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Um dos personagens mais icônicos de Dragon Ball Z é, sem dúvida, Vegeta, o príncipe dos Sayajins. Da saga Z para a Saga Boo, vemos uma evolução daquele que um dia foi um guerreiro arrogante sem um pingo de remorso até se tornar um pai e marido cuidadoso. Uma das coisas que faz com que este arco seja tão interessante é a tentativa e falha de Vegeta de voltar ao seu comportamento violento e vilanesco.

Majin Vegeta é o principal momento do personagem. E explico o motivo: ainda que esta transformação pareça um retrocesso, ela só mostra o quanto Vegeta se distanciou daquele personagem que conhecemos, chegando ao ponto de ápice emocional em que o vemos se sacrificar para mostrar exatamente que o antigo Vegeta morreu e que estamos diante de um herói.

Vamos voltar um pouco: Vegeta aparece primeiramente como um sociopata, fissurado na imortalidade e no legado da raça saiyajin. Ao longo da saga Cell, ele alcança a transformação do Super Saiyajin, mas apesar de insistir que seu coração é pura maldade, ele acaba se tornando uma pessoa bem melhor. Claro, ele deixa Cell absorver a Androide 18, mas ele também mostra que ama seu filho ao ficar furioso por ver Cell matar Trunks.

No começo da saga Boo, parece que Vegeta já está ‘domesticado’. Ele está tendo bons momentos com seu filho e desenvolvendo um relacionamento bem saudável com Bulma, deixando todo o comportamento destrutivo no passado. E sim, ele é um pai e marido muito melhor que Goku. Entretanto, isso faz com que ele entre em uma crise existencial. Embora sua vida seja boa e tranquila, Vegeta ainda quer ter um poder além do que ele possui. Ele quer respeito e quer que os outros o temam.

É através de ‘Majin Vegeta’ que ele consegue isso. Afinal, graças à sua transformação, ele ganha a chance de lutar contra Goku novamente, uma questão de honra para superar seu antigo rival, que estava morto até então. E a luta não desaponta, sendo considerada uma das melhores da franquia.

Claro, não dá pra esquecer que Majin Vegeta massacrou as pessoas que estavam assistindo o torneio, mostrando todo seu potencial destrutivo e dando a entender que Vegeta já não se importava com a vida alheia. Mas também não dá para negar que a forma como Vegeta se joga contra Majin Boo é algo que devemos aplaudir: Ainda que a ideia seja que Vegeta tenha alcançado a forma de pura maldade, ele luta contra esta natureza e se põe contra Babidi, mostrando que sempre teve controle da situação. Ao ver que Majin Boo é uma força muito maior do que se calculava, Vegeta escolhe se autodestruir de forma gloriosa (ainda que em vão) para tentar salvar o mundo, sua família e até Goku, seu rival, das garras de Boo.

O que faz com que seu sacríficio seja tão emocionante é o momento que o antecede: Vegeta gasta seus últimos minutos dando um abraço em Trunks (antes de colocar ele e Goten para dormir) e pedindo que Piccolo os leve para um lugar seguro. Ele mostra um breve momento de vulnerabilidade, perguntando a Piccolo sobre o além da vida, mas sendo informado de que caso ele morra, ele irá para o inferno e não será capaz de recuperar seu corpo. Ainda assim, Vegeta caminha para a morte.

São esses momentos que mostram o crescimento de Vegeta. É aqui que vemos que ele já superou sua fase de vilão, que vimos na saga Freeza, de lutador, que vimos na saga Cell, se tornando um verdadeiro herói na saga Boo. E caso você ainda não esteja convencido disso, lembre que o pedindo foi que Porunga revivesse todas as pessoas boas que Boo matou e Vegeta foi digno de sua ressurreição, ainda que tenha matado pessoas como Majin Vegeta. No fim, Majin Vegeta serviu para este caminho de redenção, mostrando que esta é a melhor fase do personagem.

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.