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A Lionsgate, agora operando como uma companhia totalmente independente após a separação da plataforma Starz, divulgou seu relatório financeiro referente ao último trimestre do ano fiscal de 2025. Os números apresentam um cenário misto: embora a receita geral tenha subido impulsionada pelo cinema, o estúdio registrou um aumento significativo em seu prejuízo líquido.

De acordo com o relatório (via Hollywood Reporter), a empresa teve um prejuízo de US$ 46,2 milhões, um salto considerável em relação aos US$ 21,9 milhões perdidos no mesmo período do ano anterior. Contudo, a receita total cresceu para US$ 724,3 milhões, superando as expectativas de Wall Street. O grande motor desse crescimento foi o departamento de filmes, que viu suas receitas aumentarem 35% graças aos desempenhos de títulos como A Empregada, de Paul Feig, e o novo capítulo da franquia Truque de Mestre.

Diante desse cenário, os executivos deixaram claro que a grande esperança para virar o jogo financeiro reside na cinebiografia Michael. Adam Fogelson, presidente do Motion Picture Group, afirmou que “todos os indicadores estão muito positivos” para o filme sobre o Rei do Pop, destacando a recepção do trailer e a campanha de marketing.

Além dos números, o CEO Jon Feltheimer destacou a modernização do estúdio, confirmando a contratação de Kathleen Grace como a primeira diretora de IA da empresa, visando integrar inteligência artificial generativa na produção e pós-produção. Feltheimer também comentou sobre o atual cenário de “guerra” na indústria, citando a disputa entre Netflix e Paramount pela aquisição da Warner Bros. Discovery como um sinal de que o mercado busca consolidação e conteúdo premium.

No Brasil, a distribuição de Michael ficará a cargo da Universal Pictures. A cinebiografia de Michael Jackson tem estreia marcada nos cinemas nacionais para 23 de abril.

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