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A estreia de Megalopolis (2024) em Cannes causou sentimentos mistos no público presente, e as críticas estão divididas entre amor e desengano.

Não há como negar que esse projeto está sendo lançado envolto de grande expectativa, por ser um trabalho de décadas do lendário Francis Ford Coppola (Apocalypse Now).

Agora, após a premiere em Cannes, Megalopolis (2024) tem sido descrito desde “desastre” até “obra-prima moderna“.

Damon Wise, do Deadline, chamou o filme de uma “obra-prima moderna louca que reinventa as possibilidades do cinema“. Ele continuou escrevendo: “[Megalopolis (2024) é] uma espécie de bagunça indisciplinada, exagerada e atraída pela pretensão como uma mariposa para a luz. É também, no entanto, um feito impressionante, o trabalho de um mestre artesão para IMAX como um de Caravaggio para um quadro. É uma verdadeira obra-prima moderna do tipo que ultraja com sua pura audácia.”

Wise completou descrevendo: “No meio do caminho, há um truque muito audacioso que derruba a quarta parede de maneiras com as quais os cineastas mais jovens só podem sonhar. Coppola quebra muitas das regras cardeais do cinema nos 138 minutos do filme, mas mantém a mais importante: nunca é chato e inspirará tanto os artistas quanto o público.

Bilge Ebiri, do Vulture, seguiu o tom positivo de Wise, descrevendo o projeto como uma “loucura absoluta“, completando a seguir: “Não há nada em Megalopolis que pareça fora de um filme ‘normal’. Tem sua própria lógica, cadência e vernáculo. Os personagens falam em frases e palavras arcaicas, misturando fragmentos de Shakespeare, Ovídio e, em certo ponto, latim direto. Alguns personagens falam em rima, outros apenas em prosa altiva que parece que talvez devesse ser em verso.”

David Ehrlich, do Indiewire, também diz ter amado a produção: “A bobagem é uma característica, não um problema! Um autorretrato berrante, épico, de US$ 120 milhões que também é uma fábula sobre a queda da Roma antiga e um apelo para salvar nossa civilização (e o cinema) de si mesma. Gostei muito.”

Richard Lawson, da Vanity Fair, é um dos que não gostou da experiência e ressaltou em sua manchete que: “Megalopolis, de Francis Ford Coppola, é um projeto de paixão que deu terrivelmente errado“. Ele continuou: “Talvez alguns cinéfilos vejam valor no épico de longa gestação do diretor de O Poderoso Chefão. Muitos mais, porém, ficarão coçando a cabeça.”

Tim Grierson, do Screen Daily, foi além, dizendo no X/Twitter: “Me dói dizer que a Megalopolis, de Francis Ford Coppola, é um desastre“.

Robbie Collin, do Daily Telegraph, no entanto, gostou e se divertiu com o filme, dando a ele 4 estrelas de 5, e fazendo a curiosa descrição: “O mais recente de Coppola é como Succession cruzado com Batman: Eternamente e uma lâmpada neon.”

Ainda sem distribuidora, Megalopolis (2024) tem amplo lançamento em IMAX garantido e vai chegar aos cinemas entre setembro e novembro deste ano.

Leia mais sobre Megalopolis:

Megalopolis (2024) segue uma Nova York destruída após um acidente que traz visões conflitantes do futuro. De um lado, está o ambicioso idealista arquiteto Ceasar (Adam Driver). Do outro está seu grande inimigo, o prefeito da cidade, Frank Cicero (Giancarlo Esposito).

Em confronto, os dois debatem entre mudar a estrutura de poder da cidade, ou continuar com o mesmo sistema corrupto e cheio de falhas.

Fonte: Deadline

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.