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Chega ao fim a história da linha temporal de 2016 em Lanternas, e o final foi tão catastrófico quanto prevíamos. O episódio 5 conta com 14 revelações e referências importantes para a trama da série e futuro do DCU. Neste artigo, listo todas elas. Confira:

Xerife Kerry sempre soube

Lanternas: 14 revelações e referências do episódio 5 da série da DC Studios
Reprodução/DC Studios

A Xerife Kerry é a melhor pessoa a quem você poderia confidenciar um segredo. Ela chegou a Rushville em 2007, fugindo de um criminoso poderoso de Gotham City. O pai dela foi um delator e os capangas o mataram — e teriam que fazer o mesmo com a filha.

Com o carro quebrado em Rushville, a jovem Kerry vai até uma lanchonete e pede um café. Ela é surpreendida por dois capangas chegando logo em seguida. Eles dizem que não gostariam de fazer aquilo, mas que eram obrigados. Abalada, ela aceita o seu destino, até ser surpreendida novamente por Zoe, que derrota os dois capangas e bola um plano para Kerry começar uma vida nova em Rushville.

O plano inclui fazer o chefão do crime de Gotham achar que ela realmente morreu. Um dos capangas é mantido vivo para levar o dedo mindinho de Kerry a Gotham como prova.

Mas como assim? A Kerry tem o mindinho na série! Sim, tem. Isso porque a Caçadora Cósmica consegue reconstruir partes do corpo com sua tecnologia alienígena. E desde o momento em que salva Kerry, Zoe deixa claro que está fazendo aquilo para que a jovem de Gotham lhe deva um favor.

Um dia, homens muito perigosos viriam atrás de Zoe, e ela estava montando a própria milícia para se defender. Kerry passou a fazer parte dela.

Logo, Kerry sempre soube que havia uma Caçadora Cósmica em Rushville e que essa pessoa era a Zoe. O tempo todo ela esteve mentindo para Hal e John e, por isso, em todas as oportunidades desde o primeiro episódio, insistiu para que eles fossem embora.

Os homens perigosos que Zoe temia não eram exatamente os Lanternas Verdes, mas o povo de Aantan. A presença de Hal e John ali não estava nos planos. Só aconteceu por causa da intuição de Hal de que havia algo de errado com aquela região isolada do Nebraska.

A queda e o ressurgimento de John

Reprodução/DC Studios

Hal disse a Sinestro que jamais mataria John. E, no começo do episódio, deixa muito claro que Lanternas Verdes não matam. Ao bater o carro no poste, Hal só queria que John ficasse incapacitado enquanto ele pegava Zoe para entregá-la aos Guardiões.

Acontece que, quando Hal está em Rushville se preparando para a ofensiva, o carro pega fogo sob o olhar de Zoe, que prefere assistir John queimar a ajudar a tirá-lo de lá.

O plano dela era realmente deixar John muito ferido para usar sua máquina nele e exigir um favor: Zoe queria que John a deixasse matar Hal Jordan e dissesse aos Guardiões que o veterano morreu com bravura protegendo Rushville de Aantan — sem revelar, claro, que havia uma Caçadora Cósmica escondida na Terra.

Como os Caçadores Cósmicos operam

Reprodução/DC Studios

No encontro com Aantan, Hal Jordan descobre mais do que gostaria sobre os Caçadores Cósmicos. Ele já sabia que os seres sintéticos assumiam identidades conhecidas de uma comunidade e reforçavam o disfarce ajudando os moradores locais.

Agora, sabemos que eles assumem identidades socialmente frágeis para aprender os verdadeiros costumes das pessoas por trás das aparências. Depois disso, eles seduzem os líderes dessa comunidade e os conquistam com relações íntimas — o que rende até uma piada divertida, com Hal fingindo ser bissexual para enganar Aantan.

O plano de Hal

Reprodução/DC Studios

Hal quer usar Aantan para distrair a milícia de Zoe e, então, pegá-la no mano a mano. Ele diz ao alienígena vingativo que o Caçador Cósmico é William Macon e que John tinha sido comprometido por ele.

