Enquanto marcou muito positivamente a história da TV por seu engajamento semanal, Lost impactou negativamente em membros da produção, que alegam guardar “traumas” e “mágoas” como lembranças das filmagens.
Entrevistando Damon Lindelof e Carlton Cuse – os criadores da série – para seu livro Burn It Down (Power, Cumcity and a Call for Change in Hollywood), a jornalista Maureen Ryan questionou a dupla sobre a situação (Via Vanity Fair), e obteve respostas distintas.
Cuse respondeu que só veio tomar conhecimento de tais eventos negativos depois que a série foi concluída. Além disso, garantiu que se soubesse sobre o ambiente de trabalho hostil, teria feito o possível para mudar a situação.
Lindelof, por sua vez, admitiu que sabia que o ambiente de trabalho não era o mais saudável, e reconheceu sua responsabilidade nisso. O roteirista e produtor assumiu ter magoado pessoas durante a produção e, garantiu que mudou bastante daquele tempo para os dias de hoje, por reconhecer que o que fez foi muito errado.
Um consenso da dupla foi o pedido de perdão a todos que ficaram com “sequelas” de Lost. Lindelof, inclusive, reconheceu que, apesar de seus erros terem lhe ajudado a se tornar uma pessoa melhor, machucar pessoas foi um custo injusto para isso.
“Parte-me o coração ouvir isso. É profundamente perturbador saber que houve pessoas que tiveram experiências tão ruins. Eu não sabia que as pessoas estavam se sentindo assim. Ninguém nunca reclamou comigo, nem sei se alguém reclamou com a ABC Studios. Eu gostaria de ter tido conhecimento disso na época. Eu teria feito o que pudesse para mudar as coisas.” Disse Cuse.
“A forma como me conduzo e, como trato os outros seres humanos pelos quais sou responsável hoje em dia, é um subproduto de todos os erros que foram cometidos na época. Eu evoluí e cresci significativamente, e isso não deveria ter vindo à custa do trauma das pessoas que machuquei em Lost.” Disse Lindelof.
“Seria chocante para você saber ou acreditar que, apesar do fato de que eu reconheço os problemas, eu estava alheio, em grande parte alheio, aos impactos que eu estava causando sobre os outros naquela sala de roteiristas? Você acha que eu sabia que estava errado o tempo todo e continuei fazendo isso mesmo assim?” Perguntou Lindelof, ao refletir que na época não achava que estava errado.
Conforme destacado no livro de Maureen Ryan, alguns roteiristas e produtores da série supostamente costumavam fazer comentários racistas, sexistas e insensíveis de forma casual, na sala de roteiro.
Falando para Ryan, a produtora Monica Owusu-Breen desabafou, dizendo ser um absurdo que pessoas que tenham feito isso no passado, sejam reconhecidas hoje em dia como simpatizantes de causas raciais e de inclusão.
“Ninguém tinha a capacidade de chamá-los dessas coisas na época. É terrível até hoje que eles recebam crédito por qualquer tipo de sensibilidade racial ou inclusão. É uma porcaria ser uma pessoa de cor em salas de roteiro assim.” Disse Owusu-Breen.
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Um avião cai em uma ilha deserta e logo um grupo de passageiros precisa lutar para sobreviver. Liderados pelo médico Jack Shephard (Matthew Fox) e pelo misterioso John Locke (Terry O’Quinn), eles irão descobrir que o local esconde perigosos segredos. Com o passar do tempo, são reveladas informações sobre o passado dos sobreviventes, como Hugo ‘Hurley’ Reyes (Jorge Garcia), Sayid Jarrah (Naveen Andrews), Kate Austen (Evangeline Lilly) e James ‘Sawyer’ Ford (Josh Holloway).






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