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Kaiju No. 8 atingiu as expectativas de muitos fãs do mangá e despertou o interesse de um novo público em potencial no 1º episódio do anime, que deixou um ótimo gancho para o 2º episódio através da transformação de Kafka. Parecia que essa mudança repentina traria um momento de caos e desespero para o protagonista, mas ele lidou com a situação de uma forma bem cômica.
Neste episódio, o anime adapta os acontecimentos dos capítulos 2 e 3 do mangá. Acompanhado de um humor bem colocado, o 2º episódio trouxe uma interação hilária entre Kafka e Ichikawa, a primeira luta de kaijus e uma nova personagem que parece ser problemática.
A relação de Kafka e Ashiro

O episódio abre com um flashback da infância de Kafka e Ashiro, eles eram amigos próximos e prometeram entrar juntos na Força de Defesa, mas o protagonista não conseguiu alcançar sua amiga. Até nos dias atuais, Ashiro se lembra dessa promessa porque considera Kafka uma pessoa importante em sua vida.
Esse flashback surge no capítulo 2 do mangá seguido por uma página de Ashiro na banheira, que foi a cena pós-créditos do 1º episódio. É indiscutível que essa página é um apelo de ecchi, mas ela também passa uma mensagem indireta sobre os sentimentos de Ashiro por Kafka. Neste momento, os painéis focados em seu rosto mostram que ela ficou um pouco sentimental e envergonhada ao se lembrar do seu amigo de infância.
Além disso, a próxima página revela um pouco mais de sua casa, indicando que ela vive sozinha com o seu tigre. Nesse sentido, fica subentendido que Ashiro tem sentimentos românticos pelo protagonista, e esperava que ele estivesse do seu lado no campo de batalha. Entretanto, a direção do anime optou por usar o flashback para enfatizar a pose de confiança ao invés da mensagem indireta de um interesse romântico.
O anime traz cenas exclusivas do esquadrão de Ashiro se preparando para caçar o kaiju que apareceu na sua região. Ela aparece na base de operações, sendo a líder confiante de sempre, mas dá para perceber que existe uma solidão por trás dessa pose devido ao flashback dela.
A cena-pós créditos do 1º episódio não foca no olhar da personagem igual ao mangá, seus olhos não aparecem em tela para criar o efeito de rosto em negação. Um pequeno foco a mais nas expressões de Ashiro poderia revelar a sua face oculta, mas o anime, claramente, tinha as suas limitações por questões de censura.
A boa mistura de humor

Naoya Matsumoto cria uma boa balança de humor e suspense logo no primeiro capítulo do seu mangá, e essa tática se sobressai ainda mais no capítulo dois. Logo após virar um kaiju, Kafka descobre que ficou muito forte destruindo o hospital em que estava internado. Ichikawa tenta ajudar o protagonista para que ele não seja descoberto, o momento se torna tão engraçado graças a interação genuína deles.
A princípio, Kafka achava que o novato de seu trabalho era só um jovem marrento e orgulhoso, mas agora ele sabe que Ichikawa é um verdadeiro amigo. Mesmo fazendo coisas asquerosas como urinar pelos mamilos, Ichikawa continuou do seu lado sem receio.
Assim como os espectadores, os dois foram surpreendidos pelas características estranhas de kaiju, principalmente o protagonista. Suas caretas são realmente engraçadas e criam uma quebra de expectativa boa na luta. No clímax do episódio, o senso de perigo sobe com o início de uma batalha entre kaijus, mas depois o humor toma conta da tela devido a surpresa espontânea do protagonista.
O mangá se sai melhor nas cenas cômicas de sorriso por ter detalhes melhores de design e expressividade no protagonista. Porém, o anime também se sai bem nas cenas de humor e até adiciona algumas mudanças sutis para complementá-las, como o momento em que Kafka pula do hospital chorando ou quando ele mexe em sua mandíbula após voltar ao normal.
A luta entre kaijus

A cena de luta tem um detalhe mínimo de diferença no anime que deixa o primeiro soco de Kafka mais empolgante. Quando ele salva uma garotinha e uma mãe em perigo, o soco do protagonista dispara o kaiju para longe, e a câmera mostra a destruição causada pelo impacto. No mangá, o primeiro soco poderia ser mais impactante se fosse seguido por uma sequência de destruição como essa.
O segundo soco foi ainda mais forte e destruiu o kaiju em vários pedaços. Rodeados por uma chuva de sangue, Kafka e Ichikawa ficam espantados com a capacidade de força que eles testemunharam. Nessa perspectiva, o protagonista parecia um monstro sanguinário, mas a garota que ele salvou iluminou sua visão com um simples obrigado.
Ela o ajudou a ter mais confiança em si mesmo para cumprir a promessa de lutar ao lado de Ashiro. Graças a sua determinação, ele consegue voltar a sua forma humana, e decide entrar para a Força de Defesa. Essa cena tem mais impacto no mangá, porque ela serve perfeitamente como um encerramento e gancho para os próximos capítulos.
Além disso, a última página do capítulo 2 retrata melhor o símbolo de um sonho voltando à vida com um único olhar emergindo sob a luz. No anime, a cabeça inteira de Kafka emerge quando ele volta ao normal, mas a animação não representa a mensagem da cena de um modo tão vivo como o mangá fez.
Seguindo para o capítulo 3, a adaptação continua trazendo algumas cenas exclusivas que são interessantes de se notar. Ashiro vai falar com a garota que foi atacada e descobre que um kaiju salvou ela e sua mãe. Essa interação não acontece no mangá, então fica aquela dúvida se ela sabia que aconteceu um incidente incomum naquela noite.
No final do episódio, Kafka e Ichikawa chegam ao local do exame e conhecem uma garota estranha, Kikoru Shinomiya. Ela sabe como causar uma primeira impressão forte e parece ser um grande problema para o protagonista, já que ela sentiu traços de kaiju nele.
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O mangá original de Naoya Matsumoto é serializado na plataforma Shonen Jump+ desde julho de 2020 e conta com 11 volumes até o momento.
Recentemente, a obra ultrapassou a marca de 12 milhões de cópias em circulação. No Brasil, o título é publicado pela Panini.
O anime é produzido pelo estúdio Production I.G (Haikyuu!!, Tengoku Daimakyo:
Ilusão Celestial), com o Studio Khara sendo responsável pelo design das criaturas.






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