É nesse momento que Aantan pergunta se John teve relações íntimas com William, contando que os Caçadores Cósmicos comprometem os líderes a defendê-los dessa forma. Hal fica um pouco ofendido por não ser considerado um alfa na ocasião e mente dizendo que, sim, John teve um pequeno lance com William, mas foi com ele, Hal, que a coisa esquentou de verdade. Aantan acredita, mas avisa que, se descobrir a mentira, destruirá tudo.

Os Caçadores Cósmicos do DCU

Reprodução/DC Studios

Agora, finalmente sabemos a origem exata dos Caçadores Cósmicos no DCU. Eles de fato foram seres sintéticos criados pelos Guardiões, usados para patrulhar a galáxia antes dos Lanternas. No entanto, eles se tornaram “brutais demais“, e os Guardiões decidiram desativá-los. Isso casa muito com a origem dos quadrinhos, principalmente porque já sabíamos, no episódio 2, que eles exterminaram planetas inteiros.

A verdade sobre Aantan

Reprodução/DC Studios

Quando Aantan chega à fazenda dos Macon, William finge ser o Caçador Cósmico. Nesse diálogo, descobrimos que o alienígena vingativo foi, na verdade, casado com Zoe no passado. Ela o usou para dominar seu planeta, e ele lamenta o fato de nunca ter conseguido ter filhos com ela.

Quem é Noah?

Reprodução/DC Studios

Filho de Kerry e William Macon Jr., Noah é alguém por quem Zoe tem muito apreço. Ela, inclusive, ensina táticas de guerra ao jovem, como espionagem. Tudo bem, a Caçadora Cósmica é avó dele. Mas esse cuidado não está mais “especial” do que deveria?

Leve em consideração a revelação de Aantan sobre ela nunca ter conseguido gerar filhos com ele. Como ela conseguiu gerar com William Macon Sr.? Os filhos são humanos ou parte Caçadores Cósmicos? Perguntas que serão respondidas nos próximos episódios.

A morte de Abin Sur

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Ao longo da série, descobrimos que Abin Sur, o Lanterna do Setor 2814 antes de Hal, foi quem trouxe a Caçadora Cósmica para a Terra. Agora, descobrimos que ele deu a chance para ela ter uma nova vida por aqui, mas, pela natureza dela de se recusar a morrer, ela acabou matando o Lanterna, que era o único que sabia da sua localização.

Em outras palavras… sim. As suspeitas de Hal estavam certas. Rushville e a Caçadora Cósmica sempre tiveram tudo a ver com a origem dele como super-herói.

Adeus, William Macon

Reprodução/DC Studios

Aantan mata William Macon e arranca seu coração para descobrir que ele era apenas um humano, mas essa não parece ter sido a única morte de Macon.

Ele fala claramente que Zoe o trouxe de volta à vida, e que amou cada segundo a mais de vida que ela lhe deu. E se Macon não for exatamente humano? E se a máquina da Caçadora Cósmica, na verdade, tiver dado uma nova identidade a um alienígena que estava fugindo de algo? E se ele for, na verdade, Abin Sur?

Bem, essa é uma boa teoria. Se os Caçadores Cósmicos seduzem e manipulam em troca de favores, talvez tenha sido assim que Zoe convenceu Abin Sur a ajudá-la.

Haverá um episódio dedicado à história de vida de Hal Jordan. Nele, vamos descobrir mais.

Nada de Atrocitus

Reprodução/DC

As teorias de que Aantan era Atrocitus disfarçado eram boas, mas não foram necessárias. Quando descobre a traição de Hal, Aantan ativa a autodestruição e é contido por Hal Jordan, mas não sem explodir.

No fim, Aantan era só um alienígena metamorfo que só queria se vingar da traição de Zoe.

Lanterna Verde dos anos 90

Reprodução/DC Comics

Quando John Stewart sai do hospital, fica de tocaia no hotel para cair na porrada com Hal Jordan assim que o veterano chegar para recarregar o anel. Antes hesitante, agora John quer o anel do velho à força, e os dois brigam realmente feio até um disparo da Caçadora Cósmica derrubá-los.

Essa não foi a primeira vez que dois Lanternas Verdes caíram no cacete por um anel. Tem uma história famosa de 1992 — que o James Gunn já até tinha compartilhado como uma das referências do DCU —, na qual Hal e Guy Gardner saem destruindo meio mundo.

