 97%) no Rotten Tomatoes.
A trama, baseada em experiências pessoais da diretora, segue uma menina de oito anos (a revelação Mason Reeves) que testemunha um crime violento no Golden Gate Park. O trauma resultante desencadeia medo e paranoia, afetando profundamente a dinâmica familiar. O elenco traz Gemma Chan e consagra a nova fase de Channing Tatum no cinema independente. Longe dos blockbusters de ação, o ator entrega o que vem sendo chamado de a melhor performance de sua carreira no papel do pai da garota.
Outros vencedores importantes incluíram o documentário Urso Incômodo e o drama internacional Vergonha e Dinheiro.
Apesar da aclamação, Josephine ainda não possui distribuidora confirmada ou data de estreia nos cinemas do Brasil.






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