
Guerra Civil chega aos cinemas em 2016, mas ainda não está claro o quanto o filme irá “puxar” dos quadrinhos. Recontar a história talvez não seja tão fácil, logo, não dá para esperar uma adaptação fiel da obra de Mark Millar. Porém, o autor não está preocupado com isso e fala o que espera do filme. Veja abaixo:
Identidades secretas não são importantes para a história:
A coisa realmente importante é o ato de registro. Não tem nada a ver com identidades secretas. Estranhamente as pessoas se ligam só na coisa de identidades. Quando eu estava escrevendo o roteiro, eu estava pensando sobre os heróis terem que expor suas identidades e ter que viver sob a legislação do governo. Eu até perguntei para a Marvel: “Quem tem identidade secreta?” e eles responderam: “Ninguém”. Praticamente só o Homem-Aranha tinha. Até mesmo o Demolidor já tinha sua identidade revelada neste ponto. Então, a história é sobre outra coisa.
Capitão América e Homem de Ferro como heróis:
O que acontece é que o Homem de Ferro sente que qualquer um que tenha um reator nuclear nas costas, ou coisa parecida, deve atuar sob o controle do governo de alguma forma. Eles devem trabalhar para o governo como os policiais. Isso algo lógico se você pensar a respeito. Faz total sentido. Você ganha uma licença e garante que está tudo certo. Você precisa ter certeza que o herói não tenha um histórico criminoso ou algo similar. Já o Capitão América vem de um tempo mais simples e ele acredita que os heróis devem ser anônimos e não devem estar envolvidos em política. Existe um debate ideológico entre os dois e isso é tudo que importa. Guerra Civil é Homem de Ferro contra Capitão América e ambos estão corretos. No momento em que você faz um deles parecer mau, a história perde força. Ambos devem estar certos e é por isso que existe divergência entre os fãs, pois cada um segue um personagem.
Não é necessário que o Homem-Aranha tire a máscara:
As pessoas lembram muito disso, é uma obra de 7 edições com umas 150 páginas, o Homem-Aranha aparece em 3 páginas e uma delas é um painel. É uma parte mínima da história. Para ser honesto, foi só uma forma de aumentar as vendas. Nós sentamos e pensamos: “O que dá para fazer com o Aranha em 3 páginas?”, daí fizemos e funcionou muito bem.




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