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Não se pode negar que a Riot com seu jogo, League of Legends, tenha adentrado o mercado de games e se tornado uma superpotência. A escalada ao sucesso foi rápida e logo o que seria apenas um jogo por diversão para os jogadores se tornou um investimento e uma forma prazerosa de monetização.

Jogadores que disputam os Campeonatos e que fazem parte dos eSports conseguem patrocínio de grandes marcas de hardware e software e tantas outras coisas ligadas ao universo gamer. Os que mais se destacam, com seus vídeos de partidas, equipes de destaque em campeonatos e até mesmo por seu carisma, conseguem patrocínio que chegam a incrível marca de um milhão de dólares.

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Acontece que muitos destes jogadores de sucesso, começaram a fazer “streaming” ou vídeos de gameplay sobre outros títulos, curiosamente, concorrentes como Dota 2, StarCraft II, Hearthstone. Vendo seus melhores jogadores usando a fama conquistada com League of Legends para fazer propaganda de título concorrente, a Riot decidiu proibir que seus jogadores patrocinados fizessem qualquer gameplay ou “streaming” de outros jogos durante seu campeonato mais importante, (League Championship Series), o que claro, gerou discórdia entre os jogadores e os concorrentes.

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Muitas reclamações e questionamento do tipo “até que ponto uma empresa pode mandar em um jogador?“ sugiram, assim como os posicionamentos de concorrentes acusando a Riot de atitudes antidesportivas e ser gananciosa, não vendo o eSports como um bem para todo o mercado gamer. A Riot, porém voltou “parcialmente” atrás, mudou as regras do contrato declarando que os jogadores podem fazer gameplay de qualquer jogo contanto que não sejam patrocinados para isso.

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Em um comunicado oficial, Marc Merrill, presidente da Riot rebate de forma agressiva e com e com acidez estas acusações, assim como os pedidos de novo cliente para a quarta temporada, ao qual foi acusada em um post de ser preguiçosa:

“[…] Quando exageramos na linguagem jurídica dos contratos eSports para impedir que os concorrentes paguem aos nossos profissionais para promover seus jogos, reconhecemos o erro e o alteramos imediatamente.

A maioria das empresas de jogos se concentram em métricas como ARPU (receita média por usuário) e tentar construir toda a sua empresas e organizações em torno de otimização para a condução de uma venda. Nós fazemos o oposto.

Nós treinamos toda a nossa empresa para conquistar engajamento. Ou seja, fazer uma merda legal e entregar valor. Se as pessoas jogam muito é porque amam o que fazemos, então eles vão querer gastar dinheiro nisso. Nosso foco é completamente diferente. […]”

Você pode ler o post de desabafo oficial em inglês no link.

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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