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Ao longo de quase um século de história da DC, diversos filmes passaram pelas mãos de grandes cineastas e chegaram perto de sair do papel, mas acabaram se tornando apenas lendas de Hollywood.

Muito antes do DCU de James Gunn, os heróis da editora foram submetidos a histórias que são lembradas com frequência pelo público, mas que, provavelmente, não passarão de seus imaginários.

Dito isso, confira abaixo uma lista com 7 dos filmes mais populares da franquia que acabaram sendo cancelados ao longo dos anos, e que jamais serão esquecidos pelo seu impacto:

Liga da Justiça Mortal

Liga da Justiça Mortal

Liga da Justiça Mortal, de George Miller, é lembrado até hoje como um dos maiores descasos da DC, visto que o filme já se encontrava em estágios avançados de pré-produção, com um elenco definido e pronto para as filmagens.

A trama teria fortes influências dos arcos de A Torre de Babel e Sacrifice, pondo os heróis contra si mesmos no que foi descrito como um evento “operístico e grandioso”. 

DJ Cotrona (Superman), Armie Hammer (Batman), Megan Gale (Mulher-Maravilha), Adam Brody (Flash) e o rapper Common (Lanterna Verde) foram alguns dos talentos escalados no elenco.

O filme foi cancelado por uma série de fatores que vão desde a Greve dos Roteiristas de 2007-2008, que impediu ajustes necessários no roteiro, a importantes incentivos fiscais negados para a Warner, que estava contando com o auxílio para financiar a produção de US$ 220 milhões.

Superman Lives (Tim Burton)

Superman Lives

Popular entre os fãs, Superman Lives foi uma enorme perda para Nicolas Cage, que esperava revitalizar a franquia do Homem de Aço após os clássicos filmes com Christopher Reeve. 

Entregue para Tim Burton, a visão do diretor consistia em um Superman existencialista, que se sentiria um completo estranho na Terra, além de explorar um visual gótico e futurista, diferente de tudo que vimos do super-herói antes.

Os US$ 30 milhões gastos apenas na pré-produção do filme teriam sido o estopim para a Warner Bros. puxar o tapete, considerando, no fim das contas, a ideia de Burton muito estranha para o super-herói. 

Batman: Ano Um

Com uma proposta mais “pé no chão” para o Homem-Morcego, no início dos anos 2000, Darren Aronofsky foi contratado pela Warner após o fracasso de Batman & Robin, exigindo que um reboot completo do herói fosse desenvolvido.  

Ano Um, quadrinho clássico de Frank Miller, seria a principal inspiração para o tom do filme, embora a premissa evidenciasse mudanças drásticas na origem de Bruce Wayne, como o fato dele crescer nas ruas de Gotham após a morte de seus pais, já que teria perdido toda a fortuna da família. 

A proposta violenta e realista foi demais para a Warner, que optou anos mais tarde por investir na visão de Christopher Nolan, resultando em uma das trilogias mais aclamadas do cinema. 

Mulher-Maravilha

Muito antes de assumir a direção de Os Vingadores (2012) e do infame Liga da Justiça (2017), por volta de 2005 a 2007, Joss Whedon tentou emplacar um filme da Mulher-Maravilha. 

A trama, basicamente, direcionaria Diana ao mundo dos homens, onde exploraria a fundo sua relação com Steve Trevor. Após o roteiro ter sido vazado na web anos depois, o projeto foi alvo de críticas severas, especialmente por tratar a Princesa Amazona sob uma perspectiva excessivamente sexualizada.

O filme teria a deusa Strife como vilã central, mas a Warner não chegou a um consenso sobre o tom e o orçamento necessário para o filme, sendo cancelado por “divergências criativas”.

Liga da Justiça Sombria

Considerada uma imersão completa no lado oculto do universo DC, Guillermo del Toro chegou a trabalhar em um terror gótico focado na Liga da Justiça Sombria, que após anos de idas e vindas, recebeu o destino que já conhecemos.

O plano era colocar a equipe contra o Homem Florônico, que tentaria ressuscitar uma entidade bíblica apocalíptica, além da trama conter aparições de heróis importantes como o Batman.

O cineasta trabalhou por cerca de três anos no roteiro, mas a Warner Bros. simplesmente não sabia como encaixar o projeto em um universo compartilhado, e quando decidiu oferecer o filme para outros estúdios, del Toro simplesmente já estava envolvido em produções paralelas, descartando-o de vez. 

Batman vs. Godzilla

Acredite ou não, mas em 1965, em meio à Batmania, o roteirista do Monsterverse, Shinichi Sekizawa, sugeriu um projeto focado na rivalidade entre as duas figuras, após o enorme sucesso da série com Adam West.

A trama consistia em Batman e Robin lidando com o emblemático monstro em um evento de escala global, enquanto o herói chegaria a usar um robô gigante para combater Godzilla, sendo uma mistura vibrante no estilo da série, com a estética dos filmes de Kaiju japoneses.

A produção, entretanto, acabou não avançando por questões de licenciamento, já que a Warner e a Toho não teriam chegado a um acordo jurídico e financeiro sobre o uso das marcas.

Arqueiro Verde Supermax

Planejado por volta de 2008, Green Arrow: Escape from Supermax, traria o Arqueiro Verde como principal suspeito do assassinato de um oficial do governo, sendo levado para uma prisão de segurança máxima para vilões. 

David S. Goyer, da trilogia do Cavaleiro das Trevas, estava produzindo e supervisionando o roteiro de Justin Marks (Xógum), que nunca chegou a ver a luz do dia, pois o estúdio não teria ficado exatamente empolgado com a ideia. 

O filme teria até mesmo participações de figuras como Lex Luthor e Charada, enquanto Oliver Queen seria obrigado a unir forças com vilões de nível B e C que ele mesmo teria ajudado a prender.

Goyer admitiu mais tarde que o projeto estava “muito à frente de seu tempo”, e teria sido uma das principais inspirações para Esquadrão Suicida (2016).

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