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Nessa história, Hal volta à Terra para assumir o posto de Lanterna do Setor 2814 após um período atuando no espaço. O problema é que o Lanterna titular na época é Guy Gardner, o que força Hal a destituí-lo. Guy, no entanto, não quer ceder o anel de jeito nenhum, e os dois saem no braço pelo posto.

Reprodução/DC Comics

Na série da HBO, a luta foi bem mais crua e direta, sem que os personagens usassem seus poderes, e aconteceu porque John viu seu ídolo se perdendo pelo poder que detinha. Em um só movimento, ele salvou a vida de Hal e derrotou a Caçadora Cósmica.

Seguindo os próprios instintos

Reprodução/DC Studios

John manda um dane-se coletivo para os Guardiões, Zoe e Hal, e segue os próprios instintos para resolver o problema. Primeiro, ele tira o anel de Hal; depois, usa o veterano como isca para enganar Zoe e matá-la.

O recruta dá um tiro de sniper na cabeça da Caçadora Cósmica e finaliza o serviço fazendo o recomendado para que a sintética não volte à vida: arranca seu coração, que logo se transforma em cristal.

O Crepúsculo Esmeralda

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Ao colocar dois Hals para interagir, o episódio 5 deixa claro que a versão amargurada de 2016 está assim por algum trauma que ainda vamos descobrir qual foi. Bem, a série estava claramente caminhando para um Crepúsculo Esmeralda, e ele de fato chegou — e com uma adaptação elegante.

Em Crepúsculo Esmeralda, uma versão já cansada do herói precisou lidar com uma catástrofe que o fez perder tudo pelo que lutou. Esgotado pelas incoerências dos Guardiões, ele resolveu ir pessoalmente até Oa para exterminar toda a Tropa dos Lanternas Verdes. Ele quebrou o juramento e os próprios códigos morais em um surto, se tornando o vilão Parallax — anos depois, um retcon estabeleceu que Parallax, na verdade, sempre foi a entidade do medo.

A série da HBO é bem mais generosa com Hal, pois, nessa história, o herói não mata ninguém — pelo menos não diretamente. Mas é evidente que ele toma as piores decisões possíveis para lidar com o caso de Rushville, causando inúmeras baixas indiretas porque não queria abrir mão do anel. O medo de ser substituído foi o que quebrou o Hal Jordan do DCU. Ele não foi necessariamente corrompido pelo poder do anel, mas lutou até onde deu para não perder o único propósito que sobrava em sua vida.

Não ser nada sem o anel talvez seja um medo que Sinestro plantou em Hal. A verdade sobre isso vamos descobrir nos próximos episódios.

A recusa

Reprodução/DC Studios

John Stewart foi manipulado a vida toda para acreditar que deveria se tornar um Lanterna Verde, não importasse o que isso custasse. O recruta já vinha percebendo coisas estranhas ao longo do tempo e passou a seguir a própria intuição ao invés de fazer o que os outros personagens esperavam dele. Não contou sobre a Caçadora Cósmica para os Guardiões nem para Hal, e também não seguiu o plano da Caçadora de deixar Hal morrer em Rushville. No final, ele nem quis o anel.

No contexto da série, ser um Lanterna Verde significa abdicar da própria vida e estar passível de trair os próprios sentimentos pelo poder que o anel representa. Por isso Hal é solitário, quebrado e tem como único propósito de vida continuar sendo membro da Tropa. Ele perdeu tudo, e o anel é o que lhe restou.

Ao lado de Hal na missão de Rushville, John percebeu o quanto realmente custava ter aquele artefato e decidiu que não queria passar pelo mesmo Crepúsculo Esmeralda de Hal. Ele entregou o anel para a Guardiã Lianna e foi viver a própria vida.

A partir do próximo episódio, estaremos majoritariamente na linha do tempo de 2026. O que fará John mudar de ideia? Dessa vez vai ser o anel que vai escolhê-lo? Veremos.

Leia mais sobre Lanternas

O próximo episódio de Lanternas vai ao ar no domingo, 20 de setembro. Nele, veremos os primeiros passos de John investigando a morte de Hal Jordan. A estreia acontece às 22h (no horário de Brasília).