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A bilheteria de abertura desastrosa de Megalopolis (2024) deixou claro que o público não se interessou muito pelo novo filme de Francis Ford Coppola, que mesmo assim ainda acredita que um dia as pessoas vão aproveitar mais a grande obra de sua vida.

Falando para a Forbes, o lendário cineasta lembrou de como o público do final dos anos 70 não recebeu Apocalypse Now (1979) bem e, anos depois, o filme se tornou um clássico cultuado pelos amantes da 7ª arte.

Francis acredita que, com o tempo, as pessoas vão gostar mais de Megalopolis (2024), especialmente se derem uma nova chance e assistirem ao longa novamente com outra perspectiva.

A verdade é que acho a experiência de Megalópolis existente e vista por um público muito semelhante ao de que quando fiz Apocalypse Now“, disse Coppola. “Quando Apocalypse Now saiu, as pessoas viram e disseram: ‘Uou, o que diabos é isso?’ Houve uma confusão ambivalente porque era claramente um filme feito fora das regras.

O diretor completou: “Com Apocalypse Now, a experiência foi como: ‘Uau. Eu tenho que vê-lo novamente.’ As pessoas foram vê-lo novamente porque não era chato; era incomum, e eles ainda estão vendo isso 40 anos depois. A mesma coisa aconteceu com Megalópolis, porque este não é realmente chato, e eles estão dispostos a vê-lo novamente. Meu palpite é que as pessoas vão vê-lo novamente, e cada vez que o assistirem, vai se tornar um filme diferente porque tem muito nele que não é possível perceber da primeira vez que você assiste.

Sob distribuição da O2 PlayMegalopolis (2024) tem estreia agendada para 31 de outubro no Brasil.

Leia mais sobre Megalopolis:

O filme segue uma Nova York destruída após um acidente que traz visões conflitantes do futuro. De um lado, está o ambicioso idealista arquiteto Ceasar (Adam Driver). Do outro está seu grande inimigo, o prefeito da cidade, Frank Cicero (Giancarlo Esposito).

Fonte: Forbes

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.